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04/07/2014 - 10:01

Capacidade instalada de usinas eólicas ultrapassa 3GW, e acumula crescimento de 52% em 12 meses

Somente em abril, 18 novos empreendimentos entraram em operação e acrescentaram 561 MW ao Sistema Interligado Nacional.

São Paulo – A capacidade instalada para a geração de energia eólica no Brasil cresceu 52,2%, ou 1.138 MW, no acumulado de 2014, aponta a última edição do Boletim das Usinas Eólicas, divulgado mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE. Somente entre março e abril desse ano o acréscimo foi de 20,3%, ou 561 MW, o que levou a capacidade do conjunto de usinas da fonte a 3.319 MW.

O boletim mostra que em abril houve a entrada em operação de 18 novos empreendimentos eólicos, todos no Nordeste. Com isso, o país passou a somar 130 usinas em funcionamento, um complexo que gerou 734 MW médios em energia elétrica no mês. O volume é 53% superior ao registrado em abril do ano passado e corresponde a um fator de capacidade médio de 22%, o que coloca o Brasil em patamar equivalente ao de países com grande capacidade instalada para a geração dos ventos, como a China (18%) e a Alemanha (19%).

O crescimento em abril foi motivado, sobretudo, pela entrada de usinas do 2° Leilão de Energia de Reserva – LER e de usinas com entrega no Ambiente de Contratação Livre – ACL. Além disso, foi registrado aumento de capacidade em operação comercial de usinas existentes e entrada de novas usinas do 2°Leilão de Fontes Alternativas e do 12° Leilão de Energia Nova.

Da média total gerada no período, 137,3 MW médios (ou 19%) são provenientes de 27 usinas com atuação exclusiva no mercado livre de energia. O crescimento da geração nesse ambiente em relação ao montante de energia alocado em abril de 2013 (70,9 MW médios) foi de 95%, enquanto a capacidade instalada teve aumento de 87% em abril de 2014 frente a abril de 2013.

Já a geração das usinas eólicas contratadas pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica - Proinfa em abril de 2014 foi de 190 MW médios, o que representa 26% do total da geração eólica do país. Na comparação com abril de 2013, houve redução de 4,4% no montante gerado por esses parques.

Submercados - Em abril de 2014, com a entrada das novas usinas, o Nordeste atingiu a marca de 96 parques e 2.460 MW em capacidade, ou 74,1% da potência instalada no Brasil – um salto de 69,6% em relação a dezembro de 2013. A região concentra a maior participação na geração eólica do País, com 69,9% do total.

No Sul, foi registrada capacidade de 832 MW (25% do total), com crescimento de 18,4% em relação ao final do ano passado, enquanto que o submercado Sudeste apresentou uma única usina, com capacidade de 28 MW, sem acréscimo de potência ao longo do período.

Destaques -O boletim da CCEE revela que os Estados com maior participação na geração média de energia eólica nos últimos 13 meses são Ceará (236 MW médios, ou 32% do total do país), Rio Grande do Norte (157 MW médios, 21%), Rio Grande do Sul (149 MW médios, 20%), Bahia (98 MW médios, 13%) e Santa Catarina (54 MW médios, 7%), que totalizaram 94% do total gerado pela fonte no Brasil dentro do período.

Perfil - A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE [www.ccee.org.br] é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo). A CCEE atua em conjunto com outras instituições e órgãos governamentais que compõem a governança do setor para assegurar um modelo sustentável de energia no país, capaz de estimular o crescimento da economia do Brasil e, ao mesmo tempo, garantir um preço acessível ao consumidor.

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