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28/04/2012 - 10:36

Eliminação do uso do HCFC mexe com o mercado de refrigeração e ar-condicionado

Abrava promoveu palestra com presidente da entidade sobre o assunto durante a Forind NE.

Indústrias e trabalhadores da área de ar-condicionado e refrigeração devem se preparar para eliminar o comércio do gás HCFC (hidro-cloro-fluor-carbono), que agride o meio ambiente. O cerco contra ele começou em 2010 e vai ser apertado ano a ano até 2030, quando será totalmente retirado do mercado brasileiro. Para orientar empresários e outros profissionais do segmento, a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) trouxe o presidente da entidade, Samoel Souza, para Pernambuco, e promoveu uma palestra dentro da FReunião pública discute processo de unificação das licenças ambientais operacionais da central nuclear de Angra

No dia 26 de abril(quinta-feira), Angra dos Reis foi palco de reunião pública para discutir e tirar dúvidas sobre a unificação das licenças ambientais operacionais das instalações da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. O evento, organizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), reuniu em torno de 230 pessoas no Cine Teatro Praia Brava, no município da Costa Verde.

Com a medida, a central nuclear de Angra passará a ter uma única licença, que englobará todas as suas instalações em operação. Angra 3, que está sendo construída, e o prédio de monitoração do Centro de Gerenciamento de Rejeitos (CGR), que está em fase de projeto, terão um processo de licenciamento separado. A partir do momento que esses empreendimentos entrarem em operação, serão agregados à licença unificada. Ela também incluirá os programas ambientais e as ações socioambientais que atendem às condicionantes do licenciamento do Ibama.

Para o diretor de Operação e Comercialização da Eletrobras Eletronuclear, Pedro Figueiredo, a unificação simplifica o licenciamento, mas sem perder a qualidade. “Essa medida integra ações individuais, que atendem ao mesmo fim e, hoje, estão pulverizadas, tornando-as mais efetivas. Reuniões públicas, como essa que o Ibama realizou em Angra, contribuem para a construção de um processo de licenciamento mais sólido”, ressalta o dirigente.

Mais agilidade -A opinião de Figueiredo é compartilhada pelo superintendente de Licenciamento e Meio Ambiente da Eletronuclear, Ronaldo Oliveira. Ele afirma que a unificação dará mais agilidade ao processo. “O licenciamento se tornará mais eficaz. Esse é o principal objetivo. Isso trará benefícios para todas as partes”, destaca.

Já a diretora de Licenciamento do Ibama, Gisela Forattini, frisa que o processo se tornará ainda mais transparente. Segundo ela, a mudança proporcionará uma harmonização de procedimentos, otimizando o trabalho do instituto. Sobre a reunião pública, ela afirma que o saldo foi bastante positivo. “Essa foi uma oportunidade de ouvir todos os envolvidos no processo, inclusive, as comunidades do entorno da central nuclear. Recebemos sugestões relevantes”, analisa.

Além da Eletronuclear e do Ibama, participaram do evento a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro e as prefeituras de Angra, Paraty e Rio Claro, além de organizações não governamentais e representantes da população. A reunião contou com apresentações sobre as atividades da Eletronuclear, os projetos de inserção regional da empresa, o licenciamento ambiental e nuclear e os planos de emergência local e externo. NE – Feira de Fornecedores Industriais do Nordeste.

O HCFC é menos nocivo à camada de ozônio do que o CFC, proibido no Brasil desde 1988 em aerossóis e cujo uso foi extinto em 2010. No entanto, o gás ainda é prejudicial ao meio ambiente. Por isso, durante a Convenção de Montreal, de 1999, foi determinado que também o HCFC saia do mercado. O Plano Brasileiro para Eliminação do HCFC fixou que até este ano, o uso do gás só poderia crescer na mesma proporção do Produto Interno Bruto (PIB) e que, a partir de 2013, essa alíquota de crescimento seja congelada. Em 2015, esse percentual será reduzido em 10%; em 2020, mais 35%; e, em 2030, o corte chegará a 97,5%. O restante deverá ser extinto até 2040.

As mudanças atingem diretamente toda a cadeia de ar-condicionado e refrigeração, para onde vão cerca de 98% do HCFC usado no Brasil. Contudo, o presidente da Abrava, Samoel Souza, explica que para cada tipo de HCFC há pelo menos uma alternativa para o mercado. “E outras incontáveis estão em desenvolvimento”. Ele esclarece que o comércio do HCFC é fiscalizado pelo Ibama e acompanhado pelo Ministério do Meio Ambiente, de onde também vem o apoio para as empresas migrarem de matéria-prima. “Há financiamentos e investimentos disponíveis para as empresas do setor que precisam deixar o HCFC e migrar para estas alternativas”, explica Souza. Os recursos financeiros são necessários porque a adequação requer aplicações como compra de novos equipamentos.

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