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01/09/2015 - 08:36

Custo da energia deve seguir em declínio com adição de novas fontes, diz secretário-executivo do MME


Usinas eólicas apresentam o dobro da produção de energia elétrica no primeiro semestre de 2015, elas aumentaram em 114% a produção de energia no primeiro semestre de 2015, quando comparado com o mesmo período do ano anterior. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a geração média nos seis primeiros meses deste ano foi de 1.831 MW médios frente aos 856 MW médios alcançados no mesmo período do ano anterior.

Com o tema “Perspectivas para o Setor Elétrico nos próximos anos”, o Conselho Empresarial de Energia Elétrica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan/CIRJ), se reuniu pela primeira vez no dia 31 de agosto (segunda-feira), na sede da Federação, Centro do Rio de Janeiro.

O encontro contou com presença do presidente do Conselho Sérgio Malta, com apresentação do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Luiz Eduardo Barata, moderação do presidente do Conselho de Administração da Light, Nelson Hubner, do vice-presidente da Firjan/CIRJ, e Antonio Berenguer, e do coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ (GESEL-UFRJ), Nivalde de Castro e dezenas de representantes de sindicatos, associações e empresas.

Sérgio Malta, presidente do Conselho Empresarial de Energia Elétrica da Firjan/CIRJ

Sérgio Malta abriu o encontro dizendo que o Brasil busca energia “Boa, Barata e Limpa”.

O Brasil deverá continuar investindo para aumentar a participação de fontes que garantam segurança energética com menores custos. Segundo o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, com a superação dos desafios mais prementes, como o processo para a solução do déficit de geração hídrica, o GSF, a política energética brasileira vai priorizar a redução dos custos de geração, substituindo fontes mais caras por outras de menor custo.

A base energética do Brasil atualmente é hidrotérmica, ressaltou o secretário. Além disso, o Brasil vem buscando a diversificação das fontes, com a inserção de mais energia renovável. Como exemplo dessa política, Barata mencionou o 1º Leilão de Energia de Reserva (LER), realizado no dia 28 de agosto(sexta-feira). Para o secretário, o resultado do leilão, com contratação de 1.043,7 megawatts-pico (MWp) de potência em usinas solares fotovoltaicas e investimentos previstos de R$ 4,341 bilhões, foi uma ótima notícia para o setor.

Luiz Eduardo Barata, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia

Para viabilizar ainda mais a ampliação da energia solar na matriz energética brasileira, Barata relembrou que está em curso projeto para estudar o potencial de geração solar em flutuadores, colocados na superfície dos reservatórios das hidrelétricas de Balbina e Sobradinho. O resultado desses projetos será analisado e outras experiências poderão ser viabilizadas.

Ainda entre os esforços de expansão da oferta de energia, a preços mais compatíveis com o praticado internacionalmente, o secretário-executivo afirmou que o Brasil conta com potencial de crescimento hidroelétrico de 50 mil MW a 60 mil MW. Nesse sentido, o governo vem trabalhando para levar a leilão das usinas do rio Madeira (RO), como a UHE São Luiz do Tapajós e UHE Jatobá.

"A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) tem planos de construir São Luiz do Tapajós e Jatobá. E nossa expectativa é que tão logo os estudos estejam concluídos possamos licitar São Luiz do Tapajós", afirmou.

Fontes como a biomassa também terão importante papel na matriz energética brasileira, complementou o secretário-executivo, para gerar energia de base térmica e renovável. Para Barata, a expansão da geração a gás natural também será perseguida. Apesar de ainda haver dificuldades, como a escassez de gás no país, essa fonte permite gerar energia com menor custo do que as usinas térmicas a óleo, o que ajudará a baratear a eletricidade consumida no País.

Energia eólica — As usinas eólicas brasileiras aumentaram em 114% a produção de energia no primeiro semestre de 2015, quando comparado com o mesmo período do ano anterior. De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a geração média nos seis primeiros meses deste ano foi de 1.831 MW médios frente aos 856 MW médios alcançados no mesmo período do ano anterior.

O Rio Grande do Norte segue como principal produtor de energia elétrica por fonte eólica no país. No primeiro semestre de 2015, as usinas eólicas potiguares geraram 642 MW médios de energia, montante 142% maior do que o produzido nos seis primeiros meses do ano passado. Na sequência, aparece a Bahia, que quase triplicou sua geração eólica, com 391 MW médios (+283%), o Ceará com 363 MW médios (+48%) e o Rio Grande do Sul com 288 MW médios, aumento de 91% em relação ao montante gerado no mesmo período de 2014.

A geração eólica também ganhou mais representatividade na matriz energética brasileira neste primeiro semestre. No fim de junho do ano passado, a fonte era responsável por 1,4% do total gerado de energia no ano no Sistema Interligado Nacional – SIN. Atualmente, ela representa 3% de toda a energia produzida no SIN no ano 2015.

A capacidade instalada de usinas eólicas no Brasil chegou a 6.183 MW ao final do primeiro semestre de 2015, quase o dobro em relação ao mesmo período do ano passado, quando a capacidade era de 3.106 MW. Atualmente o Rio Grande do Norte segue na liderança em capacidade instalada da fonte, com 2.243 MW, seguido por Ceará (1.233 MW), Rio Grande do Sul (1.300 MW) e Bahia (959 MW).

De janeiro a julho de 2015 entraram em operação cerca de 1.437 MW de usinas eólicas, e ainda estão previstos cerca de 1.636 MW até o final do ano. Para o ano 2016 já estão previstos cerca de 3.100 MW e para 2017 cerca de 1.985 MW, contribuindo para ampliação da fonte eólica e a diversificação da matriz de energia elétrica brasileira.

Nuclear —A energia nuclear também fará parte da matriz elétrica brasileira, explicou o secretário-executivo. Na próxima década, mais quatro usinas nucleares devem ser instaladas no país. "Não temos ainda decisão firme de onde serão, quais serão os sítios, e há possibilidade de discutirmos o modelo de construção dessas usinas", afirmou Barata.

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