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20/11/2014 - 08:54

Capacidade instalada dos parques eólicos no Brasil tem alta de 77,4% no acumulado do ano, diz CCEE

Geração em setembro é 93,6% superior à registrada no mesmo mês em 2013 e a segunda maior da série histórica; Nordeste concentra 77,5 % da capacidade total de usinas eólicas instaladas no país.

São Paulo – A capacidade total instalada do conjunto de usinas eólicas no Brasil chegou a 3.870 MW em setembro deste ano, o que representa um salto de 77,4% (1.688 MW) no acumulado do ano. Os 156 parques em operação comercial produziram 1.844 MW médios em energia elétrica em setembro/14, com fator médio de capacidade de 48%, o que significa um aumento de 3% frente ao mesmo mês de 2013. Os dados constam do Boletim das Usinas Eólicas, publicação mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

O fator de capacidade de 48% mantém o Brasil no topo de desempenho das usinas, quando considerados os valores médios registrados em 2013 pelos países com maior capacidade eólica instalada, como China (23,7%), Estados Unidos (32,1%), Alemanha (18,5%) e Espanha (26,9%)[1].

Segundo o informativo, a geração eólica registrada em setembro deste ano é a segunda maior desde que a CCEE iniciou a análise. A produção foi 93,6% superior ao montante aferido em setembro de 2013, enquanto, no acumulado de 2014, a geração da fonte teve alta de 72,5% frente ao mesmo período do ano passado.

A região Nordeste continua liderando a expansão, tendo registrado um crescimento da capacidade no período da ordem de 107% - de 1.451 MW em dezembro de 2013 para 2.998 MW em setembro de 2014. A geração neste submercado (1.502 MW médios) apontou crescimento também de 107%, frente a setembro de 2013. A produção de energia pelos ventos no Nordeste representou 81,5% do total que a fonte disponibiliza para o Sistema Interligado Nacional – SIN.

Em setembro, os parques instalados no Sul do país produziram 52% mais do que no mesmo mês do ano passado, tendo atingido o pico de geração no período. A participação do Sul na geração eólica do SIN foi de 17,7%. A representatividade do Sudeste se mantém em 0,8%, enquanto o Norte não possui usinas eólicas.

O aumento da participação da fonte na matriz se explica pela entrada de usinas do 2° Leilão de Energia de Reserva – LER e de parques que comercializam no Ambiente de Livre Comercialização – ACL, e também pelo crescimento de capacidade em operação comercial de usinas existentes e de novos parques do 2°Leilão de Fontes Alternativas e do 12° Leilão de Energia Nova.

A energia proveniente de fonte eólica é comercializada por meio de contratos resultantes do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas), de leilões do ACR (Ambiente de Contratação Regulada) e de negociações no ACL (Ambiente de Contratação Livre), conforme a tabela abaixo.

Importante: Há um total de 301 MW médios de garantia física (associada a 672,2 MW de capacidade instalada) de usinas do 2º Leilão de Fontes Alternativas (LFA) e 124,5 MWmédios (associados a 239,7 MW de capacidade instalada) de usinas do 3º Leilão de Energia de Reserva (LER) que a Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel considera em condições de entrar em operação comercial, mas que estão com restrição até a interligação efetiva dos parques ao sistema de distribuição/transmissão. Tais usinas não são consideradas nos dados e nas análises apresentadas.

Perfil: a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE [www.ccee.org.br] é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. ACCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo). A CCEE atua em conjunto com outras instituições e órgãos governamentais que compõem a governança do setor para assegurar um modelo sustentável de energia no país, capaz de estimular o crescimento da economia do Brasil e, ao mesmo tempo, garantir um preço acessível ao consumidor.

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