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14/02/2014 - 07:30

Renault participa do Projeto Curitiba Eco-elétrico com 10 veículos

O projeto é de iniciativa da Prefeitura de Curitiba, em parceria com a Aliança Renault-Nissan, Itaipu Binacional e CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel) de Portugal.

Dez veículos elétricos da gama Renault - 5 unidades do Zoe, 3 do Kangoo Z.E e 2 do Twizy - circularão por ruas, praças e parques de Curitiba a partir de junho, durante a Copa do Mundo, dando suporte às atividades recreativas e culturais, de ronda e patrulhamento. A iniciativa faz parte do projeto Curitiba Eco-elétrico, lançado hoje pela Prefeitura Municipal de Curitiba através de uma parceria com a Aliança Renault-Nissan, Itaipu Binacional e CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel) de Portugal. Ao todo, serão quatro fases de implantação, que se estenderão até 2020.

O projeto Curitiba Eco-elétrico atende as diretrizes do Programa de Mobilidade Urbana Sustentável do município, que prevê a implantação de modais de nova geração, com baixo impacto ambiental. Trata-se de uma das primeiras ações da capital paranaense para cumprir as recomendações do termo de compromisso para a redução das emissões de gases e de riscos climáticos, assinado durante o C 40, em Joanesburgo, África do Sul.

“A Renault se orgulha de participar desse projeto da Prefeitura de Curitiba, que já é reconhecida por suas iniciativas pioneiras em mobilidade urbana”, destaca Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil. O projeto foi elaborado em quatro fases, de 2014 a 2020, e é único no país, devido ao número de veículos elétricos que serão utilizados no serviço público.

A primeira fase já está sendo implantada, inicialmente, com foco nos serviços da prefeitura. Para tanto, além dos 10 carros disponibilizados pela Renault, mais três micro-ônibus serão cedidos pela Itaipu Binacional sem custos à Prefeitura, de acordo com contrato em comodato firmado entre as partes. Os veículos serão destinados à Guarda Municipal, à Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) e ao Instituto Curitiba de Turismo.

A Guarda Municipal utilizará os carros para ronda e patrulhamento nos parques da cidade, no zoológico e ainda como módulo móvel que circulará pelas praças. Já a Setran deve utilizá-los em seu programa de educação no trânsito e também como suporte às atividades de seus agentes. Por fim, o Instituto Curitiba de Turismo irá destinar os veículos para um Centro de Informações Turísticas Móvel que transitará em locais estratégicos de grande aglomeração de turistas como Arena da Baixada e pólo hoteleiro. Outro objetivo é dar suporte às atividades recreativas e culturais.

“A cidade cresce e precisa sempre se reinventar, precisa de novas tecnologias para o transporte, com redução dos impactos sociais e ambientais”, argumenta o prefeito Gustavo Fruet. Os veículos movidos à eletricidade têm como principais características a emissão zero de ruídos e de poluentes. Esta é a primeira vez no País que se firma parceria envolvendo um maior número de veículos elétricos destinados ao serviço público.

Outras fases do projeto e recarga dos veículos -Na primeira fase, serão implantados 12 eletropostos (totens) de abastecimento em quatro locais considerados estratégicos para os órgãos da Prefeitura envolvidos: rodoferroviária, Secretária Municipal de Abastecimento, Parque Barigui e Parque Tanguá.

Estão definidos dois sistemas de abastecimento com cargas de 30 minutos a oito horas. A autonomia varia de acordo com o modelo do veículo. Com a bateria totalmente carregada, o Renault Zoe tem autonomia de 210 Km; o Renault Kangoo Z.E. 125 Km e o Renault Twizy 100 Km. Já os micro-ônibus possuem uma autonomia prevista de 100 Km, quando totalmente abastecidos. O eletroposto consiste em uma estrutura com um cabo que é conectado ao veículo para recarga.

Para a segunda fase do projeto (2015-2017), estão previstos totens de abastecimento multifuncionais que devem agregar em um único equipamento serviços de recarga, cartão transporte, recarga dos veículos, parquímetro (estar), câmera de monitoramento, botão de emergência, informações turísticas, bicicletas compartilhadas, wi-fi institucional. Também há a previsão de estudos para implantar soluções de compartilhamento (sharing) de carros e bicicletas, inicialmente voltadas para o mercado corporativo e a serviços de interesse público. As próximas etapas (2018 – 2020) estabelecem estudos de integração aos diversos serviços de transporte público.

Em todo o País, segundo a ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos), são aproximadamente 1000 veículos. Nas prefeituras, o seu uso é ainda escasso, o que coloca Curitiba à frente no projeto de mobilidade sustentável direcionado ao atendimento das demandas internas de sua administração. O Brasil apresenta uma frota ainda pouco significativa de veículos elétricos quando comparado a outros países como Estados Unidos e China. Em todo o mundo, circulam mais de sete milhões de veículos elétricos, conforme a ABVE.

Aliança Renault-Nissan: no Brasil, em 2013, a Renault vendeu 40 unidades, dos quais duas para a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz). Também firmou um contrato de venda com Itaipu Binacional, que montará 32 Twizy em regime SKD (Semi Knock Down, na sigla em inglês). A Fedex do Brasil adquiriu 6 unidades do Kangoo Z.E, hoje utilizado na entrega de encomendas em São Paulo e Rio de Janeiro.

A Aliança Renault-Nissan lidera o segmento de veículos zero emissão e investe 4 bilhões de euros no desenvolvimento dessa tecnologia. Desde o início da comercialização, foram mais de 100 mil veículos elétricos vendidos pela Aliança no mundo. Renault vendeu mais de 19 000 veículos elétricos em 2013, em um mercado que cresceu 83 % em relação a 2012.

A Renault, que traz o desenvolvimento de tecnologia em eficiência energética em seu DNA, oferece a gama Z.E. (Zero Emissão), composta por 3 modelos: Renault Zoe, Renault Twizy e Renault Kangoo Z.E. Os veículos zero emissão estão cada vez mais presentes no dia a dia das grandes cidades e serão tendência. “Acreditamos que o futuro da mobilidade passa, necessariamente, por veículos zero emissão", afirmou Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil.

Itaipu -No Brasil, a Itaipu é considerada a principal referência na área de mobilidade elétrica. Desde 2006, a empresa desenvolve, em parceria com a companhia suíça KWO, o Programa Veículo Elétrico, que tem o objetivo de promover estudos e viabilizar a aplicação da nova tecnologia. Apesar do pouco tempo, os resultados são expressivos.

Em sete anos, já saíram do centro de pesquisa de Itaipu mais de 80 protótipos, entre carros de passeio, caminhão, miniônibus e um utilitário 4x4, todos com motor 100% elétrico. A usina também faz estudos para desenvolver uma nova bateria de sódio, totalmente reciclável, adaptada ao clima e às condições do País. Outras linhas de pesquisa são o primeiro Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) com motor elétrico e o primeiro avião elétrico do País.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, destacou que a nova tecnologia “é mais limpa, mais eficiente e muito mais econômica na comparação com os veículos convencionais à combustão”. Ainda segundo Samek, “o Brasil tem uma vantagem adicional em relação aos outros países: a matriz energética baseada na hidreletricidade”. Lá fora, para recarregar a bateria do veículo elétrico, a energia que sai da tomada muitas vezes foi produzida a partir de fontes sujas, baseadas em combustíveis fósseis. “No Brasil, nós temos uma matriz energética limpa e renovável.”

O CEIIA é um centro de inovação e engenharia que pesquisa, desenvolve, testa e apoia a industrialização de soluções de mobilidade inteligente. “Esta iniciativa é inédita, pois é a primeira vez que se combina a mobilidade física com a mobilidade de informação baseada em suportes energéticos de base sustentável, permitindo, assim pela integração de todos serviços de mobilidade de uma cidade, olhar a mobilidade como uma utility”, afirma o presidente-executivo do CEIIA José Rui Felizardo.

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