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27/05/2014 - 09:48

ANIP e Inmetro realizam encontro conjunto sobre segurança, eficiência energética e pneus importados na sede do Instituto no Rio de Janeiro

Workshop “Contexto Internacional de Programas de Etiquetagem de Pneus” trouxe informações sobre como o sistema de etiquetagem e testes de qualidade funcionam na Europa e o que o Brasil pode aproveitar da experiência europeia no setor.

Questões como eficiência energética, segurança, importação e etiquetagem de pneus marcaram o workshop realizado no Inmetro – RJ em parceria com a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), com o título “Contexto Internacional de Programas de Etiquetagem de Pneus”. O evento contou com a participação de palestrantes de algumas das grandes internacionais presentes na Europa: Goodyear, Pirelli, Michelin e Bridgestone, além da presença de Fazilet Cinaralp, secretária-geral da Associação Europeia dos Produtores de Pneus e Borrachas (ETRMA). Estiveram presentes, além dos profissionais do Inmetro, representates de vários dos principais produtores de pneus no Brasil, órgãos públicos, fornecedores e atores da cadeia de pneumáticos bem como representantes e dirigentes da ANIP.

O objetivo do evento foi trazer todos os presentes para uma reflexão sobre a forma de etiquetagem de pneus no Brasil, aproveitando informações sobre como o processo ocorreu na Europa, uma das pioneiras no mundo, para que o processo em andamento no País possa maximizar sua contribuição à segurança dos veículos, propiciar economia energética com menor poluição ambiental e sonora, e não afetar as exportações.

Segundo o presidente- executivo da ANIP, Alberto Mayer, os programas já implementados pelo Inmetro tem modificado o comportamento dos profissionais da cadeia de pneus a favor de decisões mais virtuosas. “O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) é a maior iniciativa brasileira na área de eficiência energética, impactando de forma benéfica e sustentável a vida dos consumidores e das empresas”, explica Mayer.

Já o diretor da Qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, também viu com bons olhos os painéis abordados e afirmou que o interesse da entidade governamental é aumentar cada vez mais o grau de confiança que a instituição possui perante o consumidor. “Concorrência justa, estimulo a melhoria, continua evolução da qualidade, proteção e segurança do consumidor dentre outros aspectos, e a necessidade de revisão de processos neste meio entrarão em nossa pauta”, afirma Lobo.

Ambos também concordaram que o programa de etiquetagem tem que ser apoiado pelas autoridades e atender todos os que fazem parte da cadeia. Segundo a secretária-geral da ETRMA (European Tyre e Rubber Manufacturer´s association), Fazilet Cinaralp, na Europa existe uma legislação específica para tratar o assunto que leva em consideração elevar o desempenho dos pneus e reduzir o consumo de combustível, pois existe uma preocupação com a escassez dos recursos e com a preservação ambiental. “As questões energéticas e de segurança são fatores decisivos na avaliação de nossos testes. Existe uma preocupação muito grande da Europa como um todo sobre o equilíbrio nesses pontos sem que o consumidor perda de qualidade ou se provoque aumento de preços”, disse a porta-voz da ETRMA.

Pontos discutidos: .Elevar o desempenho de pneus quanto à resistência a rolagem reduzindo o consumo de combustível, gerando economias ao consumidor e melhorias ao meio ambiente.

. Aumentar o nível de segurança através do melhor desempenho dos pneus em pista molhada.

. Diminuir os impactos da poluição sonora dentro das grandes cidades.

ANIP e Reciclanip: a ANIP - Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (www.anip.org.br), fundada em 1960, representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil, que compreende onze empresas e 20 fábricas instaladas nos Estados de São Paulo (nove), Rio de Janeiro (duas), Rio Grande do Sul (duas), Bahia (três), Paraná (três) e Amazona (uma). Ao todo, responde por 27 mil empregos diretos e 120 mil indiretos. O setor é apoiado por uma rede com mais de 5 mil pontos de venda no Brasil com 40 mil empregos. Em 2007 a ANIP criou a Reciclanip, voltada para a coleta e destinação de pneus inservíveis no País. Originária do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, de 1999, a Reciclanip é considerada uma das principais iniciativas na área de pós-consumo da indústria brasileira, por reunir mais de 800 pontos de coleta no Brasil. Desde 1999, quando começou a coleta pelos fabricantes, 2,79 milhões de toneladas de pneus inservíveis foram coletados e destinados adequadamente, o equivalente a 558 milhões de pneus de passeio.

Seguindo o modelo de gestão de empresas européias, com larga experiência na coleta e destinação de pneus inservíveis, a Reciclanip é diferente no quesito remuneração. Em outros países, as empresas são pagas pelos vários agentes da cadeia produtiva para cobrir as despesas operacionais e garantir a destinação de pneus inservíveis. Os consumidores europeus, quando compram novos pneus para seus veículos, por exemplo, são obrigados a pagar uma taxa para a reciclagem dos pneus velhos. Aqui no Brasil, os fabricantes de pneus novos, representados pela ANIP, arcam com todos os custos de coleta e destinação dos pneus inservíveis, como transporte, trituração e destinação.

O programa é desenvolvido por meio de parcerias com as prefeituras, que cedem os terrenos dentro de normas específicas de segurança e higiene para receber os pneus inservíveis vindos de origens diversas. Forma-se então, o Ponto de Coleta. São 819 em todo país, de onde a Reciclanip recolhe e transporta os pneus até as empresas de trituração ou de reaproveitamento.

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