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17/06/2014 - 09:20

Projeto ambiental ajuda na ressocialização de detentos


Replantando Vida promove o plantio de espécies de matas ciliares nas bacias dos rios Guandu e Macacu.

O Governo do Estado inaugurou, no dia 16 de junho (segunda-feira), o Centro de Produção de Mudas Florestais Dorothy Stang, no presídio que funciona dentro da Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, na Baixada Fluminense. O maior viveiro de plantas da Cedae, incluído no projeto Replantando Vida, utiliza mão de obra de detentos em regime semiaberto para realizar o plantio de espécies de matas ciliares nas bacias dos rios Guandu e Macacu.

“Desde o início do governo, esse projeto vem sendo desenvolvido e hoje vejo como ele cresceu. É emocionante ver que essas pessoas podem ter uma vida diferente, reduzindo suas penas, fazendo um favor ao meio ambiente e ganhando qualidade de vida”, afirmou o governador Luiz Fernando Pezão.

A iniciativa é mais uma realização que também vai ao encontro dos compromissos junto ao COI (Comitê Olímpico Internacional) para os Jogos Olímpicos de 2016. Com mais de 300 mil metros quadrados, três lagos e plantas nativas da Mata Atlântica, a unidade tem capacidade para cultivar 1,3 milhão de mudas por ano. O viveiro, que conta ainda com pomar e área natural para coleta de sementes, utiliza como principal fertilizante o bio sólido, produzido a partir do lodo das estações de tratamento de esgoto. A irrigação será feita pela água dos lagos existentes na própria unidade.

“O programa ambiental de plantio de mudas tem uma relevância ímpar, porque os detentos que dele participam não incidem no crime. Além disso, as mudas produzidas poderão também ser utilizadas em ações ecológicas”, explicou o presidente da Cedae, Wagner Victer.

Nova chance -Mais de dois mil detentos já participaram do projeto criado em 2008, que conta com outros quatro viveiros em instalações da Cedae. Iniciativa de caráter social e ecológico, o projeto visa a reduzir a degradação ambiental sofrida pelos rios e ainda promover a inclusão social e profissional de presidiários.

Os detentos atuam de forma remunerada, como agentes de reflorestamento capacitados em cursos técnicos e trabalham para minimizar conflitos fundiários. O programa Replantando Vidas produz mudas de 127 espécies de árvores da Mata Atlântica, como Quaresmeira, Embaúba, Guapuruvu e Pau-Brasil.

“ É um projeto interessante, que se destaca dos outros, porque tem o lado da humanização. O que eles aprendem aqui se estende aos alojamentos. Esse curso que eles fazem é completo e vai abrir muitas portas no mercado de trabalho na área de paisagismo, que a cada dia vem precisando de mais profissionais. A gente acredita que nenhum deles será reincidente”, explicou o secretário de Estado de Sistema Penitenciário, Cesar Rubens Monteiro de Carvalho. | Viviane Romero.

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