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04/05/2012 - 08:23

Mestrandos do CTC/PUC-Rio criam games que auxiliam no aprendizado de autistas

Softwares desenvolvem fala, vocabulário e interação social de crianças e jovens portadores da doença.

Dois alunos de mestrado do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) desenvolveram jogos que auxiliam no tratamento de crianças e jovens autistas. De maneira divertida e interativa, os games provam que a informática, neste caso, a área da Interação Humano-Computador, pode ser uma importante aliada na contribuição de necessidades específicas, ajudando estas pessoas a superarem dificuldades de compreensão, interação social e fala.

Mesa touchscreen auxilia na interação de jovens - A estudante colombiana Greis Silva, de 26 anos, criou o jogo PAR (peço, ajuda, recebo), instalado em uma mesa touchscreen da própria PUC, que permite a interação social de jovens autistas entre 12 e 17 anos. No aplicativo, que pode ser customizado de acordo com as necessidades de cada um, o jovem autista só consegue desenvolver uma tarefa se tiver ajuda de outra pessoa com a mesma doença, o que o ajuda a identificar a importância de estar integrado aos demais. “Aplicações computacionais desenvolvidas para interfaces multitoque permitem a interação de mais de uma pessoa ao mesmo tempo e podem contribuir de alguma maneira no apoio do tratamento da interação social de usuários autistas”, afirma Greis.

O projeto para a tese de mestrado foi iniciado em setembro de 2011, sob a orientação do professor Alberto Raposo, do Departamento de Informática da PUC-Rio, e ganhou forma a partir de uma busca detalhada de informações sobre a doença. Em seguida, Greis desenvolveu o software e a aplicação no público alvo. Desde o dia 24/04, a mesa touchscreen está sendo testada com oito crianças e jovens no Instituto Ann Sullivan (www.institutoannsullivan.org.br), no Rio de Janeiro, especializado no tratamento do autismo.

Jogo de computador desenvolve vocabulário de crianças -Com orientação da professora Simone Barbosa, do Departamento de Informática da PUC-Rio, e o auxílio de fonoaudiólogos, psicólogos e mães de algumas crianças, Rafael Cunha, de 32 anos, criou um jogo de computador para desenvolver o vocabulário e ajudar no aprendizado de palavras e imagens para crianças autistas de 5 a 9 anos. Com um visual atraente e a ajuda de um simpático esquilo comandando cerca de 100 itens, elas aprendem a distinguir objetos como talher, colher e garfo, por exemplo. De acordo com as necessidades específicas de cada uma, é possível acrescentar outras palavras.

Segundo Rafael, o interesse em desenvolver o jogo partiu da carência de softwares educacionais apropriados para crianças autistas. “Com eles é possível criar ambientes controlados, interessantes e sem distrações. Essas são consideradas características importantes para o sucesso no tratamento de pessoas com autismo”, declara. Os resultados com os cinco meninos que participaram dos testes foram aprovados pelos pais. De acordo com eles, os filhos aumentaram o vocabulário e melhoraram na questão do foco e da concentração. Rafael já pensa em uma nova versão do jogo para iPad, iPhone e dispositivos com Android. A nova versão também contará com mais personagens, cenários e novas palavras. O jogo estará disponível na internet até junho deste ano e ficará hospedado no site [www.jogoseducacionais.com].

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