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22/08/2012 - 11:17

Energia integrada: aposta do futuro

Professor Maurício Tolmasquim, que participou da série sobre o modelo do setor elétrico brasileiro, na CPFL Cultura, na última quinta-feira, defende modelo híbrido que concilie planejamento e mercado.

Com o olhar no futuro e os pés bem firmes no presente, Maurício Tolmasquim, professor associado da COPPE-UFRJ e presidente da EPE - Empresa de Pesquisa Energética, expôs a importância e os desafios do planejamento do setor elétrico brasileiro, na noite da última quinta-feira [16/08], na Sede da CPFL Energia, em Campinas. O encontro, aberto ao público e transmitido ao vivo pelo site www.cpflcultura.com.br, integra a série “Modelo do setor elétrico brasileiro” que, sempre às quintas deste mês, traz um especialista para refletir sobre o segmento.

“A energia é a melhor porta de entrada para se estudar o desenvolvimento”, afirma Tolmasquim, justificando a importância do planejamento. “Se nós formos olhar ao longo da história brasileira, o planejamento não estava presente. Do início do século 20 até a década de 1940, tivemos períodos de muita falta de luz, que viraram até letra de samba”, ilustra. “Depois dos anos 1940 começa a haver uma preocupação com o planejamento nacional, com um modelo de sucesso”.

Segundo o especialista, na década de 1980, esse modelo começa a apresentar problemas. “Na década de 1990, as estatais estão fragilizadas. Final dessa história: em 2001 acontece um bruto racionamento no país, talvez o maior de nossa história. Foi um ano seco, sem dúvida, mas não se explica o racionamento pela seca. O setor elétrico tem que estar preparado para enfrentar secas. É um momento complicado porque todos são pegos de surpresa. O mais dramático é que o Brasil estava iniciando uma recuperação da década perdida (anos 1980). Nesse momento há uma transição de governo, e uma proposta de reformulação do modelo”.

Modelo híbrido -Tolmasquim, na época, foi convidado para ser o secretário executivo da então ministra de energia Dilma Rousseff e coordenar um grupo técnico com o desafio de pensar esse novo modelo. “Sempre tive claro que esse novo modelo não poderia ser uma volta ao passado. Construímos, então, um modelo híbrido para conciliar planejamento e mercado”, afirma. “Tínhamos na época 12 milhões de brasileiros sem acesso a energia elétrica. Fizemos o programa Luz Para Todos, que já deu acesso a quatro milhões”, destaca.

Tolmasquim frisa a importância de se pensar em energia de forma integrada. “O gás tem a ver com petróleo, que tem a ver com geração de energia elétrica, e assim por diante. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) tem o desafio de pensar o futuro. Não de uma forma descompromissada, mas de maneira que as coisas saiam do papel e atendam às necessidades do país”.

Segundo o especialista, entre os diversos avanços obtidos com a instauração do chamado Novo Modelo do Setor Elétrico, em 2004, está a retomada do planejamento da expansão do Sistema Elétrico Nacional, e de temas como a segurança do abastecimento, a modicidade tarifária e a universalização, requisitos indispensáveis para que o país cresça de forma sustentável.

Tolmasquim garante que a matriz elétrica brasileira é uma das mais renováveis do mundo. “A participação das fontes renováveis na geração de eletricidade no Brasil é de quase 90%, enquanto no resto do mundo é de menos de 20%. De fato, o país é um manancial rico em alternativas de produção das mais variadas fontes, como hidráulica, eólica, etanol e biomassa, o que nos dá orgulho.”

Desafios -O programa Invenção do Contemporâneo prossegue na próxima quinta-feira (23) com Hermes Chipp, diretor geral do ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico, que irá apresentar os desafios da operação do sistema elétrico brasileiro.

O encerramento da série, no dia 30, será com Nelson Siffert, superintendente da Área de Infraestrutura e Insumos Básicos do Banco Nacional do Desenvolvimento. Na pauta, “A relevância estratégica do financiamento na evolução do setor elétrico brasileiro”.

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