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15/04/2016 - 08:39

Energia renovável é uma das principais demandas da população para combater as mudanças climáticas

Como as cidades podem ajudar a combater as mudanças climáticas? Essa pergunta foi trabalhada durante quatro anos pelo ICLEI - principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável – em oito cidades brasileiras participantes do programa Urban LEDS. Por meio de comitês e grupos de trabalho relacionados ao tema, municípios como Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Betim, Rio de Janeiro e Porto Alegre envolveram a população e especialistas para estabelecer as políticas e ações de enfrentamento às mudanças climáticas. Ao final do projeto, o que ficou evidente é que tanto para os gestores públicos, como para a população, a energia renovável, em especial a solar, é vista como prioritária.

“Cada uma das cidades participantes do projeto desenvolveu seu plano específico para reduzir suas emissões de carbono, que é o principal gás causador do efeito estufa, e eles guardam várias semelhanças entre si. Mas o que ficou evidente é que a energia solar tem um apelo muito forte e tende a ser priorizada nas iniciativas municipais”, explica Igor Albuquerque, gerente de Mudanças Climáticas do ICLEI e responsável pela etapa brasileira do Urban LEDS. “Isso pode ser comprovado pelo fato de que ao final do projeto com o ICLEI, quase todas as cidades participantes tinham alguma iniciativa de energia solar implantada”, detalha.

Como o objetivo do Urban LEDS era capacitar os municípios a desenvolverem e implantarem suas políticas municipais de baixo carbono, as iniciativas relacionadas a energia solar consistiram em ações modelo, ou seja, de pequeno escopo porém alto grau de monitoramento para avaliar sua eficácia e replicabilidade. Em todas as cidades, elas consistiram basicamente na instalação de usinas de microgeração de energia fotovoltaica em lugares públicos, financiadas pelo Urban LEDS. Em Belo Horizonte, por exemplo, ela está instalada na Lagoa da Pampulha. Em Betim, no Parque Natural Municipal Felisberto Neves. Em Recife, no Jardim Botânico Municipal. Em Porto Alegre, a usina foi instalada em uma escola pública. No Rio de Janeiro, foram instaladas usinas em 6 diferentes escolas municipais, duas das quais de modelo híbrido solar/eólica.

Urban LEDS são estratégias de desenvolvimento urbano de baixo carbono que definem um caminho de transição para uma cidade de economia urbana verde e inclusiva. Eles integram de forma transversal os planos e processos de desenvolvimento de vários âmbitos da gestão urbana, como planejamento urbano e uso do solo, habitação, emprego, saúde e educação, energia, transporte, saneamento básico, gestão de resíduos e compras públicas. Este projeto internacional foi implementado pelo ICLEI-SAMS em parceria com a ONU Habitat e teve financiamento da União Europeia. Além do Brasil, o Urban LEDS foi desenvolvido na Índia, Indonésia e África do Sul.

O ICLEI — Principal associação mundial de governos locais dedicados ao desenvolvimento sustentável, o ICLEI promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis. Este movimento global congrega mais de 1000 estados, metrópoles e cidades de pequeno e médio porte em 86 países. Seu Secretariado para América do Sul (ICLEI SAMS) apoia uma rede de mais de 40 cidades sul-americanas que representam mais de 100 milhões de habitantes em 8 países, tais como Quito, Curitiba, Manaus, Ñuñoa, São José dos Campos, e Bogotá.

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