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13/03/2015 - 07:52

Governo arcou até agora com ônus da crise e é hora de usar novas estratégias, diz Dilma


Por causa de medidas anticíclicas “trouxemos para as contas públicas e orçamento fiscal da União os problemas que, de outra forma, recairiam sobre a sociedade e os trabalhadores. Aí, esta crise durou este período todo. Agora, temos que usar outros instrumentos de combate”, avaliou.

A presidenta Dilma Rousseff defendeu no dia 12 de março(quinta-feira), durante a entrega de obras do Porto do Futuro, no Rio de Janeiro, as medidas anticíclicas adotadas pelo governo em anos anteriores, mas disse que é hora de mudar.

Segundo ela, por causa destas medidas, “trouxemos para as contas públicas e orçamento fiscal da União os problemas que, de outra forma, recairiam sobre a sociedade e os trabalhadores. Aí, esta crise durou este período todo. Agora, temos que usar outros instrumentos de combate”.

“Passamos por uma conjuntura (e eu vou repetir que uma conjuntura é um momento) em que esgotamos todos os nossos recursos de combater a crise que começou lá em 2009”, explicou.

Governo pagou sua parte para manter empregos na crise — Ela destacou os efeitos da crise mundial e as medidas que foram tomadas pelo governo, desde o início até agora. “Nós combatemos contra todas as características que são próprias da crise internacional deste período. Quais foram elas? Primeiro, um elevadíssimo desemprego em todas as nações atingidas. Segundo, uma redução violenta da taxa de crescimento se prolongando nos últimos seis anos. Nós não deixamos que isso acontecesse no Brasil. E não deixamos, usando como instrumento tanto uma política de crédito bastante subsidiada, como também uma política de desonerações fiscais”.

Ela afiançou que o governo continua combatendo para não trazer para o Brasil o desemprego e o baixa de crescimento estruturais e permanentes. “Estamos reajustando as contas para prosseguir crescendo e acreditamos que isso se dará nos próximos meses, chegando ao final do ano”.

Para a presidenta, as medidas agora tomadas para o ajuste fiscal visam a fortalecer “a nossa base, os nossos fundamentos econômicos. Melhorar as contas públicas permite que o governo melhore também o seu desempenho”.

E citou o Porto do Futuro como exemplo de que, mesmo agora neste período de ajuste, “continuamos a buscar investimentos na economia brasileira, lançando e continuando a lançar programas sociais”.

E enfatizou: “O que queremos é um crescimento sustentável para o Brasil. Aqui [no Porto do Futuro] verificamos o esforço de um período. Não aconteceu ontem o que aqui está cristalizado. Aconteceu por decisões tomadas no passado e investimentos sistemáticos feitos”. E lembrou que o porto trará impactos positivos nas exportações e importação de automóveis. Tanto porque atinge a demanda do Rio de Janeiro quanto parte de Minas Gerais.

Melhoria no padrão de vida — Dilma Rousseff disse que é preciso garantir a continuidade da melhoria do padrão de vida dos brasileiros. “São mais de 40 milhões, são 44 milhões que chegaram à classe média no Brasil, 36 milhões saíram da pobreza. Nós temos de cuidar hoje do que falta ainda tirar da pobreza, que é um remanescente”.

Mas observou que esses avanços, em si mesmos, não representam o fim da miséria e da pobreza extrema. “É só um começo. A partir daí, o desafio maior é garantir educação de qualidade, saúde de qualidade. E para isso, precisamos de emprego de qualidade, que precisa de investimentos em infraestrutura, que levarão o País ao crescimento. Empregos na área de infraestrutura são algo que nós estamos vendo aqui ser realizado [no Porto do Futuro]”, concluiu.|PB.

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