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17/04/2014 - 07:38

Consumo de energia elétrica tem alta de 7,2% na comparação com fevereiro de 2013

Em fevereiro de 2014, a geração pelas termelétricas teve alta de 25,7% em relação ao mês de janeiro.

São Paulo – O consumo de energia elétrica no Brasil, considerados os ambientes de contratação livre (ACL) e regulado (ACR), foi de 66.478 MW médios em fevereiro de 2014, montante 7,2% superior ao apurado no mesmo mês do ano passado e 2,8% acima do registrado em janeiro de 2014.

O mercado livre, no qual atuam os as empresas do setor com maior demanda por energia, foi responsável por 16.175 MW médios, o que representa 24,3% do consumo total. O ramo de metalurgia e produtos de metal foi o segmento com maior valor de consumo, com 3.130 MW médios, e foi seguido pelos ramos de extração de minerais metálicos e não-metálicos (1.676 MW médios), que ultrapassou pela primeira vez o consumo do setor químico, com 1.652 MW médios. Os setores de alimentos e bebidas tiveram consumo de 1.003 MW médios. Os dados constam do boletim InfoMercado, publicado mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE com os principais resultados das operações contabilizadas no setor.

O informativo aponta também que foram contabilizados 18.039 contratos de compra e venda de energia elétrica em fevereiro de 2014, o que significa 83.748 MW médios comercializados nos ambientes livre e regulado. Somente no ambiente livre, a CCEE contabilizou 8.912 contratos, representando um volume sazonalizado de 41.012 MW médios. Em relação à duração dos contratos, o montante de negociações de compra no ACL que envolvem fornecimento de energia elétrica por mais de quatro anos já corresponde a 42,3% do total.

Na geração, a CCEE registrou em fevereiro de 2014 um total de 66.505 MW médios, frente a 62.024 MW médios em fevereiro de 2013 - o que representa 7,2% de crescimento.

A produção das termelétricas foi responsável por 14.474 MW médios deste volume, o que significa um aumento de 13,8%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Frente a janeiro de 2014, a alta foi de 25,7% - com a produção saltando de 11.512 MW médios para 14. 474 MW médios.

O aumento foi puxado pelas térmicas a gás e a óleo e bicombustíveis, que produziram 6.965 MW médios e 3.077 MW médios em fevereiro – montantes que, respectivamente, representam são 38,2% e 35,4% superiores aos de janeiro. Na comparação com fevereiro de 2013 as usinas a gás mantiveram a produção estável (aumento de 0,5%), enquanto as usinas a óleo e bicombustíveis viram a geração saltar 10,5%.

As hidrelétricas (somadas usinas de maior porte e pequenas hidrelétricas – PCHs) corresponderam a 77% do total (51.211 MW médios). A geração hidrelétrica cresceu 5,4 % frente a fevereiro de 2013, embora tenha havido decréscimo na produção da ordem de 2,1% em relação a janeiro deste ano.

Em decorrência das condições hidrológicas desfavoráveis em fevereiro de 2014, a geração das usinas participantes do Mecanismo de Realocação de Energia - MRE foi 2,1% (880 MW médios) inferior a garantia física. Com isto, foi necessário em ajuste das garantias físicas dessas usinas.

Os parques eólicos contribuíram, em fevereiro de 2014, com 821 MW médios, montante 17,5% superior ao volume registrado em fevereiro de 2013 e 2,6% inferior à marca de janeiro de 2014.

Perfil - A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE (www.ccee.org.br) é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo). A CCEE atua em conjunto com outras instituições e órgãos governamentais que compõem a governança do setor para assegurar um modelo sustentável de energia no país, capaz de estimular o crescimento da economia do Brasil e, ao mesmo tempo, garantir um preço acessível ao consumidor.

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