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20/10/2015 - 07:57

SNPTEE abre discussão sobre o crescimento e os desafios do setor elétrico nacional


Assunto foi tema da plenária que abriu as sessões técnicas do evento, que segue até o dia 21 (quarta-feira), em Foz do Iguaçu (PR).

O crescimento e os desafios do setor elétrico brasileiro foram tema da plenária que abriu as sessões técnicas do 23º Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (XXIII SNPTEE), no dia 19 de outubro (segunda-feira), no Rafain Palace Hotel & Convention Center, em Foz do Iguaçu (PR).

O encontro foi mediado pelo diretor de transmissão de Eletrobras, José Antônio Muniz Lopes, que é conselheiro de Itaipu Binacional, e reuniu representantes de instituições que têm participação no setor elétrico nacional – em áreas como planejamento, definição de políticas públicas, financiamento, fiscalização e operação do sistema.

Integraram a mesa o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho; o diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp; o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Jurhosa Júnior; e a chefe do Departamento de Energia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Márcia Leal.

Ex-diretor técnico de Itaipu, Altino Ventura Filho destacou que o Brasil dispõe de fontes variadas de energia, o que nos dá uma condição única. “O ministério tem uma preocupação muito grande com o que podemos chamar de ‘criar a energia do amanhã’, viabilizando a implantação dos projetos de geração de transmissão que permitam ampliar o nosso sistema e atender as demandas futuras, que são crescentes País”, disse.

“Para isso, é preciso que o modelo institucional do setor seja preservado, com regras estáveis. Os leilões têm tido resultados satisfatórios, os investidores têm a sua receita garantida ao longo do período de viabilização do projeto, e isso abre as portas do financiamento do BNDES”, completou.

José Jurhosa Júnior observou que hoje ainda existe uma defasagem em relação às obras de transmissão, o que tem levado a Aneel a uma atenção maior para antever problemas e propor soluções. “Atuamos para proporcionar condições favoráveis para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade.”

Hermes Chipp lembrou que a sociedade brasileira está mais atenta, participativa, e aceita cada vez menos perturbações ou interrupções do sistema elétrico. “Por isso, acho que devemos nos concentrar nos temas colocados, como melhorias para implantar [as linhas de] transmissão no prazo, superar e facilitar as questões de licenciamento e problemas fundiários, que têm causado os principais atrasos das obras”, avaliou.

Ele cita como o maior gargalo do sistema, atualmente, a ligação Norte-Sul, justamente por atrasos em obras de transmissão. “Mas estou otimista, porque a gente tem conseguido trabalhar em conjunto e fazendo um esforço máximo para mitigar essas questões.”

“Esse seminário, com 1,6 mil pessoas inscritas para discutir o tema da energia elétrica, da geração e da transmissão, mostra que o Brasil está se preparando para enfrentar esses desafios tecnológicos, técnicos, econômicos, jurídicos e de meio ambiente também”, completou Altino Ventura Filho.

O evento —O XXIII SNPTEE é realizado pelo Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (Cigré-Brasil), com organização de Itaipu Binacional. O evento segue até quarta-feira (21/10) com mais de 500 informes técnicos sobre inovações técnicas, manutenção e operação de usinas e linhas de transmissão, comercialização e economia de energia, impactos ambientais e aspectos gerenciais do setor elétrico brasileiro.

A programação completa e a grade com todos os trabalhos que serão apresentados estão no site www.xxiiisnptee.com.br.

A Itaipu —Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,2 bilhões de MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de cerca de 17% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75% do Paraguai. Desde 2003, Itaipu tem como missão empresarial “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”. A empresa tem ainda como visão de futuro chegar a 2020 como “a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional”.

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