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14/04/2015 - 07:30

Dilma: educação é indispensável para acabar com a desigualdade Encontro


Em discurso na plenária da 7ª Cúpula das Américas, presidenta celebrou histórico fim do embargo a Cuba e defendeu maior integração entre as nações para enfrentar crise.

No segundo dia de atividades da 7ª Cúpula das Américas, que aconteceu nos dias 10 e 11 de abril (sexta e sábado), no Panamá, a presidenta Dilma Rousseff discursou no sábado [11/4] para 31 chefes de Estado. Dilma afirmou que os investimentos em educação em todos os níveis são a principal ferramenta das nações para a inclusão social e o combate à pobreza.

"Uma educação inclusiva e de qualidade, em todos os níveis, é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade; para gerar oportunidades e inovação; para democratizar o acesso e a produção do conhecimento, como a aponta a Agenda Educativa Interamericana”, afirmou Dilma Rousseff na plenária da Cúpula das Américas. Para a presidenta, o combate à desigualdade em todas as suas manifestações é o maior desafio das Américas neste início de século.

Dilma também ressaltou que a luta contra a desigualdade também depende de uma efetiva cooperação econômica entre os países. "Esse combate deve estimular uma verdadeira cultura e prática da integração. A integração comercial e de cadeias produtivas é um dos mecanismos capazes de assegurar que em todos os momentos e, em especial diante de problemas ou crises, possamos sustentar o desenvolvimento”, disse a presidenta.

Ela agradeceu ao presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, pela “calorosa acolhida e eficiente organização" do encontro.

"Prosperidade com Equidade: o desafio de cooperação nas Américas"—Dilma Rousseff reiterou a importância do tema da Cúpula das Américas na construção de um futuro melhor para as nações que integram o continente. “A prosperidade, a equidade e a cooperação são valores muito caros a todos nós e, ao Brasil. Refletem o espírito que deve presidir essa nova etapa das relações hemisféricas”, declarou.

A presidenta fez um balanço dos avanços e conquistas sociais da América Latina e do Caribe na última década e observou que o Brasil venceu um dos maiores desafios das nações latino-americanas, a erradicação da fome.

“A América Latina e o Caribe têm agora menos pobreza, menos fome, menos mortalidade infantil e materna, menos analfabetismo. Aumentamos a expectativa de vida, o Índice de Desenvolvimento Humano e o PIB per capita”, destacou a presidenta. “Em meu país, erradicamos a fome, objetivo que parecia inatingível”.

Fim do embargo e sanções contra Venezuela—Dilma Rousseff também destacou a importância histórica do restabelecimento entre as relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos e o papel do Papa Francisco na aproximação entre os dois países. "Celebramos, aqui e agora, a iniciativa corajosa dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama de restabelecer relações entre Cuba e Estados Unidos, pondo fim a este último vestígio da Guerra Fria na região".

Segundo a presidenta, os dois presidentes deram uma "prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da história, deixando de lado preconceitos e nocivos antagonismos”. Para ela, não há dúvida de que novos e importantes passos serão dados na esteira do fim do embargo que vitimou o povo cubano por cinco décadas.

“Aí, sim, continuaremos construindo as linhas que pautarão nosso futuro e estaremos sendo contemporâneos de nosso presente”, disse a presidenta.

Dilma também condenou a adoção de sanções contra a Venezuela. De acordo com a presidenta, medidas unilaterais e políticas de isolamento são contraproducentes e ineficazes. “O atual quadro nesse país irmão pede moderação e aproximação de posições de todas as partes”, refletiu.

“É com esse propósito que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) trabalha para acompanhar e apoiar o diálogo político entre o governo e a oposição na Venezuela, buscando contribuir para o pleno respeito, por todos, ao Estado democrático de Direito e à Constituição do país.

Defesa da mulher—Dilma abordou ainda temas como segurança, migrações, mudanças climáticas, combate ao tráfico de drogas, violência e discriminação de minorias. "Temos de buscar uma cooperação que privilegie um enfoque abrangente e atente para as diversas causas e consequências da violência, conferindo especial atenção aos grupos mais vulneráveis – as mulheres, os jovens, especialmente os negros, os povos originários, e as pessoas discriminadas por sua orientação sexual e identidade de gênero”. | PB.

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