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14/05/2014 - 07:33

Diplomacia de Cabo Verde quer reforçar aproximação aos países emergentes

Cabo Verde pretende desenvolver uma aproximação "muito forte" com os chamados BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com a aposta em novas áreas de cooperação e visando a captação de investimento privado direto.

Praia - Cabo Verde pretende desenvolver uma aproximação "muito forte" com os chamados BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com a aposta em novas áreas de cooperação e visando a captação de investimento privado direto.

A informação foi prestada pelo ministro cabo-verdianos das Relações Exteriores, Jorge Borges, quando falava na abertura de um encontro com os embaixadores e representantes consulares de Cabo Verde no estrangeiro.

Explicou que esta é uma das prioridades no domínio da política diplomática que visa fundamentalmente consolidar a cooperação com os BRICS e países asiáticos, entre os quais a China e o Japão.

O chefe da diplomacia cabo-verdiana sublinhou que, para além do reforço da cooperação tradicional, Cabo Verde vai colocar tônica naquilo que pensa ser importante que, a seu ver, é uma aproximação muito forte com novas economias emergentes.

Jorge Borges disse a jornalistas que, com o Japão, Cabo Verde tem em vista ações práticas de cooperação, principalmente no domínio da energia e da mobilização da água.

No entanto, acrescentou, o país quer também, aproveitando a visita que o secretário de Estado para os Recursos Marinhos efetua esta semana àquele país, apostar noutras áreas como o investimento privado direto.

O governante sublinhou que Cabo Verde tem tido uma forte cooperação como o Japão, mas que também pensa reforçar a cooperação com Singapura e a Coreia do Sul, "dois países que vão estar conosco agora até à próxima semana", disse.

Na ótica de Jorge Borges, o que pode vir a ser uma novidade em termos de política externa cabo-verdiana é o reforço da cooperação com a Austrália, um país cuja experiência seria "importante" para as autoridades cabo-verdianas para debelar as vulnerabilidades do arquipélago cabo-verdiano, principalmente nos domínios dos oceanos e das mudanças climáticas.

Ao se referir à diplomacia econômica, o ministro afiançou que todos terão que trabalhar para tirar proveito daquilo que o Governo tem vindo a fazer, no sentido de abrir e criar condições, ou seja, facilitar o ambiente de negócios.

"O que temos que fazer é reforçar e manter essa credibilidade de Cabo Verde, a fim de garantir a segurança e estabilidade também no país", disse o diplomata cabo-verdiano.

No entanto, Jorge Borges reconhece que, para tirar partido desta nova componente da política externa cabo-verdiana, é preciso uma "atenção muito particular e especial", uma vez que, prosseguiu, a questão do investimento externo, exportações, a internacionalização das empresas nacionais implica trabalhar para se estabelecer uma série de acordos e convenções.

A título de exemplo, ele apontou o fato de, neste momento, Cabo Verde estar a exportar para a União Europeia produtos do pescado, representando quase 80% das exportações nacionais.

Jorge Borges considerou que isto só foi possível porque, sublinhou, a nível da diplomacia internacional, o arquipélago cabo-verdiano conseguiu beneficiar do acordo SPG Plus, para cujo acesso foi necessário negociar e aderir a 27 convenções internacionais. | .Africa21 Digital.

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