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26/06/2015 - 08:29

Recursos do Ministério do Esporte asseguram a participação dos atletas no Parapan de Toronto

A delegação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) embarcará para os Jogos Parapan-Americanos de Toronto [de 7 a 15 de agosto] por meio de convênio próprio para essa finalidade, firmado com o Ministério do Esporte, no valor de R$ 2,7 milhões. A informação é de Edílson Alves da Rocha, o Tubiba, diretor técnico do CPB.

Mas para chegar às grandes competições, como o Parapan e os Jogos Paralímpicos do Rio 2016, o CPB já conta com outros investimentos do governo federal. Para a preparação de atletas, o Comitê conta com mais de R$ 38 milhões, de convênio assinado com o Ministério do Esporte no fim de 2012 e ainda em vigência.

Além do CPB, os atletas são apoiados, diretamente, pelo Programa Bolsa-Atleta, cuja categoria mais alta é a Bolsa Pódio, com valores que variam entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. A Bolsa Pódio é voltada para os atletas paralímpicos classificados entre os dez melhores do mundo e com chances de chegar a pódio nos Jogos do Rio 2016.

Dos 162 atletas inscritos no Parapan de Toronto, quase metade recebe Bolsa Pódio. São 79 – ou 48,7% do total. “A Bolsa Pódio beneficia um número muito grande de atletas do CPB”, diz Manuela Bailão, supervisora técnica. “Faz parte do nosso projeto para o esporte de alto rendimento. E poderíamos ter ainda mais atletas da Bolsa Pódio no Parapan. Acontece que às vezes temos três bolsistas entre os três primeiros do ranking nacional em determinada prova e podemos inscrever no máximo dois”. A dirigente ainda destaca que provas ou classes do Parapan não são necessariamente as mesmas dos Jogos Paralímpicos (nos quais se baseia a concessão da Bolsa Pódio).

Para os atletas dos esportes paralímpicos, diz Manuela, são fundamentais os benefícios do Programa Bolsa-Atleta, que – além dos contemplados na categoria Bolsa Pódio –, tem outros 1.370 inscritos nas categorias Base, Estudantil, Nacional, Internacional e Paralímpica, no maior projeto de patrocínio individual de atletas em todo o mundo.

Parapan será referência

O objetivo do CPB para Toronto é “manter a hegemonia na América”, como explica a supervisora. Mas as competições do Parapan também servirão como referência para os Jogos do Rio 2016. “Vamos ver como os atletas vão se apresentar e analisar o que podemos corrigir, se for o caso, para melhorar.”

O CPB trabalha para que, nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, o Brasil termine entre os cinco primeiros países no quadro geral de medalhas. A projeção, para isso, é que a delegação some ao menos 24 ouros – três a mais do que em Londres 2012, quando os brasileiros somaram 21, com mais 14 pratas e oito bronzes – um total de 43 medalhas.

Para o CPB, 2013 mostrou a força do país para atingir essa meta. Foi o melhor ano pós-Paralimpíadas na história, com 78 medalhas conquistadas em Mundiais ou competições equivalentes.

Apoio quase exclusivo do governo federal —De acordo com declarações de Andrew Parsons, o presidente do CPB, os recursos para este ciclo olímpico são quase exclusivamente vindos do governo federal. O orçamento do CPB em 2014 foi de cerca de R$ 80 milhões.

O CPB tem convênio assinado com o Ministério do Esporte de R$ 38,2 milhões para este ciclo olímpico – cerca de R$ 10 milhões/ano. O patrocínio estatal, da Caixa, alcança R$ 120 milhões para os quatro anos – cerca de R$ 30 milhões/ano. Há ainda recursos das loterias federais, por meio da Lei Agnelo/Piva – o montante projetado para 2015 alcança 40 milhões.

Em 2014, o Programa Bolsa-Atleta recebeu investimentos de R$ 19 milhões do Ministério do Esporte para os 1.370 atletas paraolímpicos. Além deles, os atletas da Bolsa Pódio receberam outros R$ 13,3 milhões referentes ao edital de 2014 (o número de bolsistas, em junho de 2015, é de 84 – 52 homens e 32 mulheres). São 36 do atletismo, 4 da bocha, 2 da canoagem, 3 do ciclismo, 1 da esgrima, 4 do halterofilismo, 6 do judô, 19 da natação, 2 do remo, 5 do tênis de mesa, 1 do tiro esportivo e 1 do triatlo.

Nos esportes coletivos, os atletas são beneficiados por meio do Plano Brasil Medalhas. São 12 do golbol, 12 do futebol de 5, 14 do futebol de 7 e mais 22 do vôlei sentado.

A Caixa começou a patrocinar o CPB, depois que o Brasil foi 24º no quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos de Sydney 2000. A partir daí, a evolução foi expressiva. Em Atenas 2004, o país já subiu para 14º, pulando para 9º colocado em Pequim 2008 e 7º em Londres 2012.

Centro em São Paulo será único no mundo— O CPB contará ainda com o Centro Paralímpico Brasileiro, que está sendo construído em São Paulo e é único no planeta. O local terá estrutura de treinamento para 15 modalidades, algo revolucionário nos esportes paralímpicos. A Coreia do Sul tem um centro multiesportivo, mas com área menor. A China tem modalidades espalhadas, em mais de um lugar. Já a Ucrânia tem um CT que foi adaptado, construído a partir de edificações antigas.

O CPB foi projetado para treinamentos e competições de 15 modalidades, com alojamentos e salas para as várias ciências do esporte. Estão sendo investidos mais de R$ 288 milhões (R$ 264,7 milhões em obras, mais R$ 24 milhões em equipamentos). Do governo federal são R$ 165 milhões e, do estadual, perto de R$ 124 milhões. | Denise Mirás.

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