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13/04/2013 - 09:10

70 anos após o Holocausto, há menos judeus no mundo do que antes da guerra

Mesmo 70 anos depois do Holocausto, a população judaica no mundo continua a ser muito menor do que em 1938, e só conseguiu crescer em Israel. Atualmente, o número de judeus é de aproximadamente de 13,8 milhões, de acordo com o demógrafo Sergio della Pergola, pesquisador da Universidade Hebraica de Jerusalém.

"Antes da II Guerra Mundial éramos 16,5 milhões, e depois ficamos em 11 milhões", explicou, ao fazer um balanço da situação. De origem italiana, ele ressalta que o baixo crescimento demográfico dos judeus durante os 70 anos transcorridos desde o Holocausto contrasta fortemente com o aumento da população mundial. Os judeus representam hoje 0,002% da população mundial, número três vezes menor do que o registrado em 1945.

Para o especialista, o baixo crescimento se deve ao envelhecimento das comunidades fora de Israel, que apresenta baixos índices de natalidade - costume das sociedades nas quais vivem. Com isso, enquanto entre os judeus de Israel o índice de natalidade é de quase três filhos, fora do país ele fica entre 1,5 e 2. Um segundo fator decisivo é o da assimilação, a perda da identidade judaica entre uma geração e a seguinte, em um processo que costuma começar com os casamentos mistos, apesar de essa não ser a única causa.

"É um paradoxo. Por um lado, o antissemitismo é um mal que cria um mecanismo de defesa coletivo e, por outro, a emancipação carrega consigo o preço da assimilação", afirmou Della Pergola, que defende a necessidade da implantação de políticas sociais e educativas mais efetivas dentro das comunidades judaicas. Esses projetos, explica, "permitiriam que os judeus vivessem plenamente emancipados, mas sem perderem sua identidade".

Segundo os estudos realizados pela Universidade Hebraica de Jerusalém, 96% dos judeus fora de Israel se concentram em apenas dez países - todos eles democráticos -, nos quais vivem plenamente emancipados. Esse fato, somado ao baixo crescimento vegetativo (diferença entre a taxa de natalidade e a de mortalidade) e à emigração para o Estado de Israel, fez descer progressivamente, desde a década de 1970, o número de judeus que vivem "na diáspora".

Na última década, Israel recebeu, anualmente, entre 15 mil e 20 mil judeus, mas nos anos 90 esses números superavam os 100 mil graças à emigração em massa de habitantes da extinta União Soviética.

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