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31/03/2016 - 08:17

Usina de Itaipu tem o melhor primeiro trimestre da história


Produção supera a do mesmo período do ano do recorde mundial estabelecido pela binacional.

Dois dias antes de fechar o mês de março, a usina de Itaipu já estabeleceu o melhor primeiro trimestre de sua história. Às 7 horas do dia 29 de março(terça-feira), a usina ultrapassou o recorde anterior de 24,83 milhões de megawatts-hora (MWh), registrado no primeiro trimestre de 2013, quando também foi registrado o recorde anual de geração.

A área técnica da usina trabalha agora com a expectativa de chegar aos 50 milhões de MWh no semestre. Este ano, a usina de Itaipu registrou o melhor janeiro e fevereiro e sucessivos recordes de geração. Quanto mais Itaipu gera, menos dependência da geração térmica, que é menos limpa e mais cara.

Brasil por 20 dias —A produção deste trimestre seria suficiente para atender o consumo de Foz do Iguaçu por 44 anos; do Estado do Paraná por dez meses; do município de São Paulo por 10,5 meses. E ainda: seria suficiente para atender toda a Região Sul por 3,5 meses e o Brasil inteiro por aproximadamente 20 dias. Já o Paraguai seria abastecido por dois anos e um mês.

Num comparativo com as maiores produtoras de energia do Brasil, a produção de quase 25 milhões de MWh representa mais do que a energia somada gerada ao longo de todo o ano passado pelas usinas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, que estão em fase de aumento de produção, mas já ocupam o terceiro lugar no ranking entre as três mil plantas de energia do Brasil.

El Niño —A produção de Itaipu tem sido beneficiada principalmente pelo fenômeno climático El Niño. Com as chuvas acima da média na região Sul do Brasil, a usina pôde produzir com carga máxima, contribuindo para que o período úmido recuperasse os níveis dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Nordeste, depois de dois anos de estiagem.

O diretor técnico executivo, Airton Dipp, explica que a preocupação da Itaipu é aproveitar todas as oportunidades, sempre de forma sustentável, para garantir mais energia limpa para os sistemas elétrico do Brasil e Paraguai.

Nesse trimestre, a afluência em Itaipu (chegada de água no reservatório) atingiu a média de 18 mil metros cúbicos por segundo (m³/s), quase o dobro da média histórica, que é de 11,8 mil m³/s. Os técnicos têm adotado medidas para o aproveitamento máximo deste volume. Quando há muito vertimento, o nível de água abaixo do reservatório se eleva diminuindo a queda, e consequentemente, a capacidade de produção. Ou seja. É bom ter bastante água, mas é preciso também saber usá-la.

“É um jogo entre maiores vazões e eventualmente menores quedas d´água”, explica o superintendente de Operação, Celso Torino. Ele diz que, em todo este período, a operação de Itaipu tem seguido a “diretriz da dança com as águas”. Isto é, dentro de determinados limites metodológicos, otimizar a produção de energia de acordo com o sinal hidrológico e a oportunidade de melhor aproveitamento.

Para essa otimização, foi necessário, por exemplo, uma perfeita coordenação entre o “sinal hidrológico” (com acompanhamento constante das chuvas e de aumento da vazão do reservatório), a necessidade de consumo no Brasil e no Paraguai, ter disponibilidade das unidades geradoras e dos sistemas de transmissão, além da ação em sintonia com o Operador Nacional do Sistema (ONS), Furnas e Copel, no Brasil, e Ande, no Paraguai.

Além disso, foi fundamental o planejamento hidroenergético, cuidando para que a intensidade dos vertimentos prejudicasse o mínimo possível a queda d´água (e, por consequência, a potência e a energia); e, entre outros fatores, reconfigurar limites de geração das unidades geradoras em função dos períodos de seca e de sobra de recursos hídricos; e aproveitar as diferenças de pico de consumo nos dois mercados, brasileiro e paraguaio, em conjunto com a Ande e o ONS.

Os índices de eficiência do período mostram os acertos do projeto e montagem das unidades geradoras da usina, assim como seu excelente estado de operação e manutenção. O FCO (índice de aproveitamento de água disponível), mesmo com os vertimentos, atingiu 91%; a disponibilidade das unidades geradoras foi de 98,1%; e a indisponibilidade forçada (quando um gerador fica indisponível de forma imprevista) foi de apenas 0,02%.

A Itaipu — Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,31 bilhões de MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de cerca de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75 % do Paraguai. Desde 2003, Itaipu tem como missão empresarial “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”. A empresa tem ainda como visão de futuro chegar a 2020 como “a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional”.

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