Página Inicial
PORTAL MÍDIA KIT BOLETIM TV FATOR BRASIL PageRank
Busca: OK
CANAIS

25/09/2014 - 07:12

Dilma pede mais participação dos países em desenvolvimento nas decisões econômicas

Durante discurso na abertura da 69ª Conferência Geral da ONU, no dia 24 de setembro(quarta-feira), em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, pediu mais participação dos países em desenvolvimento nas decisões econômicas, sob o risco da perda de eficiência e da legitimidade.

“É imperioso pôr fim ao descompasso entre a crescente importância dos países em desenvolvimento na economia mundial e sua insuficiente participação nos processos decisórios das instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial. É inaceitável a demora na ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento nessas instituições”, afirmou Dilma.

Para a presidenta, a economia global deve funcionar como um instrumento de indução do crescimento, do comércio internacional e da diminuição das desigualdades entre países, e não na manutenção do estágio atual de redução do crescimento econômico.

Como proposta para a retomada do crescimento da economia, Dilma apontou a necessidade do estabelecimento de compromisso dos países na elaboração de um programa de trabalho para a conclusão da Rodada de Doha, e de reuniões da Organização Mundial do Comércio com objetivo de diminuir barreiras comerciais com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento.

Dilma lembrou da VI Cúpula dos países BRICS (Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul) realizada em julho, em Fortaleza, onde os países assinaram a constituição do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas. “O Banco atenderá às necessidades de financiamento de infraestrutura dos países BRICS e dos países em desenvolvimento, e o Arranjo Contingente de Reservas protegerá os países dos BRICS de volatilidades financeiras, afirmou. “Cada instrumento terá um aporte de US$ 100 bilhões”.

Emprego e salário são as respostas do Brasil à crise-Como um dos dois únicos países do mundo que conseguiram enfrentar os efeitos da crise internacional gerando emprego e aumentando salário (o outro foi a China), Dilma falou sobre os cuidados tomados pela gestão econômica. “Não descuidamos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa”, discursou Dilma.

Dilma afirmou que a decisão política do seu governo para o enfrentamento à crise foi tomada na direção contrária à forma tradicional de outros países, que preferiram o desemprego e o arrocho salarial. “Continuamos a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura e resistimos às piores consequências [da crise]: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento”.

O período ainda foi marcado pela redução da desigualdade social e o salto da economia da 13ª para a 7ª maior economia do mundo, lembrou Dilma. “Se em 2002, mais da metade dos brasileiros era pobre ou muito pobre, hoje 3 em cada 4 brasileiros integram a classe média e os extratos superiores. No período da crise, enquanto o mundo desempregava centena de milhões de trabalhadores, o Brasil gerou 12 milhões de empregos formais”.

País atraiu investimentos - Entre outros efeitos positivos, Dilma lembrou que o Brasil continuou atraindo investimentos externos e retomou investimentos em infraestrutura em parceria com o setor privado, além de conseguir manter a inflação dentro da meta. “Todos esses ganhos estão ocorrendo em ambiente de solidez fiscal. Reduzimos a dívida pública líquida de aproximada mente 60% para 35% do PIB. A dívida externa bruta em relação ao PIB caiu de 42% para 14%, as reservas internacionais foram multiplicadas por 10, e assim nos tornamos credores internacionais”, concluiu.

Enviar Imprimir


© Copyright 2006 - 2021 Fator Brasil. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Tribeira