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09/05/2013 - 08:32

Faturamento do Grupo PSA Peugeot Citroën no 1T13: um mercado europeu difícil

Mas o Grupo avança em seus planos de recuperação, teve forte progressão das vendas na China.

O primeiro trimestre foi marcado por um forte declínio, de 10%, do mercado europeu, com quedas importantes em países nos quais a PSA Peugeot Citroën tem uma sólida implantação, como França, Itália e Espanha. Apesar deste contexto difícil, o Grupo avançou em seus planos de recuperação: o plano de reestruturação das atividades industriais na França está em vias de finalização, depois de cinco sindicatos terem aprovado, em 18 de março, as medidas de reindustrialização e de acompanhamento anunciadas. 

A manutenção de um sólido nível de segurança financeira, com o sucesso das emissões de obrigações de 1 bilhão de euros de PSA Peugeot Citroën e de 1,2 bilhão de euros do Banco PSA Finance cobertos com a primeira parcela da garantia do Estado. O início da fase operacional da Aliança com a General Motors: as primeiras negociações conjuntas sobre as compras foram realizadas, os projetos de veículos e plataformas estão em curso e novas iniciativas estão sendo analisadas.

O lançamento de novos veículos, como o Citroën DS3 Cabrio, o Peugeot 2008, os 208 GTI e XY e mais tarde, no decorrer do ano, o novo Citroën C4 Picasso, com a nova plataforma EMP2.

Uma participação no mercado de 3,9% na China no 1º trimestre, com um aumento em volume de 31% e a distribuição, pela DPCA, de cerca de 100 milhões de euros em dividendos.

Faturamento do primeiro trimestre de 2013 -O Grupo faturou 13 bilhões de euros, uma queda de 6,5% em comparação com o primeirotrimestre de 2012. O faturamento da divisão automotiva caiu 10,3% em relação ao 1º trimestre de 2012, com um mercado europeu em queda de 10% comparado com o primeiro trimestre de 2012. Progressão do faturamento da Faurecia de 1,7% e recuo de 9% do faturamento do Banco PSA Finance. Redução dos estoques em 134.000 unidades, correspondendo às necessidades de 2013.

Perspectivas para 2013 -O primeiro trimestre de 2013 foi marcado por um contexto árduo, com os volumes europeus fortemente pressionados para baixo, os mercados francês e alemão em dificuldades e a Europa do Sul em baixa, impactando negativamente o mix de países. A pressão sobre os preços, comparável à do 4º trimestre de 2012, foi acentuada por um mix dos canais de distribuição desfavorável para o Grupo, com as vendas a pessoa física regredindo em benefício das frotas. Este contexto deve se prolongar no 1º semestre.

Para 2013, a PSA Peugeot Citroën prevê uma queda de cerca de 5% do mercado automotivo na Europa 30. Fora da Europa, o Grupo estima um crescimento de cerca de 8% no mercado chinês e de 2% na América Latina, além de um mercado estável na Rússia.

Neste contexto difícil, o Grupo dá seguimento à implantação de seu plano Rebond 20151 a fim de restabelecer a rentabilidade da divisão automotiva na Europa.

O Grupo confirma seu objetivo de reduzir pela metade o ritmo de consumo do fluxo de caixa livre operacional2 (excluindo elementos excepcionais e reestruturações) em 2013. Em 2014, o mercado europeu pode vir a se revelar mais difícil do que previsto. Novas medidas operacionais destinadas a compensar essa possível deterioração do mercado estão sendo estudadas de modo a manter o objetivo de restabelecimento do equilíbrio do fluxo de caixa livre operacional até o fim de 2014.

Divisão automotiva -O faturamento da divisão Automotiva no 1º trimestre de 2013 regrediu 10,3% para 8,722 bilhões de euros, ante 9,719 bilhões de euros no 1º trimestre de 2012. Excetuando as unidades desmontadas, as vendas mundiais do Grupo totalizaram 674.000 veículos montados, em baixa de 2,5% (as vendas mundiais totais – somando veículos montados e desmontados – foram de 675.000 unidades, em baixa 14,6%). Essa evolução resultou da queda de 16,9% registrada na Europa, e de 26,7% na Rússia, parcialmente compensadas pelo aumento dos volumes na China, de +31,1%, na América Latina e no resto do mundo.

O faturamento gerado pelas vendas de veículos novos foi de 6,022 bilhões de euros no 1º trimestre de 2013, ante 6,978 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2012. Este recuo de 13,7% é explicado por vários fatores: uma queda importante dos volumes de veículos montados vendidos fora da China, de 9,4%, refletindo um mix geográfico desfavorável e a diminuição da participação no mercado na Europa no primeiro trimestre, um efeito de preços negativo (-0,9%), com uma pressão comercial comparável à do quarto trimestre de 2012, acentuado pelo mix desfavorável dos canais de distribuição, um efeito de câmbio negativo de 2,1%, principalmente sob o efeito do peso argentino e do real brasileiro, outros efeitos (-1,6%), principalmente devido à suspensão das vendas de unidades desmontadas no Irã.

Esses elementos adversos foram parcialmente compensados pela evolução favorável do mix de produtos, de +1,5%, em alta em comparação a um primeiro trimestre de 2012 já positivo e estimulado pelos últimos lançamentos (Peugeot 508, 508 SW, 508 RXH, 3008 HY4 e Citroën DS3 cabrio, DS4, DS5) e pelo sucesso de nossos modelos Premium3, que representam 18% das vendas.

Os volumes de vendas fora da Europa (sem contar veículos desmontados) representaram 43% do total mundial do Grupo no 1º trimestre, uma alta de 10 pontos em comparação ao fim de março de 2012.

Os estoques de veículos novos eram de 58 dias no final de março, representando 414.000 veículos, ou uma queda de 134.000 unidades em relação ao final de março de 2012.

Fatos marcantes por zona geográfica4.: Europa5: s mercados automotivos europeus registraram uma forte retração de 10% no primeirotrimestre de 2013.

Na Europa ocidental, os mercados tiveram um declínio de 10%, com situações contrastadas em função dos países. Assim, os países do sul da Europa, onde a exposição do Grupo PSA Peugeot Citroën é importante, pois representam 55% de suas vendas na Europa, registraram uma forte queda em seus mercados, de -14% na França, -14% na Itália e -12% na Espanha. O mercado alemão registrou um declínio de 13%, enquanto que na Grã-Bretanha a progressão foi de 8%.

Na Europa Central e Oriental, os mercados também recuaram globalmente 10% no trimestre.

A participação no mercado do Grupo na Europa elevou-se a 12,3% no 1º trimestre. Se o mix de países fosse idêntico ao do 1º trimestre de 2012, a participação no mercado no 1º trimestre de 2013 seria de 12,4%.

O Grupo mantém uma sólida liderança no mercado de veículos comerciais leves, com uma participação de 22,1% no final de março (+1,1pp ante o 1º trimestre de 2012), num mercado que regrediu 10,4% em relação ao 1º trimestre de 2013.

China: em um mercado que registrou uma forte progressão das vendas no 1º semestre, o resultado do Grupo é ainda superior ao do mercado e sua participação subiu para 3,9%. As vendas da PSA Peugeot Citroën cresceram 31,1%, graças aos lançamentos bem-sucedidos do Peugeot 3008 e do Citroën C4-L, dois importantes veículos no segmento C, assim como ao desenvolvimento das redes de distribuição. A DPCA, a primeira joint-venture do Grupo no país, vai novamente aumentar sua gama até o final do ano. A segunda joint-venture, a CAPSA, vai iniciar a produção local do DS5 na fábrica de Shenzhen no segundo semestre, com uma rede de mais de 60 concessionárias até o final do ano. Os dividendos pagos ao Grupo pela DPCA a título do exercício 2012 totalizaram cerca de 100 milhões de euros.

Rússia: o mercado russo manteve-se estável no 1º trimestre de 2013 em relação ao ano passado, com uma queda pronunciada em março. Nesse contexto, as vendas do Grupo caíram 26,7% e sua participação no mercado ficou em 2,3% no fim de março, antes dos efeitos dos novos lançamentos serem totalmente sentidos. O desempenho no mercado de veículos comerciais leves (VU) recuou da mesma forma. Quatro novos modelos serão lançados no decorrer de 2013.

América Latina: os mercados tiveram uma ligeira alta de 2% na zona geográfica. Os volumes da PSA Peugeot Citroën cresceram 24,8% no 1º trimestre de 2013 em relação ao 1º trimestre de 2012, que tinha sido marcado pelo reinício, com atraso, da produção no Centro de Porto Real, após as obras para a ampliação da capacidade. No final de março, o Grupo obteve uma participação no mercado de 5,3%, ante 5,1% no 1º trimestre de 2012 e uma participação no mercado da Argentina em progressão de 2,8 pontos. O Peugeot 208, produzido localmente, começou a ser vendido em abril no Brasil e será lançado na Argentina no 2º semestre. Outros modelos vão contribuir para o rejuvenescimento da gama em 2013 na região.

Unidades Desmontadas (UD): as vendas de veículos desmontados em CKD no trimestre foram quase inexistentes. Essa situação reflete, principalmente, a interrupção de nossa atividade de vendas de componentes no Irã desde o mês de fevereiro de 2012, após o reforço das sanções internacionais e as dificuldades de financiamento que afetaram os pagamentos.

Fatos marcantes sobre os produtos -O Peugeot 208 obteve, com 78.000 veículos vendidos, um excelente desempenho no 1º trimestre na Europa e é beneficiado por um mix de acabamento elevado. Os modelos Peugeot 208 GTI e XY virão aumentar a gama a partir de abril no mercado europeu.

A estratégia de subida de gama avançou no 1º trimestre de 2013, com os veículos Premium alcançando 18% das vendas do Grupo no final de março de 2013. Esta tendência, consolidada pelo sucesso do DS3 cabrio, continuará a se concretizar com o lançamento, em 2013, de importantes modelos, como o Peugeot 2008 em abril, o Citroën C4 Picasso de 5 lugares em junho, inaugurando a nova plataforma EMP2, entre outros, totalizando 17 lançamentos no ano, sendo 9 na Europa. Estes últimos ilustrarão o novo posicionamento das marcas.

O Peugeot 301 e o Citroën C-Elysée gozam de imenso sucesso nos mercados emergentes, com 27.000 unidades vendidas no 1º trimestre.

O Grupo obteve a segunda posição na Europa no segmento de veículos híbridos no 1º semestre.

Além disso, e pelo sexto ano consecutivo, a PSA Peugeot Citroën foi a empresa que mais registrou patentes na França, com 1.348 patentes publicadas em 2012.

Faurecia-A Faurecia obteve no 1º trimestre de 2013 um faturamento de 4,369 bilhões de euros, ou um aumento de 1,7%. O crescimento se divide da seguinte forma entre as diferentes atividades: -2,7% para os bancos de automóveis, +15,3% para os sistemas de interiores, +1,1% para as tecnologias de controle das emissões e +8,1% para as partes externas dos veículos. O faturamento decorrente das vendas de produtos aumentou 1,9% para 3,417 bilhões de euros. Apesar de um declínio de 8,6% na Europa, houve crescimento na América do Norte (+21,5%), América do Sul (+5,9%) e Ásia (+20,5%).

Banco PSA Finance -O faturamento do primeiro trimestre do Banco PSA Finance caiu 9%, para 451 milhões de euros. O total dos créditos em carteira representou 22,4 bilhões de euros. O número de novos contratos totalizou 189.000 unidades no semestre, em baixa de 10% em relação ao 1º trimestre de 2012 em razão da queda das vendas na Europa neste período, parcialmente compensada pelo desenvolvimento de sua participação no mercado.

Após o acordo temporário da Comissão Europeia autorizando o Estado francês a cobrir as emissões de dívida da instituição, o Banco PSA Finance lançou uma bem-sucedida emissão de obrigações de 1,2 bilhão de euros, utilizando assim a totalidade da primeira parcela concedida.

Esta emissão veio reforçar a boa visibilidade, em valor e em duração, do financiamento do Banco PSA Finance, juntamente com os 11,5 bilhões de euros em linhas de crédito bancário confirmadas e o lançamento da caderneta de poupança Distingo destinada a pessoas jurídicas.

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