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08/05/2015 - 08:27

Consumo de energia no mercado livre cai 0,20% em março

Em relação a março de 2014, o consumo de energia caiu – 1,45%.

São Paulo—O Índice Setorial Comerc, estudo mensal que avalia os dados de consumo de energia elétrica das 540 unidades sob administração da empresa no mercado livre de energia, revela que, em março de 2015, o consumo de energia no mercado livre caiu -0,20% em relação ao mês anterior. No comparativo anual, o consumo de energia caiu -1,45% em relação a março de 2014. Importante observar que março de 2015 teve três dias úteis a mais do que fevereiro do mesmo ano e dois dias úteis a mais do que março de 2014 e, ainda assim, o consumo de energia foi inferior nos dois comparativos – mensal e anual.

No comparativo anual do Índice Comerc, o consumo de energia caiu -1,45% em março de 2015 em relação ao mesmo mês do ano passado, o que está alinhado aos dados preliminares de medição coletados entre 1º e 14 de abril pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que confirmam o viés de queda. Segundo a CCEE, o consumo de energia elétrica teve variação negativa tanto no mercado cativo quanto no livre, neste período. “O consumo cativo, de 42.896 MW médios, foi 5% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado, enquanto os agentes livres apresentaram redução de 6,4%, e consumo de 14.494 MW médios.”

No histórico do comparativo anual, abaixo, observa-se que o patamar do consumo de energia no mercado livre nesses três primeiros meses do ano é inferior ao de 2014, com quedas de -4,10% em janeiro, -5,80% em fevereiro e -1,45% em março.

Comparativo setorial —No comparativo setorial mensal, os setores de Material de Construção Civil e Higiene e Limpeza registraram aumento do consumo de energia em março de 2015, com 6,17% e 2,12% respectivamente, em relação a fevereiro do mesmo ano. O setor de maior queda no consumo de energia foi o de Papel e Celulose, com -9,28%, seguido do de Comércio e Varejo, com -2,61%. De modo geral, a maior parte dos setores demonstra leve recuperação do consumo de energia em relação a fevereiro, o que pode estar relacionado, como já mencionado anteriormente, aos três dias úteis a mais em março.

No comparativo anual, em que os efeitos da sazonalidade são reduzidos, os resultados indicam o contrário – a maior parte dos setores não se encontra nos patamares de consumo de energia registrados em 2014. As maiores quedas estão no setor de siderurgia, com -8,98%, e de Papel e Celulose, com -8,15%. Dos onze setores avaliados pelo Índice Comerc, no comparativo anual, apenas três registraram aumento do consumo de energia nesta base – Embalagem (0,86%), Higiene e Limpeza (3,88%) e Alimentos (2,13%).

Detalhamento do consumo de energia setorial —Os quadros abaixo revelam o histórico do consumo de energia nos setores produtivos analisados pelo Índice Comerc, nas bases comparativas mensal e anual, em 2015. Na análise mensal, observa-se a retomada do consumo de energia em grande parte dos setores neste 1º trimestre, o que se deve, em parte, à elevação do calor e o consequente acionamento recorrente dos equipamentos de ar condicionado, e à base fraca do consumo de energia nos meses de dezembro de 2014 e janeiro de 2015, caracterizados por férias coletivas, paradas e feriados, e de fevereiro de 2015, mês com menos dias úteis. A exceção é o setor de alimentos, com três quedas consecutivas em janeiro (-2,19%), fevereiro (-3,67%) e março (-0,62%); o setor de Papel e Celulose também entrou em declínio nos últimos dois meses, com decréscimo do consumo de energia de -5,02% em fevereiro e -9,28% em março.

No comparativo anual, em que os efeitos da sazonalidade são reduzidos, ocorre o oposto. A maior parte dos setores está no vermelho, ainda longe dos patamares de consumo de energia de 2014. Os setores de Comércio e Varejo, Materiais da Construção Civil, Eletromecânica, Siderurgia e Metalurgia, Têxtil, Couro e Vestuário, Veículos e Autopeças registraram somente índices negativos de consumo de energia até março, na base anual de comparação. O setor de embalagens é a exceção, com três aumentos consecutivos: 1,25% em janeiro, 4,89% em fevereiro e 0,86% em março.

O setor de eletroeletrônicos foi desconsiderado das análises do Índice Comerc em função da amostra estar afetada por empresas com grande concentração e estratégias diversas.

Perfil—A Comerc Energia foi fundada em 2001 e é formada por duas empresas: a Comerc Gestão e a Comerc Trading. A Comerc Gestão é a maior gestora independente de energia elétrica do Brasil, responsável por gerir 13% da carga de energia de consumidores livres. O objetivo da empresa é maximizar a redução do custo de energia elétrica e atender plenamente as necessidades do cliente no curto, médio e longo prazo, por meio da elaboração de estratégias de posicionamento e de estruturas de gerenciamento de energia. A gestora também administra 3.300 MW de potência de geração (produtores independentes e autoprodutores), buscando a criação de valor para o cliente por meio de estratégias de comercialização rentáveis, seguras e eficientes.

A Comerc Trading está entre as 10 maiores do país por montante de energia comercializada. Entre as comercializadoras independentes, a Comerc está na liderança. A empresa faz parte da aliança internacional Energy Experts, juntamente à norueguesa Bergen Energi, à norte-americana Delta Energy e à australiana Energy Advice. O grupo oferece soluções globais em gerenciamento e estruturação de estratégias de contratação de energia elétrica para consumidores multinacionais. [www.comerc.com.br].

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