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09/06/2016 - 08:17

Porto do Açu inaugura 3 terminais: petróleo, combustíveis e cargas


O de Petróleo (T-OIL) operado em parceria com a alemã Oiltank, o de Combustíveis Marítimos do Açu (TECMA), operado pela BP Marine, e Multicargas (T-MULT), será utilizado por um conjunto de clientes, em regime de arrendamento.

São João da Barra (RJ) — A inauguração no dia 7 de junho (terça-feira) dos três terminais do Porto do Açu, propriedade da Prumo Logística, avaliado em US$ 3,7 bilhões e considerado o maior da América Latina em área, marcou o renascimento de um centro de logística brasileiro idealizado pelo então, bilionário Eike Batista.

Os mais de 25 km de docas, píeres e quebra-mares é muito necessário para reduzir o gargalo de infraestrutura da maior economia da América Latina.

O complexo industrial do tamanho de Manhattan instalado no nordeste do Rio de Janeiro, que abriu oficialmente no dia 7 de junho (terça-feira), bem menor do que os esboçados na época. Eike havia visualizado um centro de estaleiros, usinas de aço e fábricas de carros elétricos.

Cerca de três anos atrás a EIG Energy Partners tornou-se a controladora do empreendimento, sediada em Washington, em troca da promessa de investimentos de US$ 562 milhões no porto ainda inacabado.

"Açu está indo bem porque o porto foi baseado em ideias sólidas", disse José Magela, presidente-executivo da Prumo, empresa controlada pela EIG, com participação de 74%.

Até o momento, Açu têm sido mais atrativo para o setor de petróleo. A cerca de 240 km ao nordeste do Rio de Janeiro, o porto está perto de águas responsáveis por 80% da produção de petróleo do Brasil. O setor petroleiro corresponde a mais de 10% do Produto Interno do Bruto (PIB) do país.

A Prumo abriu neste dia da inauguração o primeiro terminal independente de petróleo em parceria com a alemã Oiltanking GmbH. O terminal pode transferir até 1,2 milhão de barris por dia de navios carregados em campos marítimos para cargueiros de longa distância. A Royal Dutch Shell tem um contrato para transferir até 300 mil barris por dia de sua crescente produção no Brasil no terminal, informou a Prumo.

Um novo terminal marítimo de diesel administrado pela britânica BP acabou de vender seu primeiro combustível para navios que estão trabalhando em campos de águas profundas próximos. As docas gerais de carga da Prumo exportam bauxita para o conglomerado industrial brasileiro Votorantim Participações.

A empresa de serviços de petróleo Edison Chouest, sediada na Louisiana, espera concluir sua maior base de oferta de petróleo fora dos Estados Unidos em Açu em 2017.

O terminal de petróleo começa a operar, de fato, em agosto, atendendo a Shell/BG, que deve movimentar 200 mil barris por dia no local, podendo chegar a 320 mil barris por dia. Já no terminal de combustíveis haverá movimentação de combustíveis marítimos. Hoje, o terminal recebe óleo diesel importado.

De acordo com a empresa já foram investidos R$ 13 bilhões no Porto do Açu e gerados seis mil empregos diretos e indiretos. A previsão é que a área, localizada no município de São João da Barra (RJ), seja completamente ocupada e alcance a plena capacidade daqui 20 anos, quando deve gerar 40 mil empregos diretos.

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella esteve presente na cerimônia para testemunhar os empreendimentos realizados pelo setor privado, e mostrou o seu interesse no setor. “Queremos e vamos ser facilitadores de novos e grandes investimentos que possam ajudar o Brasil a melhorar sua logística, sua infraestrutura e trazer de volta o crescimento, o emprego, derrubar o custo Brasil, melhorar nossa competitividade, estimular e garantir concorrência justa”, afirmou.

Investimentos de R$ 54,1 milhões — Os planos de investimentos aprovados pela Secretaria de Portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil nos três terminais somam R$ 375,4 milhões. Foram de R$ 321,3 milhões nos terminais de Multicargas (T-MULT) e de Petróleo (T-OIL) e mais R$ 54,1 milhões no de Combustíveis Marítimos (TECMA). Em relação ao Porto do Açú, localizado próximo ao campo petrolífero mais produtivo do país, o ministro disse que em breve estará concluído os estudos para a readequação da Estrada de Ferro 118. Segundo ele, os estudos estão sendo desenvolvidos pelos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com entrega prevista ainda este ano: “Vamos discutir outras interligações com o setor produtivo da região para garantir, em breve, mais acessibilidade ao Porto e aos grandes centros produtores e consumidores do país”, completou.

De acordo com os contratos com a Secretaria de Portos, o T-MULT deve acrescentar uma capacidade de movimentação de carga equivalente a 200 mil contêineres de cerca de 6 metros de comprimento. A capacidade plena do T-OIL será de 61,3 milhões de toneladas por ano. O TECMA, por sua vez, tem capacidade de movimentação de óleo diesel marítimo estimada em 462.000 t/ano, podendo chegar à 924.000 t/ano até 2020 e a de óleo combustível marítimo é de 420.000 t/ano, podendo chegar à 630.000 t/ano até 2020.

Os terminais: . Terminal de Multicargas (T-MULT) — Na primeira fase, o T-MULT representa um acréscimo de aproximadamente 4 milhões de toneladas na capacidade anual de movimentação de granéis sólidos e carga geral, em produtos como coque, carvão, clinquer, fertilizantes, rochas ornamentais e contêineres, além de bauxita.

Novos equipamentos como correias transportadoras e um carregador de navios estão previstos para serem instalados no T- MULT em 2017, permitindo, com isso, maior produtividade e novas cargas ao terminal. Em 2015, foram realizados 3 carregamentos-teste de bauxita no terminal, que totalizaram 115 mil toneladas, referentes a contrato assinado entre a Prumo e a Votorantim Metais. O terminal está entrando em operação agora.

O T-MULT tem águas com 14 metros de profundidade, 2dois berços instalados em 500 metros de cais e cerca de 200 mil metros quadrados de área total. Futuramente, o terminal poderá ser expandido para 1.200 metros de cais e mais 1 milhão m² de área total.

. Terminal de Petróleo (T-OIL) — Terá movimentação de 200 mil barris dos dia a partir de agosto com a demanda de um contrato da britânica BG com a operadora do terminal, Oiltanking, de matriz alemã. O contrato prevê possibilidade de expansão para 320 mil barris por dia. Existe também a previsão de prestação de serviços adicionais no local como descarte de resíduos, abastecimento de água e troca de tripulação.

O T-OIL tem três berços disponíveis ao longo de 1,4 km de um quebra-mar que funciona como um abrigo, dando mais segurança a operações de transbordo de petróleo. O canal de acesso do T-OIL possui 20,5 metros de profundidade, mas até o final de 2017, a previsão é que a profundidade seja ampliada para até 25 metros.

Com isso, será possível receber navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), que carregam até 320 mil toneladas. Os berços Norte e Central do terminal serão capacitados para transbordo entre navios tipo VLCC e SuezMax, menores que os VLCC, e o berço Sul, apenas para transbordo entre SuezMax.

. Terminal de Combustíveis Marítimos do Açu (TECMA) — O Terminal de Combustíveis Marítimos do Açu (TECMA), parceria das empresas Prumo e BP, importa diesel marítimo para venda à clientes no mercado local de óleo e gás. Tem capacidade de movimentação de óleo diesel marítimo estimada em 462.000 t/ano, podendo chegar à 924.000 t/ano até 2020 e a de óleo combustível marítimo é de 420.000 t/ano, podendo chegar à 630.000 t/ano até 2020.

Com águas com profundidade de 14 metros, o TECMA pretende ser um grande centro de distribuição de combustíveis marítimos. Começa a operar este mês fazendo operações de transbordo, sem área de armazenagem. Espera-se que possa expandir atividades futuramente.

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