Página Inicial
PORTAL MÍDIA KIT BOLETIM TV FATOR BRASIL PageRank
Busca: OK
CANAIS

20/08/2014 - 07:53

Banco dos Brics é exemplo de multilateralismo e não quer virar a mesa, afirma Paulo Nogueira Batista Júnior

Economista indiano Deepak Nayyar encerrará Congresso Celso Furtado.

A importância da criação do banco dos Brics e o aumento da participação mundial do grupo geopolítico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi defendido por Paulo Nogueira Batista Júnior, representante do Brasil e de outros dez países no Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele lembrou que nenhum dos cinco países quer “virar a mesa ou romper relações” com as instituições existentes. O economista fez a palestra de abertura do segundo dia do 2º Congresso do Centro Celso Furtado, que termina no dia 20 de agosto(quarta-feira), no Rio de Janeiro.

Na programação do terceiro e último dia de evento, destaques para o indiano Deepak Nayar, da Jawaharlal Nehru University, que fará conferência sobre globalização e democracia, e para o debate sobre a atualidade de Celso Furtado dez anos após sua morte.

Batista citou a criação do arranjo contingente de reservas inicial de US$ 100 bilhões e do Banco do Brics, como exemplos de que os cinco países querem participar de forma mais presente da governança global. Segundo afirmou, o atual modelo é de um multilateralismo “falho” que está em vigor desde o fim da segunda metade do século passado. Antes de fazer suas análises, Batista ressaltou que não falava em nome do FMI.

O economista destacou a governança do próprio novo banco, onde os cinco sócios têm número de votos iguais e lembrou que o banco de desenvolvimento será empregado para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em qualquer país emergente. Batista disse que a parte mais árdua está por vir: “Agora tem o trabalho duro, menos charmoso, de colocar as instituições para funcionar".

Enviar Imprimir


© Copyright 2006 - 2021 Fator Brasil. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Tribeira