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27/03/2012 - 09:37

Programa de Resíduos Portuários da SEP chega a São Paulo

Porto de Santos recebe u equipe de pesquisadores dia 26 de março (segunda-feira).

O programa “Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos”, criado pela Secretaria de Portos (SEP/PR) da Presidência de República, chegaouao Porto de Santos no dia 26 de março (segunda-feira). A equipe de pesquisadores do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ, responsável pela coordenação dos trabalhos, e do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig/Coppe/UFRJ), estará no Porto de Santos hoje, dia 26 de março, para apresentação do programa, criado para identificar resíduos em 22 portos brasileiros. Este programa está contemplado nas ações do PAC 2, com recursos de R$ 16 milhões. Esta primeira fase de diagnóstico terá duração de um ano e ao fim deste prazo trará não apenas soluções para melhor coleta e gestão dos resíduos deixados pela operação portuária como sugestões para seu uso comercial. Para fazer este diagnóstico, os pesquisadores do PPE e do Ivig contam com a ajuda de profissionais locais.

Está sendo estabelecida uma Rede de Competências, formada por Universidades Federais, Institutos de Pesquisas e consultorias especializadas.

Para o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, o trabalho traz ganhos diversos para o país, que passa a tratar seus resíduos adequadamente, além de oferecer às universidades possibilidade de novos conhecimentos, que certamente trarão desdobramentos científicos relevantes. O diretor da SEP, Antonio Maurício Ferreira Netto, acrescenta que este programa é uma política de estado, que pretende incorporar aos portos ações e procedimentos sustentáveis para que possam conviver mais harmonicamente com as cidades e regiões onde estão inseridos.

O trabalho começou no ano passado nos Portos do Rio de Janeiro e Itaguaí (RJ). Este ano, as atividades foram iniciadas em seis portos nordestinos: Fortaleza, Natal, Recife, Suape, Cabedelo e Maceió, e ainda no Porto de Paranaguá (PR). Até abril, a previsão é que todos os 22 portos tenham iniciado o programa. “Fazemos uma apresentação formal do trabalho em cada porto e treinaremos as equipes locais para a coleta. Os dados serão enviados para o centro de coleta e tratamento para que sejam aplicados modelos matemático-estatísticos que vão gerar indicadores de cada porto”, explica Aurélio Murta, um dos coordenadores do programa.

Execução do Programa - O programa contempla ainda os seguintes portos: Porto de Vila do Conde e Porto de Belém/PA; Porto de Itaqui/MA; Porto de Salvador, Porto de Aratu e Porto de Ilhéus/BA; Porto de São Sebastião (SP); Porto de Vitória (ES); Porto de São Francisco do Sul, Porto de Itajaí e Porto de Imbituba/SC; e Porto de Rio Grande/RS.

O professor Marcos Freitas, coordenador do PPE, explica que o trabalho identificará todos os resíduos e efluentes gerados nos portos e indicará as boas práticas para a sua gestão, elevando o Brasil a um padrão internacional no cumprimento de normas nas áreas de meio ambiente e vigilância sanitária e agropecuária. “Parte do lixo, poderá, por exemplo, ser transformada em energia, gerando economia para os portos ou mesmo receita extra”, completou.

O programa fará três tipos de diagnóstico: resíduos sólidos; efluentes líquidos e fauna sinantrópica nociva (pombos, ratos, insetos e outros animais). Os resíduos são gerados pelos navios, pela operação portuária e pelos escritórios situados no porto e incluem desde alimentos dos cruzeiros de luxo ao acúmulo de grãos resultante das operações portuárias ou papel descartado pelas empresas. Efluentes líquidos também são gerados por operações de bordo, portuárias e administrativas, incluindo esgoto e óleo combustível. Já a fauna é classificada de duas formas: Fauna Sinantrópica: espécies animais que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeito da vontade deste; e Fauna Sinantrópica Nociva: que interage de forma negativa com a população humana, causando-lhe transtornos significativos que representem riscos à saúde pública.

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