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25/06/2016 - 08:10

Rosatom apresenta sua visão para o futuro da indústria nuclear

Com o tema “Nuclear e Renováveis ??para descarbonizar Energia", a Seção Latino-Americana da Sociedade Nuclear Americana (LAS/ANS) realizou seu Simpósio, nessa semana, no Rio de Janeiro. O evento, que reuniu os principais executivos e indústrias do setor, destacou o reconhecimento global destas fontes no combate às alterações climáticas e a tendência mundial de diversificar as matrizes energéticas a partir da integração nuclear com outras fontes renováveis? de energia.

O presidente da Rosatom América Latina, Sergey Krivolapov, foi um dos destaques no evento. Em sua apresentação, ressaltou a visão da Rosatom para o futuro da indústria nuclear, assim como as soluções inovadoras que a empresa pode oferecer na América Latina.

Krivolapov enfatizou o papel da energia nuclear como fonte significativa de energia limpa e de indispensável valor para a obtenção de uma energia global de baixo carbono. "De acordo com a Agência Internacional de Energia, os 45 anos de operação de todas as usinas nucleares do mundo permitiu evitar a emissão de 56 gigatoneladas de CO2. Isto é igual ao volume das emissões globais de CO2 de dois anos. Se levarmos em consideração todas as centrais nucleares com design russo no mundo, em 2030, a quantidade de emissões evitadas será de até 2,4 bilhões de toneladas de CO2 por ano, o que corresponde a 80% do total das emissões anuais causadas por todos os automóveis. De forma figurada, a energia nuclear pode ser o "pulmão do planeta"”, disse.

De acordo com o executivo, não faz sentido optar pela energia nuclear em detrimento das renováveis. Para ele, a combinação de ambas é a solução para garantir a segurança energética. "As fontes de energia renováveis ??não são capazes de garantir a segurança energética. Este deve ser o papel da energia nuclear. O equilíbrio ideal é uma combinação da energia nuclear como uma fonte para fornecer carga de base de baixo carbono, enquanto que as energias renováveis ??podem ser usadas como complementares, em momentos de pico de energia”, opinou.

Krivolapov destacou ainda a América Latina como uma região prioritária para a Rosatom e lembrou que a sede latino-americana da empresa acaba de celebrar seu primeiro aniversário. Atualmente, a Rosatom implementa a construção do Centro de Tecnologia Nuclear na Bolívia, que é o maior projeto da corporação no continente. "Vai ser um centro de excelência para toda a região. Com equipamento de ponta, permitirá o país a começar a desenvolver tecnologias nucleares para serem aplicadas na ciência, medicina, geologia, agricultura, entre outros ", disse Sergey.

Além disso, a Rosatom é um dos principais fornecedores de isótopos do Brasil e da Argentina. Desde o ano passado, a empresa produz e fornece radioisótopos médicos para o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), permitindo diagnósticos médicos por imagens.

"Nosso principal objetivo em países como Brasil e Argentina é construir usinas nucleares com a tecnologias russa. O que propomos aos nossos parceiros é o projeto mais avançado da chamada terceira geração, que atende todas as exigências da AIEA e Pós-Fukushima, combinando sistemas de segurança ativa e passiva e que já são uma referência no mundo. Estamos orgulhosos em sermos o primeiro e único país do mundo a ter uma unidade de energia geração 3+: Novovoronezh 2, que está prestes a entrar definitivamente em operação”, adiantou.

Krivolapov acrescentou que a Rosatom é a única empresa do mundo que atua em todo o chamado ciclo nuclear e que oferece ainda uma gama de soluções que não são restritas à energia. "Estamos prontos para cooperar com os países latino-americanos em todas as direções. Temos competências em áreas como a medicina nuclear e a utilização de tecnologias de radiação na agricultura. Podemos ainda construir e modernizar reatores de pesquisa, formar especialistas no campo da física e energia nuclear. Para áreas não-nucleares, temos produtos e serviços diversos, tais como equipamentos para a energia tradicional, como gás e petroquímica, além de produtos de alta tecnologia para engenharia elétrica, sistemas de segurança, sistemas de inspeção, soluções na área de pequenas hidrelétricas, entre outras”, concluiu.

Sobre LAS / ANS —Criado em 1975, com o objetivo de representar os interesses nucleares na América Latina, reúne as comunidades nucleares da região. Bianualmente realiza um simpósio a fim de incentivar a troca de informações e discutir o recente desenvolvimento da indústria.

Rosatom —Com mais de 350 empresas e instituições científicas, incluindo todas as empresas civis nucleares da Rússia, a Rosatom detém posições de liderança no mercado mundial de tecnologias nucleares. Atualmente a corporação russa de energia nuclear está implementando a construção de 44 unidades nucleares na Rússia e no exterior.

A empresa abriu seu escritório no Brasil em 2015 para sediar todos os negócios para a América Latina. A cooperação russo-brasileira no campo nuclear é regida pelo Acordo de 15 de Setembro de 1994 , assinada entre os dois países, para a cooperação no uso pacífico da energia atômica. Em 21 de julho de 2009, foi assinado um Memorando de Entendimento entre Brasil e Rússia.

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