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Economia brasileira crescerá 3,4% e indústria terá expansão de 4,2% em 2007, estima CNI

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Brasília - Impulsionada pelo consumo interno, a economia brasileira crescerá 3,4% em 2007. Esse crescimento será liderado pela indústria, que terá expansão de 4,2% no próximo ano, maior do que os 4% estimados para a agropecuária e os 2,4% do setor de serviços. As previsões estão no documento Economia Brasileira, Desempenho e Perspectivas, divulgado dia 20 de dezembro de 2006, em Brasília, pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. "As tendências para 2007 apontam para um quadro de aceleração moderada no ritmo de crescimento da economia brasileira", diz o estudo da CNI.

De acordo com o documento, os setores da indústria que terão melhor desempenho em 2007 são o extrativo mineral, cujo crescimento estimado é de 7,6%, e o de construção civil, com aumento previsto de 5%. "A indústria de transformação ainda apresentará ritmo moderado, em virtude da permanência do câmbio valorizado e da perda de competitividade frente aos concorrentes estrangeiros", afirma o estudo. A previsão é que a indústria de transformação cresça 3,3% em 2007. O consumo das famílias aumentará 3,7% e os investimentos terão incremento de 9,2%.

Para o comércio exterior, a previsão da CNI é que o ritmo de crescimento das exportações perca o fôlego no próximo ano, principalmente por causa da desvalorização do dólar frente ao real. Mesmo assim, a estimativa é que os embarques aumentem 5,7% em relação a 2006 e atinjam US$ 150 bilhões. As importações crescerão 15,2% e somarão US$ 107 bilhões. Com isso, o saldo comercial ficará em US$ 43 bilhões, inferior aos US$ 45,5 bilhões esperados para 2006.

Política Econômica e Fiscal - A CNI prevê que a gestão da política econômica será semelhante à de 2006. A inflação se manterá dentro da meta fixada pelo governo e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (INPC) fechará 2007 em 4%. "O cenário de inflação controlada irá permitir cortes adicionais na taxa Selic", afirma o documento. A estimativa é que os juros básicos da economia alcancem 11,5% ao ano no final de 2007. Na média do ano, a taxa real recuará dos atuais 11,6% para 7,9% ao ano. As perspectivas apontam ainda para a manutenção das condições do câmbio. No final do próximo ano, o dólar valerá R$ 2,25, pouco acima dos R$ 2,15 de 2006.

"Também não se esperam mudanças substanciais na condução da política fiscal. A principal meta fiscal continuará a ser o superávit primário, suplementado por algum esforço de contenção do gasto corrente", afirma o estudo. Com isso, a previsão da indústria é que o superávit primário ficará em 4,06% do Produto Interno Bruto (PIB), dentro da meta de 4,5% do PIB estabelecida pelo governo. A dívida pública recuará de 50,6% do PIB em 2006 para 49,5% do PIB em 2007. "A má qualidade do ajuste fiscal continuará sendo um entrave ao crescimento econômico, com novo aumento das despesas do governo federal", avaliam os técnicos da CNI.

2006 – O desempenho da economia brasileira em 2006 frustrou a indústria. "O Brasil continua crescendo muito pouco. Crescemos menos do que o mundo há 11 anos consecutivos. Mas, nos dois últimos anos, o nosso crescimento representa a metade do crescimento mundial", disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, na entrevista coletiva de apresentação do documento Economia Brasileira, Desempenho e Perspectivas.

De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 2,7% neste ano, quase metade da expansão de 5,2% da economia mundial prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O motor da economia ao longo do ano foi a expansão do consumo interno, que aumentou 3,7%, impulsionado pelo aumento real da renda familiar e do crédito.

O crescimento do consumo doméstico, no entanto, teve pouco impacto sobre a produção da indústria brasileira, cujo faturamento aumentou apenas 1,4% de janeiro a outubro. Em 2006, o preço dos produtos importados ficou mais barato devido à valorização do real frente ao dólar e o que se viu foi a substituição dos produtos nacionais pelos importados.

No mercado de trabalho, o destaque foi o aumento da oferta de empregos formais. O número de pessoas contratadas com carteira assinada aumentou 4,8% de janeiro a outubro em comparação com o mesmo período de 2005, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A formalização da mão-de-obra é uma tendência. Só nos últimos 12 meses, foram criados 1,24 milhões de postos de trabalho formais no país.

Cautela com os juros - O documento da CNI mostra que a política monetária foi pautada pela cautela na redução da taxa básica de juros. A Selic caiu de 18% ao ano no início de 2006 para 13,25% ao ano em dezembro. Com os juros altos, o país controlou a inflação e deverá fechar o terceiro ano consecutivo com os índices de preços dentro das metas estabelecidas pelo governo. No final de novembro, a variação do Índice de Preços do Consumidos Amplo (IPCA), acumulada em 12 meses, alcançou 3,2%, quase 1,5% abaixo da meta para o ano.

O cumprimento das metas fiscais contribuiu para a estabilidade do ambiente econômico. Porém, a expansão dos gastos públicos faz com que haja a necessidade de aprimorar o ajuste fiscal. As despesas totais do governo em 2006 devem ficar em torno de 19,6% do PIB, contra os 18,2% do PIB registrados em 2005. De janeiro a outubro, o aumento dos gastos públicos concentrou-se nas despesas correntes. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a ampliação foi de 1,05% do PIB, os investimentos cresceram 0,2%.

Com a política fiscal adotada, o superávit primário deverá fechar 2006 em 4,32% do PIB, acima da meta de 4,25% do PIB estipulada para o ano. Em 2005, a expansão do superávit primário foi de 4,83%.

A taxa de câmbio entre janeiro e novembro foi de R$ 2,178, com valorização de 11% ante mesmo período de 2005. A taxa de câmbio do real frente ao dólar está praticamente estável há quatro meses. A valorização da moeda americana ao longo do ano foi maior que no resto do mundo estimulada pela alta taxa de juro real e pelo saldo comercial elevado.

Entre janeiro e novembro as exportações brasileiras superaram os US$ 125 bilhões e deverão fechar 2006 com aumento de 16% em relação a 2005. As importações também cresceram. No acumulado do ano até novembro totalizaram US$ 84,1 bilhões e deverão crescer 25% em comparação a 2005.

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