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22/06/2012 - 09:06

Eletrônica orgânica e impressa: tecnologia verde que pode iluminar regiões distantes com baixo custo

Impressão de fitas eletroluminescentes e painéis solares pode melhorar significativamente o custo e acesso às novas tecnologias de grande impacto social e econômico, colocando o Brasil em posição de destaque na produção de semicondutores orgânicos.

É a partir de uma instalação pioneira no hemisfério Sul, localizada em Belo Horizonte, que são produzidas, a baixo custo, dispositivos em eletrônica impressa de grande comprimento a partir da utilização de impressão por rolos (roll to roll). A expectativa é que a produção das fitas eletroluminescentes, iniciada em 2012, abra novos mercados para o país e provoque a ascensão do Brasil ao mercado de tecnologia de produtos de alto valor agregado, como células fotovoltaicas e painéis de iluminação impressa, utilizando os chamados OLEDs (organic light emitting diodes). A operação iniciada pelo Centro de Inovações CSEM Brasil foi destaque na coleção do estilista mineiro Ronaldo Fraga na São Paulo Fashion Week em junho deste ano com o lançamento da linha LUME, fitas luminescentes que funcionam como lâmpadas planas impressas em plásticos recicláveis.

A mesma técnica de produção pode ser utilizada para produção de painéis solares e tem como um dos seus objetivos atender regiões mais distantes das linhas de distribuição de energia, onde painéis leves, de fácil transporte e muito baixo custo terão grande impacto na qualidade de vida da população. Além da função social que podem desenvolver com a possibilidade de redução significativa do custo da energia elétrica, o painéis solares impressos representam uma grande revolução potencial na geração de energia limpa.

Por outro lado, as lâmpadas impressas da linha LUME apresentam extrema durabilidade, com vida útil de até 10mil horas, material flexível para diferentes aplicações e baixo consumo de energia e coma utilização de materiais não agressivos ao meio ambiente. De acordo com o CEO do CSEM Brasil, Tiago Maranhão Alves, a importância do investimento está em seu potencial de transferir para o mercado uma tecnologia radicalmente inovadora que vem sendo desenvolvida no âmbito da pesquisa. “É a chance de criar uma nova indústria e participar de um grupo de liderança internacional”, diz.

O projeto teve início com a aquisição do equipamento de impressão para prototipagem avançada e produção pelo CSEM, a partir de um convênio com a Fapemig e a Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais e envolve instituições de ponta nacionais e internacionais. Os dispositivos eletrônicos produzidos a partir da eletrônica orgânica e impressa representam importante fator competitivo e permitem que o país explore novos nichos de mercado, gere novas cadeias de valor e empregos e atraia investimentos. Com o início das operações da nova linha, o Brasil passa a criar condições de produzir, em escala comercial, dispositivos eletrônicos que utilizam plástico no lugar do silício. Assim, o país cria possibilidades palpáveis de liderar o mercado de dispositivos eletrônicos leves, flexíveis e baratos, que hoje movimenta cerca de R$ 5 bilhões mundialmente e, até 2020, pode chegar a R$ 100 bilhões.

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