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21/06/2014 - 05:24

US$ 6,7 bilhões para a cadeia de turismo em 2013


(esq./dir.) Lamartine da Costa, professor da UERJ; Vicente Neto, presidente da Embratur e Pedro Trengrouse, professor da FGV

Mas especialistas dizem que pode-se arrecadar mais soluções positivas através destes megaeventos Copa do Mundo e Olímpiadas.

A Copa do Mundo foi responsável pela geração de 1 milhão de empregos no país, dos quais cerca de 700 mil foram formais. A informação foi divulgada pelo presidente da Embratur, Vicente Neto, durante palestra sobre Impactos dos Grandes Eventos na Economia Brasileira, no dia 19 de junho (quinta-feira), no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro.

"Isto representa 15% do total de empregos gerados durante o Governo Dilma”, comentou ele ao informar que somente durante a Copa o impacto na economia brasileira será de R$ 6,5 bilhões com serviços para os turistas. "Em 2013, só na cadeia do turismo houve US$ 6,7 bilhões de entradas no país, ingresso de divisas com turismo internacional. Somos a sexta economia do turismo no mundo e a primeira da América do Sul", disse Neto.

Embora para o professor, e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Pedro Trengrouse, o valor, se comparado ao Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 4,5 trilhões é pouco significante. Ele acredita que o impacto da Copa na economia brasileira será bem maior que na África do Sul. “No Brasil, o futebol movimenta muito mais pessoas e é por isso que temos três milhões de turistas brasileiros e 500 mil turistas estrangeiros nesta Copa”, comentou.

De acordo com o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e University of East London Lamartine da Costa, projeções econômicas sobre impactos de grandes eventos não valem de maneira geral, pois costumam ser superdimensionados. "Temos que esperar terminar a Copa para sabermos o real impacto do evento na economia”, declarou ele. “Os grandes eventos trazem sempre benefícios, assim como o petróleo, que também traz muitos riscos", comentou o professor em alusão a países ricos em petróleo, porém ainda com enormes desigualdades sociais e econômicas e meio ambiente para proteger.

Lamartine defendeu que o modelo de megaeventos atual é insustentável e deve ser repensado. "São coisas gigantescas e praticamente impossíveis de serem organizadas com eficiência" comentou ele ao citar exemplos de falhas em copas como as da Inglaterra e da África do Sul. "Além disso, pesquisas mostram que em todos os países que fizeram megaeventos o número de participantes em esportes tem caído. Os megaeventos têm feito com que o significado original desses jogos que é o esporte se perca", comentou. O professor lembrou que várias cidades da Europa retiraram suas candidaturas para os próximos jogos de inverno.

O pesquisador da FGV também concordou que é preciso reformular a maneira como estados e entidades internacionais organizam os grandes eventos esportivos. "Esse modelo de Copa e Olimpíadas não se sustenta mais. São grandes festas, não geram grandes transformações", declarou ele ao criticar os pesados gastos por parte dos Estados, enquanto o lucro maior vai para as entidades organizadoras dos eventos. Algo que poderá mudar na relação a estes organizadores de evento “há muito que resolver em esporte, aqui mesmo na própria América Latina [ se referindo a ajustes da própria Taça dos Libertadores]”, observou, e que pode começar agora, emendou.

E faz uma observação: construir aeroportos, estradas, otimizar transportes não se pode colocar na conta de megaeventos, isto deve ser rotina de governos para melhorias de infraestruturas no país, o dinheiro já está em caixa para ser utilizado. Fazer balanço do que um evento deste traz deve ser feito através de outros ângulos e finalidades.

Pedro Trengrouse também criticou a falta de eventos de exibição pública nas principais cidades do Brasil. “O povo não pode pagar a conta e ficar fora da Copa”, opinou o pesquisador que defendeu que criar espaços com shows e exibições dos jogos em locais públicos para as pessoas que não conseguiram comprar ingressos era uma obrigação dos governos. “É inadmissível que brasileiros estejam vendo a Copa no Brasil da mesma forma como viram a do Japão”.

Quanto ao evento servir como ponte de atração de empresas para o Brasil, devido ao bom momento de relações internacionais, etc, o professor acredita que é preciso mais que isso: “infraestrutura” é um dos pontos fundamentais para atração de empresas para o país, embora admita que para a imagem do Brasil lá fora é um grande momento, respondendo a pergunta do Portal e TV Fator Brasil, sobre as expectativas de negócios durante o megaevento do esporte mundial.

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