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19/05/2012 - 06:55

Audi apresenta nova perspectiva para a mobilidade no futuro

Escritório de São Paulo foi um dos destaques do evento.Conferência "Diálogo sobre Metrópole e Mobilidade" mostra as primeiras percepções sobre as mudanças na mobilidade em todo o mundo. Arquitetos apresentam pré-requisitos e tendências para a futura mobilidade urbana.

Ingolstadt/São Paulo – A AUDI AG deu início, na última terça-feira, em Ingolstadt, à segunda edição do prêmio Audi Urban Future Award 2012. O fórum “Diálogo sobre Metrópoles e Mobilidade” teve como objetivo apresentar novas estratégias para melhorar a mobilidade no futuro e contou com a participação de seis renomados escritórios de arquitetura e urbanismo: Urban - Think Tank (São Paulo), Junya Ishigami + Associates (Tóquio), CRIT (Mumbai), Node Architecture & Urbanism (Pearl River Delta), Superpool (Instranbul), Howeler +Yoon Architecture (Boston/Washington).

Rupert Stadler (Presidente mundial da AUDI AG), Heinrich Welfing (moderador e editor do jornal alemão "Die Zeit") e Peter Schwarzenbauer (vice-presidente mundial de marketing e vendas da AUDI AG), debateram com os arquitetos, que apresentaram ao público participante espaços urbanos extremamente diferentes - geográfica, histórica e culturamente. Mas, eles também têm algo em comum: todos apresentam uma mudança de paradigma na mobilidade, já iniciada em algumas regiões e cada vez mais presente na consciência pública. Movimento ou mobilidade – conforme os arquitetos apresentaram –, hoje integram as mega cidades. Assim, a imagem de uma comunidade urbana dinâmica foi projetada, que se distanciou da tradicional ideia sobre cidades.

A vida dinâmica de São Paulo -São Paulo foi um dos destaques do fórum. Para a equipe de arquitetura da Urban Think Tank, tudo na metrópole brasileira gira em torno do movimento, mesmo que a cidade esteja associada à imagem de quilômetros de congestionamento. Para os arquitetos, que foram ganhadores do Holcim Award Silver 2012, o movimento é uma forma de vida improvisada e espontânea. Durante o debate, eles apresentaram ideias iniciais de como um modelo de sistema de mobilidade flexível e versátil poderia funcionar na capital paulista. "O exemplo de São Paulo nos ensina sobre o desenvolvimento urbano não planejado, que geralmente surge do caos, mas pode produzir soluções surpreendentemente inteligentes", comenta o vice-presidente de marketing e vendas da Audi, Peter Schwarzenbauer.

Uma colorida tapeçaria urbana de Boston a Washington -As regras e liberdades para os automóveis determinaram o fator do “Sonho Americano” nas regiões de Boston/Washington e em todos os Estados Unidos. Mais do que isso: o carro deu uma forma concreta ao sonho americano.

Durante o fórum, os arquitetos Howeler + Yoon mostraram filmes de suas próprias vivências para representar a "experiência" de dirigir na região metropolitana: o tráfego é muito denso. Por isso, apresentaram sua visão, que é a de realizar o "Novo Sonho Americano", com novos conteúdos e uma atualização contemporânea, com a ajuda da infraestrutura 2.0. Em regiões metropolitanas como Boston/Washington ou Nova York, a missão é transferir a infraestrutura já existente para a era digital. "Aqui o desenvolvimento de conceitos de ruas inteligentes pode desempenhar um papel decisivo: a própria rua se torna uma ferramenta de controle, troca informações com os motoristas e, portanto, organiza os carros de maneira eficiente", resumiu Peter Schwarzenbauer, vice-presidente mundial de marketing e vendas da Audi AG.

O alto potencial energético de Istambul -A situação em Istambul é única. A sua localização geográfica restringe as opções de rotas de transporte público: as duas metades da cidade são divididas pelo Estreito de Bósforo e o pelo fato do país estar localizado em volta de montanhas, o uso de vias férreas se faz inadequado. Os habitantes, portanto, recorrem à autoajuda. Empresas privadas de transporte e operadoras de micro-ônibus, por exemplo, prestam seus serviços de forma espontânea, sem pontos de ônibus fixos ou sem uma tabela de horários oficial. A partir desse cenário, a equipe de arquitetos da Superpool sugeriu organizar essa situação reunindo iniciativas privadas e de rede digital, já que Istambul é a cidade com a maior taxa de uso do Facebook na Europa e as redes sociais desempenham um papel importante lá. “Em Istambul, o carro continua sendo o meio de transporte número um. Por isso, gostaríamos de saber como a infraestrutura pode ser otimizada por meio de links para redes virtuais. Istambul poderia ser um laboratório para a revolução digital e para carros inteiramente conectados", explica o presidente mundial da AUDI AG, Rupert Stadler.

Mumbai – sendo agradavelmente suja -Em Mumbai, as mudanças são constantes, principalmente no uso dos espaços. Isso não significa que a infraestrutura das instalações está mudando, mas sim, que os espaços funcionais estão se unindo e conectando. Pode parecer abstrato, mas é visível nos casos em que pequenos comerciantes se instalam na escadaria de um prédio ou onde as famílias vivem e exercem a sua atividade na rua. A equipe de arquitetos da CRIT claramente visualizou isso e apresentou explicações convincentes durante o debate. Mumbai, mais do que qualquer outra cidade, representa densidade extrema e uma disponibilidade cada vez menor de espaço. Nesse contexto, organizar a mobilidade de forma eficiente significa administrar a competição por espaço. Fica claro também, que não serão as grandes soluções que irão ajudar, mas sim, as que emergem das circunstâncias locais, caracterizadas por uma compreensão cultural da região.

A grande oportunidade para o Pearl River Delta -Quatro cidades formam a região metropolitana de Pearl River Delta, na China, e existem diferenças consideráveis (histórias, identidades) entre elas. A ex-colônia britânica de Hong Kong e a cidade histórica Guangzhou (Canton) se contrastam com as recém fundadas Shenzhen e Dongguan. Além disso, o porto de mercadorias de Hong Kong exporta, principalmente, o que é produzido nas cidades vizinhas do interior. O escritório de arquitetura NODE demonstra que a infraestrutura deve ser incorporada no contexto social. "Em Pearl River Delta estamos vivenciando revoltas enormes. Em breve, 80 milhões de pessoas viverão nessa região, 80% delas migrantes. Queremos saber como ajudar e desempenhar um papel importante nessa transição para a mobilidade sustentável, usando uma infraestrutura adequada", afirma Rupert Stadler.

Tóquio - Cidade Paisagem -Ao falar sobre Tóquio, uma experiência marcante surpreendeu os participantes da conferência. Com seu ponto de vista do Extremo Oriente, o arquiteto Junya Ishigami gerou uma reflexão totalmente inusitada sobre o futuro dessa região. Tóquio foi descrita não como uma cidade, mas como uma paisagem - que mistura o natural e o artificial, o crescido e o construído. As fronteiras não são definidas e a mobilidade precisa ser completamente remodelada. O velho estilo ocidental de infraestrutura e planejamento urbano estão sendo questionados pelo vencedor do prêmio “Leão de Ouro”, realizado na Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2010.

Os seis escritórios de arquitetura participantes do fórum estão competindo, uns com os outros, e os projetos finais serão apresentados no dia 18 de outubro, em Istambul. O júri será composto por especialistas internacionais, que elegerão o vencedor do Audi Urban Future Award 2012, que receberá um prêmio de 100.000 euros.

As percepções da conferência são complexos e revelaram novos aspectos das seis regiões metropolitanas escolhidas. Nas próximas semanas e meses, a equipe Insight, um painel de especialistas de diferentes departamentos da Audi, irá analisar e condensar os resultados, e transmitir para a empresa. O intenso diálogo continuará até a apresentação do prêmio em Istambul, em outubro, e mais além, também. [www.audi-urbano-future-initiative.com | www.audi-mediaservices.com].

Perfil-O Grupo Audi entregou 1.302.659 carros da marca Audi para os clientes em 2011. No mesmo ano, a empresa registrou receitas de €44,1 bilhões e lucro operacional de €5,3 bilhões. A Audi produz veículos em Ingolstadt e Neckarsulm (Alemanha), Györ (Hungria), Changchun (China) e Bruxelas (Bélgica). O Audi Q7 é construído em Bratislava (Eslováquia). Em julho de 2010, a produção CKD do Audi Q5 foi adicionada as já existentes operações de fabricação CKD do Audi A4 e do A6 em Aurangabad (Índia). Na planta de Bruxelas, a produção do Audi A1 está em funcionamento desde maio de 2010, enquanto a produção do novo A1 Sportback começou em 2012. O Audi Q3 está sendo construído em Martorell (Espanha) desde Junho de 2011. Atualmente a empresa está presente em mais de 100 mercados em todo o mundo. As subsidiárias da AUDI AG incluem AUDI HUNGARIA MOTOR Kft., Automobili Lamborghini Holding S.p.A em Sant'Agata Bolognese (Itália), AUDI BRUSSELS S.A./N.V. em Brussels (Bélgica) e quattro GmbH em Neckarsulm. Sujeita a uma decisão positiva das autoridades de concorrência competentes, a empresa italiana Ducati Motor Holding SpA também pertence ao Grupo Audi. A Audi emprega atualmente cerca de 64.000 pessoas em todo o mundo, sendo cerca de 48.000 na Alemanha.

Entre 2012 e 2016, a marca dos quatro anéis planeja investir mais de € 13 bilhões, principalmente em novos produtos, recursos humanos e na extensão da capacidade de produção, a fim de sustentar a liderança tecnológica da empresa incorporada ao slogan "Vorsprung durch Technik". A fabricante está atualmente expandindo sua planta em Gy?r (Hungria), vai começar a produção em Foshan (China) no final de 2013 e no México em 2016.

A Audi tem cumprido com sua responsabilidade social em vários níveis, com o objetivo de garantir um futuro digno para as próximas gerações. Por isso, proteção ambiental, conservação dos recursos, competitividade internacional e uma política prospectiva de recursos humanos formam a base para o sucesso duradouro da Audi. Um exemplo do compromisso da AUDI AG para as questões ambientais é também a recém-criada Fundação Audi do Meio Ambiente. Sob o título de "Mobilidade Audi Equilibrada", a companhia está direcionando suas atividades para um objetivo maior – a mobilidade com emissão de CO2 neutralizada.

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