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12/12/2012 - 08:28

Hidrelétrica do PAC no Paraná recebe investimento de R$ 1,4 bilhões

Usina Mauá produzirá energia suficiente para atender 1 milhão de consumidores.

Aproveitando a força das águas do rio Tibagi para gerar energia, a Usina Hidrelétrica Mauá, construída entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira (PR), será inaugurada no dia 12 de dezembro (quazrta-feira). O empreendimento previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, teve um aporte de aproximadamente R$ 1,4 bilhão e sua capacidade instalada - 361 megawatts (MW) - é suficiente para atender o consumo de aproximadamente 1 milhão de pessoas. A concessão de Mauá pertence ao Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, formado pela Copel (Companhia Paranaense de Energia), com 51%, e pela Eletrosul Centrais Elétricas, empresa Eletrobras, com 49%.

“Entregar essa usina aos brasileiros, especialmente aos paranaenses, é um marco para a Eletrosul, pois representa a retomada da geração de energia em um Estado onde a empresa já teve uma participação efetiva no aproveitamento hidrelétrico com as usinas de Salto Osório e Salto Santiago”, afirmou o presidente da estatal, Eurides Mescolotto. “A Usina Mauá, assim como a maioria dos empreendimentos corporativos ou nos quais a Eletrosul é parceira, faz parte do PAC, o que demonstra a visão estratégica do Governo Federal para o desenvolvimento sustentável do Brasil, a partir de uma matriz energética limpa e renovável”, acrescentou o executivo.

A solenidade de inauguração, programada para as 11 horas, contará com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (representando a presidenta Dilma Rousseff), do secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e do governador do Paraná, Beto Richa, entre outras autoridades.

A usina será inaugurada com duas de suas cinco unidades geradoras operando comercialmente – o que significa que a energia gerada pelas unidades já está sendo transmitida ao Sistema Interligado Nacional (SIN). As demais três unidades geradoras (a terceira na casa de força principal e duas menores na casa de força complementar) estão na fase de testes. A previsão é de que até o final de janeiro de 2013 todas as cinco estejam operando.

A barragem da Hidrelétrica Mauá tem 745 metros de comprimento na crista e 85 metros de altura máxima, e permitiu a formação do reservatório com 84 km² de superfície. Uma queda bruta de 120 metros foi aproveitada para levar a água do reservatório até a casa de força principal. Para isso, foi construído um circuito composto por tomada d’água de baixa pressão, túnel de adução com 1.922 metros de comprimento, câmara de carga, tomada d’água de alta pressão e três túneis forçados no trecho final.

Meio Ambiente - Ao longo da construção, foram desenvolvidos 34 programas ambientais, que fazem parte do Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento. Esses programas tiveram como objetivo mitigar, compensar impactos e potencializar os benefícios decorrentes do empreendimento. No total, o investimento nos programas do PBA já ultrapassa R$ 300 milhões.

Um trabalho cuidadoso foi realizado com as famílias atingidas pelo empreendimento. Em 2007, foi feito um censo socioeconômico das 191 propriedades que foram total ou parcialmente alagadas para a formação do reservatório. Com base nessas informações, o consórcio elaborou, juntamente com os atingidos, um Termo de Acordo, que definiu a forma de indenização pelas terras desapropriadas, benfeitorias e atividades comprovadamente inviabilizadas pela construção da usina. O documento também previa a possibilidade de algumas das famílias serem beneficiadas pelo Programa de Reassentamento, desde que atendidos os requisitos - no total, 144 famílias foram reassentadas. Um Plano Básico Ambiental foi elaborado especialmente para as terras indígenas O documento, aprovado pela Fundação Nacional do Índio (Funai), prevê a implantação de uma série de programas em oito terras indígenas.

Empreendimentos - A Eletrosul está investindo mais de R$ 6 bilhões somente em empreendimentos hidrelétricos, que somam aproximadamente 6 gigawatts (GW) de capacidade instalada. À exceção de duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em Santa Catarina, todas as obras fazem parte do PAC.

Este ano, a Eletrosul colocou em operação a Usina Passo São João (77 MW), no Noroeste do Rio Grande do Sul, primeiro marco da retomada da geração hidrelétrica pela empresa. Em Mato Grosso do Sul, está construindo a Usina São Domingos (48 MW) e, no interior catarinense, as PCHs João Borges (19 MW) e Barra do Rio Chapéu (15 MW), todas em fase final de obras. A estatal tem participação, ainda, em duas importantes obras de infraestrutura para o País: as usinas Jirau (3.750) e Teles Pires (1.820).

Ainda no segmento de geração, a Eletrosul, junto de parceiros estratégicos, tem investido fortemente em empreendimentos eólicos, que, até agora, somam 570 megawatts (MW) de capacidade instalada e aportes de recursos de mais de R$ 2,2 bilhões.

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