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13/02/2008 - 11:45

Sarkozy quer Brasil no G8 e no Conselho de Segurança da ONU


Saint-Georges de L'oyapock, Guiana Francesa - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, manifestou no dia 12 de fevereiro (terça-feira), apoio a uma maior participação do Brasil em assuntos mundiais, inclusive com uma vaga no Conselho de Segurança da ONU e no G8, duas instâncias que seriam ampliadas.

"O mundo precisa que o Brasil assuma seu lugar em todas as organizações internacionais. É inimaginável que assuntos mundiais estejam sendo discutidos sem representantes da África e da América do Sul", declarou Sarkozy em discurso na fronteira da Guiana Francesa com o Amapá, onde se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula e Sarkozy prometeram empenho para superar problemas como taxas de vistos e a burocracia, que dificultam o comércio legal entre o Brasil e a Guiana Francesa, que é um Departamento Ultramarino da França.

Os dois se encontraram na quente e úmida Saint-Georges, à beira do rio Oiapoque, que marca a fronteira com o extremo norte do Amapá.

Membros da mítica Legião Estrangeira francesa barbados e portando machados -- formaram uma guarda de honra numa cerimônia em que foi apresentada a maquete de uma ponte que ligará a cidade brasileira de Oiapoque à francesa Saint-Georges.

A obra, primeiro acesso terrestre à Guiana Francesa, será importante no desenvolvimento daquela área amazônica. A construção deve começar no fim deste ano e terminar em 2010.

Vestindo terno preto apesar do sufocante calor equatorial, Sarkozy agradeceu Lula por seus esforços em prol da libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada desde 2002 pela guerrilha colombiana Farc.

Lula, vestindo uma confortável camisa clara, disse que o Brasil está preparado para ajudar qualquer esforço humanitário que leve à libertação de reféns, mas salientou que a liderança desses esforços cabe à Colômbia e ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Lula e Sarkozy também concordaram em buscar soluções para a presença ilegal de brasileiros na Guiana Francesa, especialmente garimpeiros, e de combater o contrabando. Estima-se que 50 mil brasileiros vivam no território vizinho, dos quais apenas 20 mil legalmente.| Por:Por Raymond Colitt/Reuters.

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