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30/10/2013 - 09:29

Presidentes Dilma e Cartes inauguram sistema de 500 kV


A cerimônia com os presidentes do Brasil e do Paraguai foi na subestação da margem direita da usina, para mais energia de Itaipu para o Paraguai.

Foz do Iguaçu (PR)-A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, inaugurou no dia 29 de outubro (terça-feira), novo sistema de transmissão de 500 kV, que vai ampliar a capacidade do país vizinho de aproveitamento da energia produzida pela usina hidrelétrica de Itaipu.

A cerimônia aconteceu na subestação da margem paraguaia do complexo hidrelétrico binacional, no município de Hernandárias, ao lado de Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR).

Também participarão da solenidade os diretores-gerais de Itaipu, Jorge Samek (Brasil) e James Spalding (Paraguai), o presidente da Ande, a empresa responsável pela distribuição da energia no Paraguai, Victor Raúl Romero, ministros de Estado e autoridades dos dois países.

Antes da inauguração, Dilma e Cartes participarão de uma reunião bilateral. Será o quinto encontro entre os dois presidentes em menos de três meses, desde que Cartes assumiu a presidência, em 15 de agosto. O último encontro foi no dia 30 de setembro, em Brasília, durante a primeira visita de Estado de Cartes ao Brasil.

“Essa obra (sistema de 500 kV) vai permitir grande possibilidade de atração de investidores no Paraguai e contribuirá, sem sombra de dúvida, para a industrialização do país, gerando lá mais emprego e renda”, disse a presidente, após o último encontro com Cartes.

Mais energia para o Paraguai -O novo sistema de 500 kV inclui a ampliação da subestação da margem direita de Itaipu, a construção de uma nova subestação, em Villa Hayes, na Grande Assunção, e de uma linha de transmissão com 348 quilômetros e 759 torres, ligando a usina à capital paraguaia.

A expectativa é que o sistema de 500 kV amplie em 1.200 megawatts (MW) a capacidade de recepção pelo Paraguai da energia produzida por Itaipu. Hoje, embora seja dono de 50% de toda a produção da usina, o Paraguai consegue absorver menos de 10%; com o novo sistema, a expectativa é que o país vizinho dobre esse aproveitamento.

Quase toda a obra foi financiada pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul – o Focem, com contrapartida de 15% do Paraguai. O custo total foi de US$ 320 milhões – incluindo US$ 15,8 milhões na ampliação da subestação da margem direita, US$ 165 milhões nas linhas de transmissão e US$ 105 milhões para a construção da subestação de Villa Hayes.

Samek disse que o sistema de 500 kV capacita o Paraguai para uma importante mudança de perfil econômico, deixando de ser um país essencialmente agrícola para adquirir características industriais.

“O Paraguai vive o seu melhor momento de sua história. A última estimativa aponta um índice de crescimento de 13,7% [do PIB, em 2013]. O segundo maior crescimento registrado na América Latina não vai chegar à metade do crescimento do Paraguai”, destacou.

Ainda segundo Samek, “não há desenvolvimento sem energia”. “E isso o Paraguai tem de sobra”, completou.

Segundo a presidenta Dilma Roussef, a linha vai cobrir 25% da demanda do Paraguai e contribuirá para o desenvolvimento do país, possibilitando novos investimentos.

"As empresas brasileiras e paraguaias que se instalarão ao longo da linha de transmissão gerarão empregos, pagarão impostos, aumentarão a renda disponível, concorrendo para o desenvolvimento diversificado do país e de toda a região", disse. "Será assim potencializada a taxa de crescimento econômico do Paraguai expressiva em 2013, sem dúvida, tudo indica, a maior da América do Sul", completou.

A obra foi financiada pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), com contrapartida de 15% do Paraguai. O custo total foi US$ 320 milhões, incluindo US$ 15,8 milhões na ampliação da Subestação da Margem Direita, US$ 165 milhões nas linhas de transmissão e US$ 105 milhões para a construção da Subestação de Villa Hayes. No discurso, Dilma ressaltou o papel do Mercosul para superar as assimetrias entre os países que compõe o bloco. "Isso é prova de que o Mercosul está forte, não se limita ao comércio, mas promove desenvolvimento buscando a superação das assimetrias entre os países da região", disse.

O Paraguai foi suspenso do bloco no ano passado, após o impeachment de Fernando Lugo do cargo de presidente. Em julho, durante a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, ficou decidido o fim da suspensão. A presidenta Dilma deixou claro o apoio ao país. "Queria reafirmar o compromisso do governo brasileiro de apoiar seu governo na luta contra a pobreza", disse diretamente ao presidente paraguaio, Horacio Cartes.

“Se Itaipu é um exemplo de irmandade entre dois países, essa linha [de 500 kV] é um exemplo adicional, porque foi financiada com recursos não reembolsáveis do Mercosul e aporte voluntário do governo brasileiro”, disse o diretor-geral paraguaio da usina, James Spalding, na semana passada, em Assunção, durante a Expo Paraguai Brasil 2013.

Produção de 2013 praticamente empata com a de 2012, ano do recorde mundial -O sistema 500 kV será inaugurado num momento também histórico para a produção de Itaipu. No dia 29 de outubro (terça-feira), a geração de 2013 praticamente estará empatada com a do mesmo período de 2012, ano em que a Itaipu superou seu próprio recorde mundial e cravou 98,287 milhões de megawatts-hora no ano.

Se 2012 não tivesse sido bissexto, essa diferença poderia ter sido inclusive ultrapassada. Nesta segunda-feira, dia 28, a Itaipu havia produzido 81.517.326 MWh ante 81.776.112 MWh quando comparada ao mesmo período do ano passado.

Ou seja, 2013 perdia por 0,31% ou o equivalente a 23 horas e 7 minutos em relação à produção do ano do recorde. Com base no consumo e nas condições hidrológicas, a tendência é que essa diferença seja diminuída de forma gradual.

Até 2012, Itaipu estabelecia como padrão de excelência atingir uma produção entre 90 e 95 milhões de MWh. Em 2008, a usina atingiu 94,6 milhões de MWh, o que já era considerada uma produção fantástica para qualquer usina do planeta.

Depois de chegar aos 98,3 milhões em 2012, a meta é atingir os 100 milhões de MWh num ano, o que fica cada vez mais próximo de acontecer.

A boa produção de Itaipu se deve a pelo menos três fatores: condições hidráulicas favoráveis, excelente aproveitamento dos recursos e entrosamento nas áreas técnicas de Itaipu e, por consequência, da coordenação desse trabalhos entre a usina, a Ande, a Eletrobras e a Copel, entre outros parceiros.

Comparativos - Os 98,29 milhões de MWh de energia seriam suficientes para abastecer todo o Estado do Paraná por três anos e nove meses. Pouco mais de quatro meses antes, em 9 de agosto de 2012, Itaipu já havia rompido uma barreira histórica ao registrar a produção acumulada de 2 bilhões de MWh.

A conquista de resultados tão importantes, em ritmo ascendente, destaca-se ainda mais pelo fato de Itaipu estar prestes a completar 30 anos de operação, ainda dinâmica e produtiva.

O empreendimento binacional, formado pela união de Brasil e Paraguai, continua sendo a maior usina do mundo em geração de energia limpa e já distribuiu mais de US$ 8,5 bilhões em royalties nos dois países.

A usina contribui ainda hoje com quase um quinto da energia elétrica consumida no Brasil e mais de 70% do Paraguai.

A Itaipu Binacional é a maior usina de geração de energia limpa e renovável do planeta e foi responsável, em 2012, pelo abastecimento de 17,3% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 72,5% do Paraguai. Em 2012, superou o próprio recorde mundial de produção e estabeleceu a marca de 98.287.128 megawatts-hora (98,2 milhões de MWh). Desde 2003, Itaipu tem como missão empresarial “gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai”.

A empresa tem ainda como visão de futuro chegar a 2020 como “a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional”. [www.itaipu.gov.br].

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