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04/07/2013 - 08:01

Pequenas Centrais Hidrelétricas têm previsão de crescimento de 65%, segundo o Plano Decenal de Energia 2021

A Trade Energy avalia o atual cenário e as tendências para esta fonte de geração.

A redução proporcional da capacidade de armazenamento vai exigir construção de mais usinas termelétricas, conforme ratificado pela presidente Dilma Rousseff. Entretanto, as informações do Plano Decenal de Energia - PDE 2021 - apontam crescimento maior nos próximos anos da participação das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), empreendimentos de pequeno porte com potência instalada entre 1 MW e 30 MW. "Hoje, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estão em operação 456 PCHs, com potência total de 4.502 MW", afirma Regina Pimentel, assessora de gestão de risco na Trade Energy, comercializadora independente de energia.

A executiva acrescenta que o Plano Decenal 2021, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), prevê crescimento de 65% da capacidade em PC Hs neste horizonte. "As pequenas centrais têm um apelo imediato se comparadas com alternativas como usinas eólicas e fotovoltaicas: a energia que geram não é tão volátil. Além disso, utilizam a tecnologia de geração de energia elétrica mais tradicional que existe, com mais de um século de maturação", reforça Regina.

O Brasil é privilegiado no que se refere à disponibilidade de energia renovável, principalmente a hidrelétrica de porte, e tem focado a ampliação da oferta no sentido de manter a vantagem competitiva, ainda que, dadas as características de volatilidade e da disponibilidade hídrica, seja indispensável aumentar a complementação térmica. "Essa necessidade se intensifica na medida em que encolhe a capacidade de estoque hídrico, decorrência dos requisitos ambientais cada vez mais severos, mas o foco na energia limpa tem sido constante, por meio de leilões específicos e de incent ivos econômicos e financeiros", complementa a executiva.

Comparadas com as hidrelétricas, as PCHs apresentam diversas vantagens, como tempo menor de construção e a necessidade de reservatório de acumulação de porte também menor. Além disso, há mais facilidade na licença ambiental. "Mas, tem sido negligenciada pelo planejamento da expansão", revela a executiva.

"Enfim, um grande número de PCHs aguarda a viabilização de medidas adicionais de incentivo por parte do governo. Essa fonte ambientalmente correta tem que ser concebida como parcela importante da expansão da oferta no Brasil", finaliza Regina Pimentel.

A Trade Energy é uma comercializadora independente com foco nos consumidores livres de energia elétrica e produtores independentes de energia. Tem grande experiência no setor, onde existe a possibilidade de gestão sobre este insumo, resultando custos menores e previsibilidade de preços futuros, o que garante economia e segurança com a contratação de energia elétrica. Fundada em 1998, a empresa foi uma das primeiras comercializadoras autorizadas pela ANEEL para atuar no mercado livre de energia e a ingressar na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). [ www.tradeenergy.com.br].

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