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23/06/2012 - 10:29

Acordo é desdobramento da reunião dos Brics em Los Cabos

Brasil e China também firmam acordos nas áreas tecnológica e cultural.

Os governos do Brasil e da China firmaram acordo que permite a realização de swap (troca) de moedas entre os dois países, em caso de necessidade. O entendimento foi acertado em reunião bilateral com a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, durante a Rio+20. O acordo será formalmente assinado na próxima semana.

O protocolo define que China e Brasil terão a possibilidade de acessar até R$ 60 bilhões (US$ 30 bilhões) ou CNY 190 bilhões (yuans), conforme critérios técnicos a serem definidos pelos bancos centrais dos dois países. A iniciativa é um desdobramento da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) realizada no dia 19 de junho (terça-feira), em Los Cabos (México).

Na ocasião, os cinco países concordaram em dar início a discussões sobre a possibilidade de realização de swaps de moedas entre os países do grupo e também para a criação de um pool de reservas dos Brics, de modo a reforçar a solidez e solidariedade econômico-financeira desses países, fortalecendo-os diante de crises internacionais, como a que o mundo passa atualmente. Juntos, os Brics possuem o maior volume de reservas do mundo, com US$ 4,5 trilhões.

Em entrevista coletiva após o encontro bilateral, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o plano decenal de cooperação entre Brasil e China. “Estamos estreitando o relacionamento e sendo elevados a parceiros estratégicos globais” comentou, lembrando que a China é o principal parceiro do Brasil, já que representa cerca de 17% do comércio, equivalente a US$ 77 bilhões.

Ao detalhar o acordo para troca de moedas locais, Mantega explicou que a China poderá sacar do Banco Central brasileiro o que corresponde a até R$ 60 bilhões que poderão ser utilizados nas reservas chinesas ou no comércio bilateral. O Brasil, por sua vez, poderá sacar até CNY 190 bilhões também a serem utilizados nas reservas ou para trocas bilaterais. “É uma medida que reforça a situação financeira de ambos os países. É como se nós tivéssemos uma reserva adicional de recursos no momento em que a economia internacional está estressada”.

Mantega disse que esses movimentos realizados por Brasil e China levam em consideração que os países avançados vão continuar em crise, que a economia mundial continuará com problemas nos próximos tempos e que as economias mais dinâmicas sãos as dos países emergentes. “São as economias dos Brics que têm que compartilhar o seu dinamismo. O Brasil e a China manterão o crescimento e vamos continuar oferecendo oportunidades recíprocas”, reforçou.

Ele citou que, caso haja um travamento do crédito para o comércio exterior em função do agravamento da crise, o swap de moedas permitirá a manutenção do comércio entre os dois países. “Estamos criando modalidades que podem contornar problemas como esse [de escassez de crédito no mercado internacional]”.

O ministro salientou que, a partir criação do fundo financeiro dos Brics, os demais países do bloco tendem a receber esse apoio recíproco firmado primeiramente com a China.

Além do swap de moedas, Mantega informou que Brasil e a China assinaram acordo que visa aumentar as exportações de aviões brasileiros para a China. “A Embraer assinou com o governo daquele país protocolo para contratação de leasing de aviões brasileiros”, adiantou.

Também foram assinados protocolos para a implantação de uma fábrica, por meio de parceria com uma empresa chinesa, para a construção do protótipo do novo modelo comercial da Embraer e lançamento de satélites sino-brasileiros que possibilitarão o desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais a serem compartilhados entre os dois países.

De acordo com o ministro, o primeiro satélite (CBR-3) pode será lançado ainda em 2012 e o segundo (CBR-4) daqui a dois anos. Foi assinado ainda acordo para troca de informações sigilosas entre as aduanas dos dois países, de modo a permitir uma maior eficiência no combate a ilícitos aduaneiros e protocolo na área do programa ciência sem fronteiras, que permitirá o intercâmbio entre estudantes brasileiros e chineses. A China deverá, ainda, abrir um centro cultural no Brasil.

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