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07/12/2016 - 06:49

Diretor-geral da AIEA conhece a central nuclear de Angra

E visita marca nova etapa da cooperação com Eletronuclear.

I diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, conheceu a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), no dia 25 de novembro (sexta-feira),em Angra dos Reis (RJ). Foi a primeira vez que um diretor da AIEA – braço das Nações Unidas para a energia nuclear — visitou as usinas brasileiras.

A comitiva foi composta por outros integrantes da AIEA, além de representantes do Ministério das Relações Exteriores e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. O grupo foi recepcionado, no Centro de Informações de Itaorna, pelo presidente da Eletronuclear, Bruno Barretto, que fez uma breve palestra sobre a matriz elétrica brasileira e o papel da energia nuclear no país. Os diretores João Carlos da Cunha Bastos e Leonam dos Santos Guimarães, além de outros executivos da empresa, também acompanharam a visita.

Troca de experiências — A programação começou com uma visita a Angra 2, que está atualmente desligada para reabastecimento e manutenções periódicas. Yukiya Amano, que nunca tinha visitado uma usina de projeto alemão, teve a oportunidade de conhecer a sala de controle e a turbina. Ele se mostrou bastante interessado e fez perguntas sobre sistemas, funcionamento e situações de emergência. “Estou muito impressionado com a segurança e a dedicação de todas as pessoas que estão tocando o projeto nuclear no Brasil. Atualmente, este tipo de fonte é responsável por cerca de 3% da matriz do país, mas, no futuro, certamente o Brasil irá precisar de mais energia e a nuclear pode ser uma das opções”, aposta.

Em seguida, os representantes da AIEA conheceram as instalações da primeira usina nuclear brasileira. O grupo teve acesso à sala de controle e também ficou bastante impressionado com o que viu. Para Amano, a visita ao Brasil foi uma grande oportunidade de compartilhar experiências. “Estou muito feliz. Pude conversar com líderes políticos, engenheiros e cientistas e tive a chance de aprender mais sobre o setor no país. Por outro lado, também pude explicar as prioridades da AIEA. Isso tornará possível uma cooperação de modo integrado”, complementa.

Para o presidente Bruno Barretto, essa visita marca uma nova etapa da cooperação da Eletronuclear com a AIEA. “Eu diria que há um aspecto simbólico e prático nessa visita. O simbólico é que, pela primeira vez, recebemos um diretor-geral da AIEA nas nossas usinas e estamos muito orgulhosos disso. O segundo aspecto é que isso reforça a intensa cooperação que já temos com a agência. Nós participamos de programas conjunto interpaíses, de missões em outras nações, visitas técnicas e, sobretudo, de treinamentos que fazem com que nossos especialistas estejam sempre no estado da arte da tecnologia”, comemora.

Agenda extensa — A ida do diretor-geral da AIEA à CNAAA fez parte de uma agenda extensa no Brasil. Amano chegou ao país no dia 22 de novembro (terça-feira) e, dentro da programação voltada ao setor nuclear, teve a chance de conhecer o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em Iperó, responsável pelo projeto do submarino nuclear nacional. Também visitou o local onde será construído o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que produzirá radioisótopos com aplicações na saúde, indústria, meio ambiente e agricultura.

A programação incluiu, ainda, reuniões, em Brasília, com os ministros da Saúde; Relações Exteriores; e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além do comandante da Marinha.

Um dos objetivos estratégicos da visita era acompanhar a situação do vírus da zika no país e o impacto do auxílio prestado pela agência. No início do ano, a AIEA anunciou que ajudaria países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil, no combate ao vírus através de tecnologia nuclear que possibilita um diagnóstico rápido da zika. A agência também possui uma tecnologia de irradiação que é capaz de esterilizar o mosquito transmissor da doença. Já está sendo desenvolvido um projeto piloto para o Brasil e a ideia é que o programa seja implementado no próximo ano.

A Eletronuclear — Subsidiária da Eletrobras, a Eletronuclear é a responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país. Conta com duas unidades em operação na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), com potência total de 1990 MW. Hoje, a geração nuclear corresponde a 3% da eletricidade produzida no país e o equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro (RJ).

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