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24/08/2016 - 09:16

Prefeitura apresenta balanço e operação da cidade nos Jogos Olímpicos Rio 2016


A Prefeitura do Rio e Janeiro apresentou o balanço final e a operação da cidade nos Jogos Olímpicos Rio 2016, realizados de 5 a 21 de agosto. O encontro com os jornalistas, foi no no dia 23 de agosto(terça-feira), no Rio Media Center(RMC), na Cidade Nova.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, durante esse período, a cidade recebeu 1,170 milhão de turistas, sendo 410 mil estrangeiros. A taxa de ocupação hoteleira foi de 94%. Os três lives sites do Boulevard Olímpico (Porto Maravilha, Parque Madureira, e Miécimo da Silva, em Campo Grande) atraíram cerca de quatro milhões de pessoas durante os Jogos, com transmissão de competições e variada agenda de eventos. E na Saúde, entre os mais de oito mil atendimentos da rede municipal não foi registrado nenhum caso de zika vírus.

— Nosso agradecimento é a todos os cariocas e brasileiros que mostraram nesses Jogos uma enorme capacidade de entrega e de fazer as coisas acontecerem. Sempre ouvimos que os cariocas são marcados pelo jeitinho e pelo improviso, mas esses Jogos mostraram muito mais do que só simpatia. Eles revelaram a competência de um povo incrível, capaz de planejar, organizar, trabalhar sério, e de solucionar problemas com enorme agilidade. Isso fez dos Jogos esse enorme sucesso — disse o prefeito Eduardo Paes.

Os Jogos Rio 2016 reuniram, em 17 dias, 11.303 atletas de 206 países (além da delegação de refugiados), que disputaram 42 modalidades olímpicas em 32 arenas esportivas espalhadas pelo Rio. As competições foram transmitidas a cerca de 5 milhões de espectadores no mundo. Ao todo, 26 mil jornalistas credenciados fizeram a cobertura dos eventos. No Rio Media Center (RMC), na Cidade Nova, 6.700 jornalistas de 102 países acompanharam o dia a dia da cidade, divulgando as belezas, paisagens e cultura brasileira.

Na internet, os Jogos também foram um sucesso. O site Cidade Olímpica recebeu 1,2 milhão de visualizações, enquanto o do Centro de Operações Rio teve 400 mil mensagens lidas; o Visit.Rio somou 426 mil visitantes e 1,6 milhão visualizações. Nas redes sociais da Rio 2016, o Twitter registrou 75 bilhões de visualizações; o Instagram, 916 milhões de interações e 131 milhões de usuários; e o Facebook, 1,5 bilhão de interações.

As Olimpíadas representaram ainda um crescimento na economia da cidade. A Zona Sul teve um aumento de 70% no comércio de bares e restaurantes. Na Barra da Tijuca, Centro e Zona Norte, o aumento foi de mais de 30%, tendo o comércio da Tijuca - bairro no entorno do Maracanã - crescido 45%. Na Zona Oeste, houve um aumento de cerca de 20% no comércio em bares e restaurantes.

— O Rio agora é outro e com um enorme legado. Com certeza, a partir desta edição os Jogos Olímpicos no mundo serão diferentes, inclusive com a inovação da arquitetura nômade. Todos os turistas, especialmente os estrangeiros, conseguiram detectar no Brasil aquilo que é o nosso maior capital: o povo brasileiro. E 98% dos visitantes disseram que a hospitalidade dos cariocas e brasileiros é absolutamente insuperável e 95% daqueles que aqui estiveram querem voltar — destacou o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

O Centro de Operações Rio (COR) monitorou a cidade com as bancadas olímpicas, setores que acompanharam a agenda dos Jogos Rio 2016 e atuaram na resposta a ocorrências não previstas. Com apoio de câmeras disponíveis nas regiões de competições e as equipes da CET-Rio, foi possível realizar ajustes nos tempos dos sinais de trânsito para minimizar os impactos.

Houve também o funcionamento do Centro Integrado de Mobilidade Urbana (CIMU), que monitorou de forma integrada a operação de transporte nas regiões. O CIMU é composto por representantes das concessionárias de transportes e das agências públicas responsáveis pela mobilidade urbana.

— A integração dos modais de transporte é o grande legado desses Jogos. E a parceria entre os órgãos competentes fizeram com que a mobilidade fosse referência nesse grande evento, garantindo a circulação dos cariocas e visitantes — ressaltou o secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Vieira.

Durante o período olímpico, o tráfego teve uma redução de 5,6% no volume diário, uma vez que a cidade contou com 342 km de interdições por dia, 260 km de Faixas Olímpicas e 104 vias bloqueadas nos dias críticos (cerimônias e ciclismo estrada). Ao todo, foram aplicadas 4.342 multas por invasão das Faixas Olímpicas. A operação contou ainda com 1.700 agentes da Guarda Municipal e CET-Rio atuando por dia, 85 veículos operacionais, 250 painéis de mensagens variáveis, 4.387 placas de orientação e regulamentação, 1.790 alterações de semáforos, 380 barreiras de trânsito e implantação de 8 km de grades e de 15 mil cones de sinalização.

Na área de Transporte, foram realizadas cerca de 4 milhões de viagens e vendidos 800 mil cartões RioCard Jogos Rio 2016. O sistema de BRT transportou 11,7 milhões de passageiros, sendo que aproximadamente 2,2 milhões de pessoas usaram os serviços especiais do BRT Rio, criados para atender quem iria às instalações olímpicas. A média diária, em todo o sistema, foi de cerca de 700 mil passageiros. O recorde de público foi registrado no dia 12 de agosto, quando 855 mil pessoas utilizaram os serviços convencionais e os implantados para os Jogos.

Já o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) transportou 721.703 passageiros em 3.306 viagens no trecho compreendido entre a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont. O tempo médio de percurso foi de 36 minutos.

O MetrôRio bateu o seu recorde histórico de usuários no dia 17 de agosto, quando transportou 1,121 milhão de passageiros. A concessionária também ultrapassou mais de um milhão de usuários nos dias 16/08 (1,086 milhão), 15/08 (1,037 milhão), 12/08 (1,026 milhão) e 19/08 (1,022 milhão). Entre os dias 5 e 21/08, o MetrôRio transportou 13,9 milhões de passageiros nas suas três linhas (1, 2 e 4).

A SuperVia transportou quase 10 milhões de passageiros. As estações que registraram a maior quantidade de público olímpico foram Central do Brasil (363.552 embarques), Olímpica de Engenho de Dentro (359.086 embarques) e Vila Militar (164.369 embarques). Nos ramais Deodoro, Santa Cruz e Japeri, a SuperVia realizou cerca de 2.182 viagens extras após as competições noturnas. Esse número representa um aumento de 30% de viagens nesses ramais. Sete estações registraram seus maiores números de embarques (Olímpica de Engenho de Dentro, Madureira, Magalhães Bastos, Maracanã, Méier, Realengo e Vila Militar).

Na Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) contabilizou 8.681 atendimentos nas mais de 70 unidades municipais, onde brasileiros e estrangeiros buscaram assistência médica. Do total de atendimentos, 2.133 foram para turistas estrangeiros, sendo 141 dos Estados Unidos, 118 da Argentina e 69 da Inglaterra. As principais causas de atendimento foram cefaleia (dor de cabeça), hipertensão arterial, e casos de pacientes com sintomas de resfriado e mal-estar.

Na área de Ordenamento Urbano, as ações realizadas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), em conjunto com a Guarda Municipal (GM-Rio), rebocaram 2.062 veículos e multaram 3.850 por estacionamento irregular. As operações se concentraram no entorno dos locais de competição, da orla da cidade, dos pontos turísticos, dos Boulevards Olímpicos e das casas temáticas. Durante as fiscalizações, os agentes interditaram cinco estacionamentos clandestinos que funcionavam sem o alvará da Prefeitura do Rio.

O comércio ambulante irregular também foi alvo das operações, que apreenderam com vendedores não autorizados, desde o início dos Jogos, cerca de 26 mil itens, como bebidas, peças de vestuário, adereços e equipamentos eletrônicos. Os agentes também flagraram e encaminharam às delegacias 50 cambistas que comercializavam irregularmente ingressos para as competições olímpicas.

No âmbito da Limpeza Urbana, entre os dias 03 e 21/08, início do revezamento da tocha olímpica no Rio até o encerramento dos Jogos, a Comlurb contabilizou 2 mil toneladas de resíduos removidos das principais instalações e dos lives sites do Boulevard Olímpico. Cariocas e turistas colaboraram com a limpeza da cidade, colocando o lixo nas mais de 8 mil lixeiras dos acessos às instalações olímpicas, praias, pontos turísticos e nos lives sites do Porto Maravilha, Parque Madureira e Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande.

Para garantir que a operação de limpeza fosse eficiente, a Comlurb mobilizou 2.380 garis, que usaram 330 equipamentos (sopradores, aspiradores de pó, lavadoras automáticas, roçadeiras e ceifadeiras). Os agentes contaram com apoio de 103 veículos, entre caminhões, carros lava-jato com água de reuso, mini varredeiras, carrinhos elétricos, e triciclos. A operação começou meses antes dos Jogos, na preparação da cidade para o maior evento esportivo do planeta, envolvendo o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, e os entornos do Complexo Esportivo de Deodoro, do Maracanã, do Estádio Olímpico, do Sambódromo, da Arena de Vôlei de Praia, em Copacabana, e de todos os circuitos das provas de rua.

A Comlurb fez também a limpeza do entorno e a coleta do lixo produzido internamente no Estádio Olímpico do Engenhão, Maracanã, Complexo Esportivo de Deodoro e Riocentro. Já nas áreas residenciais da Família Olímpica e nas de trabalho, como a Vila dos Atletas e o Centro Internacional de Transmissão (IBC), foi feita a coleta diária dos resíduos produzidos. Nestas instalações foram coletadas 1.270 toneladas de resíduos das áreas externas e internas.

No Parque Olímpico, a Companhia atuou em todas as arenas, áreas externas e internas, de convivência, postos médicos e banheiros, e removeu 500 toneladas de resíduos, sendo 430 toneladas de lixo comum e 70 toneladas de recicláveis. Todo material reciclável coletado foi entregue às cooperativas de catadores das Centrais de Triagem de Irajá e Bangu. Foram escalados 700 garis por dia e disponibilizados 2.100 contêineres.

Para aumentar a eficiência do trabalho dos garis, a Fábrica Aleixo Gary, da Comlurb, criou um modelo de vassoura em formato menor, que auxilia na remoção de pequenos resíduos das arquibancadas. Outra novidade foram os Arquibaldos, garis que ficaram nas arquibancadas recolhendo o lixo dos espectadores e solicitando que cariocas e turistas depositassem seus resíduos em sacolas.

Os três lives sites do Boulevard Olímpico geraram 230 toneladas de resíduos, com 150 toneladas no Porto Maravilha; 35,5 toneladas no Parque Madureira; e 44,5 toneladas em Campo Grande. Divididos em três turnos, 350 garis fizeram o serviço com apoio de varredeiras, carros lava-jato com água de reuso, triciclos e carros elétricos. Foram instalados nos locais 800 contêineres para proporcionar descarte correto do lixo.

As 235 equipes do Programa Lixo Zero, formadas por um agente da Comlurb e um guarda municipal, fiscalizaram os principais acessos às arenas olímpicas e os lives sites do Boulevard Olímpico, multando quem fez descarte irregular de lixo. Durante os Jogos, 3.711 pessoas foram autuadas, sendo 694 turistas estrangeiros. De acordo com o mapa de multas aos turistas estrangeiros, a América do Sul representa 38% dos multados; a Europa 32%; os Estados Unidos e o Canadá 12% cada; e outros países somam 21%.

Os visitantes de outros estados do Brasil que mais foram multados são os paulistas, seguidos dos mineiros e dos brasilienses. Os fiscais ainda puniram quem urinou em vias públicas, totalizando 1.067 pessoas multadas (sendo 96 mulheres e 164 estrangeiros) em R$ 510.

Além de todas essas ações, a Comlurb e o movimento ‘Rio Eu Amo Eu Cuido' se uniram no espírito dos Jogos e instalaram cinco lixeiras "Jogo Limpo" em pontos de grande movimento do Rio, como a Praça XV; Baixo Suíça, na Lagoa Rodrigo de Freitas; Parque Madureira e Parque Olímpico (duas). São equipamentos de dois metros de altura que ficarão na cidade até o fim dos Jogos Paralímpicos, convidando o público a votar, jogando seu lixo no espaço do país que acha que ganhará o maior número de medalhas. Em uma competição saudável e consciente, a iniciativa tem como objetivo deixar a cidade mais limpa e estimular o hábito da reciclagem.

No setor do Turismo, os Jogos Olímpicos deixaram para o Rio de Janeiro um novo cartão postal: o Boulevard Olímpico do Porto Maravilha. Ao longo de 17 dias, o clima foi de celebração na Região Portuária, área da cidade que recebeu o maior live site da história dos Jogos. As atrações deste espaço serão mantidas no período de recesso entre o final dos Jogos Olímpicos e o início dos Paralímpicos, de 22 de agosto a 6 de setembro. A Casa Brasil continuará funcionando nesse período, entre 14 e 20 horas. | . Juliana Romar.

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