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08/01/2013 - 15:57

ArcelorMittal Tubarão registra projeto na onu com capacidade de gerar 2,5 milhões de toneladas de créditos de carbono

Primeira produtora de aço integrada em âmbito mundial a validar e a registrar um projeto de crédito de carbono em larga escala no Comitê Executivo das Nações Unidas (UNFCCC), a ArcelorMittal Tubarão acaba de registrar na ONU seu segundo Projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Trata-se do maior projeto de MDL das produtoras de aço integradas no mundo, com potencial de gerar até 2,5 milhões de toneladas em CO2 em créditos ao longo de dez anos, a partir do aproveitamento integral dos gases gerados no processo de produção de coque na Sol Coqueria Tubarão.

A Sol Coqueria Tubarão – uma joint-venture formada pela ArcelorMittal Tubarão e a Sun Coke International – tem capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de coque por ano. Durante o processo de produção, o equipamento recupera o calor e produz até 170MW de energia elétrica na central termelétrica da Sol Coqueria. Esse processo de recuperação de calor, denominado heat recovery, é proveniente dos Estados Unidos e foi pioneiro em coquerias da América do Sul.

Segundo o gerente de Meio Ambiente da ArcelorMittal Tubarão, Guilherme Correa Abreu, este é o segundo projeto do Grupo ArcelorMittal registrado na ONU e tem capacidade até cinco vezes maior de geração de créditos, se comparado ao primeiro registrado pela empresa, em 2008. “Ao longo de 10 anos, temos potencial de gerar até 2,5 milhões de toneladas de CO2 em créditos de carbono.”, afirma Guilherme.

Com o registro na ONU, a empresa já se prepara para a próxima etapa, que consiste no monitoramento dos créditos e na realização da fase de verificação junto à ONU. Essa etapa deve ser concluída em dois anos, quando a empresa poderá concretizar a comercialização dos créditos.

No primeiro projeto de MDL da ArcelorMittal Tubarão, em que a empresa tinha potencial de geração de 430 mil tone;ladas de CO2 em 10 anos, o primeiro lote de créditos foi comercializado junto ao banco alemão Kreditanstalt fuer Wiederaufbau (KfW), no valor de US$ 5 milhões. “Foi a primeira experiência de venda de créditos de carbono em produtoras de aço no mundo. Envolvemos várias áreas da empresa como engenharia, operação, manutenção, automação e controladoria. Todos alinhados ao planejamento estratégico na perspectiva da sustentabilidade”, explica Guilherme.

O que é o crédito de carbono? • Para tentar solucionar problemas, como o gradual aumento da temperatura da Terra e os respectivos impactos provocados pela emissão crescente de Gases do Efeito Estufa (GEE), representantes de vários países assinaram, em 1997, no Japão, o Protocolo de Kyoto, em vigor desde fevereiro de 2005, após a ratificação de 141 países;

• O tratado estabelece metas de redução de emissões de gases poluentes para seus signatários listados no Anexo 1 do Protocolo (países integrantes da União Europeia do leste europeu, Canadá, Croácia, Grécia, Islândia, Japão, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Mônaco, Nova Zelândia, Países Baixos, Romênia, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos). Os EUA, no entanto, não aderiram;

• Foram criados mecanismos de flexibilização entre os países para facilitar o atendimento das metas de redução. Com isso, surgiu o Crédito de Carbono, que são as reduções de GEE obtidas e passíveis de serem comercializadas, permitindo a compra e venda de cotas. Os certificados podem ser obtidos em projetos como os da ArcelorMittal Brasil, enquadrados na categoria Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), voltados para a redução de emissões ou para evitar que elas ocorram futuramente. O MDL é um dispositivo criado pelo Protocolo de Kyoto permitindo aos países do Anexo 1 investirem em outras nações com projetos de redução do efeito estufa, caso do Brasil;

• Para obter os certificados, no entanto, existe uma série de etapas que a empresa deve cumprir, desde a elaboração do Documento de Concepção do Projeto (PDD), passando pelas fases de "Metodologia", "Validação", "Registro", "Monitoramento", "Verificação" e "Certificação" até chegar à emissão da Redução Certificada de Emissões (CER), aprovada por uma comissão gerenciada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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