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21/06/2012 - 09:51

Na Rio+20, Itaipu abre canal direto de diálogo com a ONU

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, reuniu-se no dai 18 de junho (segunda-feira), no Planetário do Rio de Janeiro, com o economista Thomas Stelzer, secretário-geral assistente do Departamento de Assuntos Econômicos da Organização das Nações Unidas (ONU). Stelzer trabalha diretamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O ministro do Meio Ambiente do Paraguai, Oscar Rivas, e a ministra da Secretaria Nacional de Emergência do país vizinho, Gladys Cardozo, também participaram do encontro.

Organizada pelo Instituto Humanitare, dentro da agenda de atividades da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a reunião abriu pela primeira vez um canal direto de diálogo entre a maior produtora de energia elétrica do Planeta e a secretaria-geral da ONU.

Atualmente, Itaipu já mantém parcerias e acordos de cooperação com outras instâncias das Nações Unidas – como a Unesco, a Onudi e a FAO.

“Essa é uma grande oportunidade de se constatar o quanto há de agenda de interesse comum entre Itaipu e ONU e o quanto essa agenda pode ser reforçada organicamente ao longo dos próximos anos”, definiu o direto de Coordenação, Nelton Friedrich, que também estava presente. “Tanto é verdade que ficou muito clara a necessidade de nos encontramos mais”, completou.

Na reunião, Jorge Samek falou sobre a importância de Itaipu para a segurança energética de Brasil e Paraguai e da nova missão da empresa, a partir de 2003 – além de produzir energia elétrica com qualidade, atuar para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região, temas em evidência na Rio+20. “Somente o Projeto Cultivando Água Boa desenvolve mais de cem ações. E tudo isso feito com muita parceria”, relatou.

A necessidade de estabelecer parcerias e de buscar o crescimento sustentável também ficou evidente no pronunciamento de Thomas Stelzer, que elegeu a energia como o centro de uma revolução necessária para o fim das agressões ao Planeta.

Ao contrário do Brasil, cuja matriz energética é limpa, a maioria dos países desenvolvidos usa fontes poluentes – como o petróleo e o carvão - para produzir energia. “Teremos que reduzir em 50% as emissões de CO2 [nas próximas décadas]”, indicou.

“O desafio é produzir oportunidade para as 80 milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho todo ano. Temos que pensar como a economia vai crescer, porque a maneira que cresceu até hoje nos levou a uma situação insustentável”, reforçou Stelzer.

O ministro Oscar Rivas disse que em 20 anos, após a conferência do Rio de Janeiro em 1992, a América do Sul sofreu uma “metamorfose positiva”, que pode ser exemplo para o resto do mundo. “Para nós, a Rio+20 é um ponto de inflexão na história da humanidade. Creio que esse é o novo momento de partida. Mesmo que não cheguemos a um consenso, esperamos uma forte união dos países para empurrar um pouco mais adiante essa agenda que estamos construindo”, afirmou.

Nelton Friedrich disse que o fato de um alto emissário da ONU falar com tanta contundência sobre meio ambiente e a importância da redução das emissões reforçam as iniciativas de Itaipu para construção de uma agenda sustentável.

“E só a relação possibilita uma aproximação maior. Quanto mais as pessoas se relacionam, as autoridades se relacionam, mais é possível construir ações conjuntas. Por isso acho que esse encontro abriu também esse caminho, mais forte, de uma relação mais direta com o próprio secretário-geral da ONU”, comentou.

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