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05/03/2013 - 08:12

BNDES: perspectivas de investimentos de R$ 3.807 trilhões no quadriênio 2013-2016, aponta boletim

Os segmentos são Petróleo & Gás, Papel & Celulose, Indústria Aeronáutica e Logística.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou no dia 3 de março (segunda-feira), as perspectivas do investimento para o quadriênio 2013-2016. Os investimentos considerados baseiam-se na pesquisa “BNDES Perspectivas do Investimento”, que cobre setores responsáveis por 57% dos investimentos na economia e em projeções econométricas e de especialistas para os demais setores da economia, responsáveis por 43% dos investimentos da economia.

De acordo com o boletim do banco, espera-se um crescimento de quase 30% em comparação ao quadriênio 2008-2011. Destacam-se os segmentos de petróleo e gás, responsável por 11% do total do levantamento, bem como infraestrutura e serviços de transporte, que puxam o ritmo de crescimento do investimento. Como se observa na Tabela ao lado, os principais destaques em infraestrutura estão ligados à logística e fazem parte dos esforços do Governo para ampliar a competitividade da economia brasileira. Nesse sentido, os investimentos em logística (rodovias, ferrovias, portos e aeroportos) devem passar de R$ 80 bilhões para R$ 179 bilhões, um aumento de 124%, na comparação 2008-2011 e 2013-2016. Na indústria, o setor automotivo apresenta melhor desempenho com o cenário de maior dinamismo do mercado interno.

Petróleo & Gás - Os investimentos no setor de óleo e gás brasileiro, para o quadriênio 2013-2016, estão estimados em R$ 405 bilhões. Estas inversões se concentram nas atividades de exploração e produção e refletem, principalmente os investimentos da Petrobras. Do valor a ser investido pelo setor, destacam-se os recursos destinados ao desenvolvimento da produção no pré-sal e à construção de sondas de per furação em estaleiros nacionais.

Papel & Celulose -Após cerca de três anos sem grandes projetos, observa-se o início de um novo ciclo de investimentos no setor de celulose. A primeira fábrica a sair do papel, no final de 2012, foi a da Eldorado, localizada em Três Lagoas – MS, com capacidade instalada de 1,5 milhão de t/ano de celulose de eucalipto e investimentos que totalizaram aproximadamente R$ 6 bilhões.

Posteriormente, deverão iniciar produção a nova fábrica de Montes del Plata, no Uruguai, uma parceria entre Stora Enso e Arauco, prevista para o terceiro trimestre de 2013, seguida da planta da Suzano no Maranhão, ao final de 2013. Adicionalmente, a CMPC já teve o projeto aprovado pelo seu conselho de administração para a expansão de Guaíba - RS e a Klabin está em vias de obter aprovação para o seu projeto em Ortigueira-PR, ambos com horizonte de entrada em operação entre o final de 2014 e início de 2015. Todos esses projetos somados, irão adicionar cerca de 7 milhões de t/ano de celulose ao mercado. Há perspectivas de investimentos em torno de R$ 30 bilhões.

Indústria Aeronáutica -As perspectivas de investimentos da indústria aeronáutica incluem os gastos programados em projetos já em curso que contemplam, por exemplo, a conclusão do desenvolvimento e produção das aeronaves Legacy 450/500 e da aeronave militar KC-390 da Embraer. Além disso, considerou-se a possibilidade daquela empresa vir a decidir positivamente pelo desenvolvimento e fabricação da nova geração de sua ‘família’ de E-Jets. Por outro lado, foram incluídos os investimentos da Helibras relativos à expansão e modernização da fábrica de Itajubá, deflagrados em virtude do Programa EC-725 para as Forças Armadas do Brasil, e do desenvolvimento de um helicóptero nacional. Por fim, incluiu-se também, no total apurado, a perspectiva de investimentos divulgada pelo Governo de Minas Gerais na implantação de pólos aeronáuticos naquele estado. O segmento deve receber investimentos de R$ 10 bilhões.

Logística -Os números do setor de logística refletem, principalmente, o Programa de Investimentos em Logística anunciando pelo Governo Federal. O programa tem como objetivo investir R$ 133 bilhões em obras de duplicação, melhorias e construção por meio de concessões de 7,5 mil km de rodovias e dez mil km de ferrovias. Do total, R$ 91 bilhões irão para a malha ferroviária, e R$ 42 bilhões para a rodoviária. De acordo com o ministro dos Transportes, o cronograma estipula que nos primeiros cinco anos, o investimento já seja de R$ 79,5 bilhões, enquanto que o restante – R$ 53,5 bilhões será investido ao longo dos 25 anos seguintes, no total R$ 179 bilhões.

2013-2016 -No setor ferroviário, destaca-se a expansão da malha existente, com a construção, de novos trechos e a remodelação de trechos existentes, todos previstos no Programa de Investimentos em Logística.A expansão da rede deverá representar cerca de 43% do investimento previsto para o período. No setor portuário, a criação de novos portos públicos, com administração privada, poderá representar cerca de 30% do investimento no período. Nos setores rodoviário e aeroportuário, destaca-se a participação privada em novas concessões [aproximadamente 19% do investimento previsto no setor aeroportuário e 35% do investimento previsto no setor rodoviário].

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