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19/05/2012 - 06:45

Juros baixos ainda são para poucos, constata PROTESTE

Pesquisadores simularam pedido de financiamento nas agências da Caixa e do Banco do Brasil após a anunciada queda das taxas e viram que é difícil se beneficiar da redução nos patamares alardeadas.

A PROTESTE Associação de Consumidores foi conferir em agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e constatou que o consumidor não consegue se beneficiar da redução das taxas de juros das principais linhas de crédito nos patamares anunciados pelos bancos públicos. O que os pesquisadores verificaram nas visitas feitas, no último dia 12, foi que em várias das linhas anunciadas a diferença ainda não é acessível ao consumidor e é difícil encontrar informação a respeito.

A Associação recomenda cautela ao interessado em contratar financiamento porque na maioria dos casos as taxas menores não estão disponíveis a todos. Na visita às agências foi simulado o financiamento de um carro zero quilômetro, com entrada de 40%. Na Caixa a taxa que o cliente encontra nas agências é diferente das mínimas anunciadas.

Na agência visitada em São Paulo foi informado que a taxa de juros para o financiamento em 24 vezes é de 1,92% ao mês. No Rio de Janeiro o mesmo financiamento teria a taxa de 1,70% ao mês. Nas agências das duas cidades foi informado, ainda, que a taxa de 0,98% só está disponível para quem der 50% do valor do carro de entrada e fizer o financiamento em 12 meses. Ou seja, não é para todos.

Assim como na Caixa, a simulação do financiamento no Banco do Brasil mostrou que o consumidor não terá muita facilidade em encontrar taxas de juros tão baixas quanto as mínimas divulgadas. Na Agência do Rio de Janeiro a taxa para o financiamento em 24 vezes é de 1,46% ao mês. Em São Paulo a taxa encontrada foi de 1,02% ao mês. Mas a contratação depende de uma série de fatores como o relacionamento com banco e ampla análise de crédito. Além disso, na Caixa os juros mínimos do financiamento são disponíveis apenas após três meses da abertura da conta.

Quem deseja fazer empréstimo pessoal também precisa ficar atento. A Caixa divulgou que a taxa para está linha de crédito será de 2,39% ao mês. Se, por exemplo, o consumidor utilizar o crédito pessoal da Caixa para um empréstimo de R$ 10 mil com pagamento em 12 meses, no final do contrato terá pagado R$ 11.349,43, enquanto se utilizarmos uma média das taxas de mercado o valor final será de -R$ 13.898,99. Uma diferença de R$ 2.549,56. Mas para ter acesso a essa taxa é preciso ter conta-salário no banco e a aprovação está sujeita análise de crédito.

No Banco do Brasil, na agência visitada no Rio, a taxa para empréstimo pessoal fornecida varia de 5,10% a 6,79% ao mês, para clientes regulares. Tanto no Rio quanto em São Paulo os gerentes não tinham a informação exata de qual seria taxa para os que possuem conta-salário, informando apenas que a taxa irá depender da análise de crédito do cliente.

Com relação às taxas do rotativo do cartão de crédito a PROTESTE recomenda atenção, na Caixa a nova taxa de juros de 2,85% ao mês é válida somente para o novo cartão, chamado “cartão Azul Caixa”. Nos outros cartões da instituição as taxas são bem mais elevadas.

Ficou claro que não atingirá todos os interessados a estratégia do governo de usar os bancos públicos para forçar a queda nos spreads (diferença entre o custo da captação e o valor cobrado do tomador final) e assim impulsionar o crescimento do país.

Dicas para o consumidor Apesar de as melhores condições de crédito ser ofertadas para os clientes que vierem de outros bancos, o consumidor tem que avaliar bem antes de decidir transferir sua conta.

Vale a pena tentar negociar condições melhores na instituição da qual já é cliente. Quem tem vários produtos no mesmo banco, como seguros e aplicações financeiras, tende a ter maior poder de barganha quando precisa de um financiamento.

A decisão sobre permanecer cliente de uma instituição ou migrar para outra deve levar em consideração outros aspectos além dos juros cobrados nos financiamentos. É preciso analisar, por exemplo, os preços dos pacotes de tarifas de cada banco.

As melhores condições para se beneficiar dos juros baixos na Caixa e no Banco do Brasil são ofertadas para os clientes que vierem de outras instituições por meio da conta-salário, mecanismo criado pelo Banco Central que permite ao cliente levar seu salário para o banco de sua preferência.

Com os bancos públicos ofertando taxas de juros menores é a hora de tomar a iniciativa, procurar o gerente de sua conta e barganhar uma taxa menor. O gerente não vai querer perder um bom cliente. Se esta tática não funcionar mudar de banco pode ser uma boa opção depois de pesquisar bem.

Lembre-se que com a portabilidade bancária, em vigor desde 2006, além da transferência do salário, é possível também transferir dívidas de um banco para outro. A operação não tem custos tributários nem tarifa para transferência. Cobranças de multas também não são permitidas.

Contudo ao avaliar se a mudança vale a pena é preciso ter bastante atenção e procurar saber quais os serviços e tarifas precisam ser contratados para ter acesso aos juros menores. Tais cobranças podem encarecer o crédito e tornar a vantagem dos juros menores nem tão vantajosa assim.

Lembre-se que não basta ir ao banco ou até mesmo fazer a transferência da conta-salário para ter acesso a taxas mais baixas. A definição da taxa de juros cobrada depende de uma série de fatores como, por exemplo, uma ampla análise de crédito e da verificação do nível de relacionamento do banco com o cliente. Saiba que em muitos casos as atrativas taxas divulgadas são as mínimas e que conseguir contratá-las está condicionado a uma série de fatores.

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