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04/02/2016 - 08:47

Faetec forma mão de obra para o carnaval carioca


Ex-estudantes são contratados por escolas de samba.

A contagem regressiva para o carnaval já começou e nas escolas de samba do Rio a preparação está a todo vapor. No barracão da Mangueira do Amanhã, entre carnavalescos, operários, costureiras e sambistas, uma ala se destaca: a das aderecistas. No grupo, responsável pela montagem e acabamento de fantasias e carros alegóricos, está Natalia do Vale, que aos 74 anos, pela primeira vez, “trabalha fora”. Ela é uma das quatro funcionárias da escola contratadas através dos cursos de carnaval da Faetec e que conseguiu realizar o sonho de trabalhar na Cidade do Samba.

— Era costureira e sempre trabalhei em casa. Não imaginava que na minha idade ia conseguir um emprego, por causa do preconceito. O curso da Faetec me abriu as portas e quando vi, já estava estagiando na Mangueira. Assim que terminou meu período lá, fui convidada para trabalhar como contratada na escola mirim— contou a aluna do curso de Modelagem.

Mil vagas — A Faetec conta com duas unidades especializadas na indústria do carnaval: Luís Carlos Ripper, na Mangueira, e Paulo Falcão, em Nova Iguaçu. Para este ano, serão oferecidas mais de mil vagas para cursos como o de Assistente de Camarim, Assistente de Produção Cultural, Contrarregra, Costureiro, Escultura, Efeitos Especiais, Iluminador Cênico, Interpretação Teatral, Roteirista , Maquiador, Modelagem e Confecção de Adereços, Modelista, Operador de Som, Eletricista e Pintura Cênica.

De acordo com o presidente da Faetec, Wagner Victer, o estímulo ao desenvolvimento de profissionais qualificados para trabalhar no carnaval é um diferencial na hora de conseguir um emprego.

— O carnaval é uma das festividades mais importantes do Brasil, não só em relação ao turismo e à economia, mas também pela forte geração de emprego, como acontece com os nossos alunos — ressaltou Victer.

A aderecista Sueli Barbosa, de 65 anos, conta que, com o emprego de costureira na Mangueira do Amanhã, conquistou realizações antes distantes de serem alcançadas.

— Depois que fiz a qualificação na unidade Luís Carlos Ripper e comecei a trabalhar na Mangueira do Amanhã, consegui reformar a minha casa e comprar um ar-condicionado e um freezer. Posso falar com segurança que o estudo mudou a minha vida— disse Sueli.

Fantasias sustentáveis são criadas — Formados das unidades de artes técnicas da Fundação estão aproveitando o conteúdo teórico que receberam em sala de aula para criar fantasias mais econômicas para as escolas de samba mirins que vão desfilar na Marquês de Sapucaí, na terça-feira (9/2). Com a proposta de investir em fantasias sustentáveis, eles transformam matérias-primas descartadas, como adereços, retalhos e fantasias, em novas peças.

—Na qualificação, aprendemos desde sempre a importância de reaproveitar cada elemento que pode fazer a diferença na apresentação de uma nova peça. Guardamos tudo. Essa consciência nos prepara para dominarmos as verdadeiras necessidades e exigências do mercado de trabalho — explicou Thiago Vieira, de 30 anos, ex-aluno do curso de Aderecista, que trabalha no barracão da Escola de Samba Pimpolhos da Grande Rio.| Fernanda Alves.

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