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13/08/2015 - 07:05

“Fornecer — Crise e Impactos”: Abenav avalia tendências do mercado


O presidente em exercício da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Sergio Bacci, destacou que a instituição, em conjunto com seus associados vem ampliando a avaliação de tendências de mercado. A pesquisa realizada com seus associados apresenta um panorama em que existe a confiança na recuperação dos fornecimentos ao mercado de óleo e gás.

Os associados identificam maior presença de empresas internacionais que se voltam para o mercado brasileiro, diante da redução dos investimentos internacionais no setor. Um dos segmentos apontados é o de serviços e construções para o reparo e manutenção de plataformas de produção e sondas de perfuração offshore.

Segundo associados, grandes empresas internacionais já tem o mercado brasileiro dimensionado para aumento da sua participação. Há preocupação com a boa formulação dos contratos e a governança [ compliance] com as regras, legislações e o sistema tributário. Uma das preocupações é a prática de preços a baixo dos custos para alijar competidores locais.

Nas respostas quanto métodos vencedores as empresas associadas destacam o bom planejamento dos serviços e obras, o foco nos recursos humanos qualificados e a oferta de inovações e avanços tecnológicos. Esses são os elementos apontados para conquista e manutenção de clientes.

O mercado de reparos e manutenção — Sergio Bacci, destaca que a redução geral da demanda resultado do menor investimento da Petrobras, promove o deslocamento da atenção para vendas a mercados que permanecem ativos como é o caso do reparo naval: cerca de 40 navios de apoio marítimo por ano; reparos e manutenção em cerca de 110 plataformas de produção em operação; reparos e manutenção em sondas de perfuração em atuação no país; reparo e manutenção em navios da Transpetro que estão sendo realizados em outros países da América Latina.

Transporte fluvial e contratos para a Marinha — Existe demanda nos segmentos de construção de rebocadores portuários, estimulados pelos investimentos em portos públicos e terminais privativos; demanda aquecida no segmento de construção de comboios para o transporte em rio e baías, com forte impacto positivo nos estaleiros do Pará e Amazonas. Nestes nichos se encontram forte demanda por motores, sistemas de comandos elétricos, sistemas de direção e sistemas de comunicação.

A Marinha Brasileira registra mercado para a produção local de sistemas, equipamentos e navipeças para a construção de navios patrulha e submarinos que por razões de segurança devem ter fornecimento local de equipamentos.

O evento “Fornecer — Crise e Impactos”, é resultado de uma inciativa de identificação de mercados e tendências e foi apresentada durante no dia 12 de agosto(quarta-feira), durante a realização da Marintec-Navalshore.

O encontro teve participações efervescentes em um debate fincado na realidade empresarial do momento: “Desarmar o Custo Brasil” pra ontem, ter uma “Governança Central” para o segmento da indústria naval & offshore, uma verdadeira “Política Industrial”, e fomentar as “APLs “regionais, foram fatos levantados que mostraram o quando o segmento está engajado e querendo muito continuar trabalhando e gerando emprego e renda.

O empresariado também tem expectativas sobre a 13ª Rodada de Licitações da ANP, que acontece em outubro.

—Sou de Porto Alegre (RS), e vim participar deste encontro, através da minha empresa, a TMSA, estou trabalhando forte para ser mais um dos fornecedores da Indústria Naval & Offshore, eu acredito no Brasil —, disse Mathias Elter, diretor-superintendente.

O encontro teve a mediação de Sergio Bacci, da Abenav/Sinaval, participaram Paulo Alonso pela Petrobras, Catarina Miranda pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), João Rossi pelo MDIC, Humberto Rangel pelo estaleiro Enseada Indústria Naval. Como debatedores teve Marcelo Campos pela Abimaq: Bruno Musso pela ONIP, Paulo Galvão da Abinee, Danilo Giroldo da APL Rio Grande, e Jorge Boeira da ABDI. Também participaram pela Abenav João Augusto Azeredo, diretor- executivo da Abenav e Gustavo Mazzoli Dutra, assistente da diretoria.

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