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29/06/2012 - 10:12

Aprobio participa de dois eventos internacionais

Conferência de Emissão de Diesel e Biodiesel Congress mobilizam especialistas em São Paulo.

O diretor executivo da APROBIO, Julio Minelli, representou a entidade em dois importantes eventos do setor em São Paulo no dia 27 de junho (quarta-feira). Pela manhã ele fez palestra e mediou uma mesa de debates na Conferência de Emissões de Diesel e ARLA 32 Fórum Brasil 2012.

À tarde, debateu a consolidação da indústria do biodiesel e as novas regras do mercado, no Biodiesel Congress. Nos dois eventos, Julio defendeu a maior participação do produto na matriz energética brasileira.

Na Conferência, o diretor da Aprobio fez uma apresentação da estrutura industrial do setor de biodiesel; falou sobre os benefícios ambientais e socioeconômicos do combustível; argumentou sobre a necessidade de manutenção da qualidade do produto, definida no Regulamento 14/2012 da ANP, em toda a cadeia produtiva; e relatou como está a interlocução da Associação com o governo federal em suas diferentes instâncias.

Mais tarde, no Biodiesel Congress, com a presença do conselheiro da APROBIO, Alexandre Pereira, Julio ponderou, em debate mediado pelo ex-ministro e professor José Goldemberg, que o preço do biodiesel varia de acordo com as curvas de preço da soja no mercado internacional, já que o grão responde por mais de 80% da matéria prima do combustível.

A argumentação foi um comentário a uma observação do professor, segundo a qual o preço do produto compromete sua competitividade, como aconteceu com o etanol nos anos 80 quando, segundo Goldenberg, o custo de produção de um litro de álcool combustível era três vezes superior ao de produção de um litro de gasolina.

Para o diretor da Aprobio, à medida que o mercado de biodiesel crescer no Brasil, e com as perspectivas de exportação, o preço tende a se adequar às condições de oferta e demanda. O representante da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE) no debate, Daniel Amaral, pontuou que a existência de estoques de passagem blindaria o mercado de tensões que impactam os preços dos óleos em geral.

Goldenberg afirmou que, “para o governo, o Plano Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) é muito mais um programa social que energético”. Assim como o professor, Julio e o empresário do setor, Ailton Domingues Braga, enalteceram a necessidade de diversificação das fontes de processamento de biodiesel, com a adoção de outras oleaginosas, como a palma e a canola.

Diante da preocupação de Goldenberg com a concentração da soja como fonte da produção de biodiesel, o que de acordo com ele prejudica a imagem do setor no exterior, Ailton ponderou que somente 18% da soja produzida no Brasil se destinam à fabricação de biodiesel.

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