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29/10/2011 - 09:07

SEP e Codesp anunciam a retirada Ais Giorgis no Porto de Santos

A obra é fundamental para o aprofundamento e alargamento do canal de navegação do Porto de Santos.

A Codesp iniciou, nesta semana, os serviços para remoção dos destroços do Ais Giorgis, embarcação que naufragou no estuário do Porto de Santos na década de 1970. A obra é mais uma ação da Secretaria de Portos para melhorar e adequar toda a infraestrutura portuária do país e envolve recursos da ordem de R$ 17,9 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Codesp.

A obra foi iniciada dia 26 de outubro, com a sinalização do local dos trabalhos. Os restos do Ais Giorgis (casa de máquinas e partes do casco) encontram-se no fundo do estuário, em frente aos armazéns 15 e 16, próximos à Margem Esquerda, parcialmente cobertos por sedimentos.

A primeira fase-A retirada é precedida pela remoção dos sedimentos acumulados nos destroços do navio, a ser executada em duas etapas. Primeiramente será removido um volume de 150 m3 de sedimentos contaminados, identificados por coordenadas. Este material será transportado por tubulação interligada a um canteiro de obras, especialmente preparado, na Margem Esquerda do porto, em frente ao local onde serão realizados os trabalhos.

A dragagem dos sedimentos será feita através de bomba de sucção, instalada em embarcação de apoio, ancorada na área onde estão os destroços. O tubo, amparado pela embarcação, estará em grande parte fora da água, acompanhando sua superfície. No fundo do estuário, a sucção será conduzida por mergulhadores, a fim impedir a dispersão dos sedimentos.

O material é direcionado para duas caixas, onde ocorre a separação das partes sólidas e líquidas. Os resíduos sólidos serão acondicionados em um geotube, onde passam por um processo de secagem, através do esgotamento da água, ao ser comprimida e isolada do ambiente pela trama de alta resistência do bag acondicionador. Após análise, esse material, juntamente com os resíduos líquidos (que passam por tratamento), recebem destinação apropriada.

Um volume de sedimentos de, aproximadamente, 3.500 m3, a ser dragado, está em conformidade com os padrões estabelecidos para descarte dentro do polígono oceânico, licenciado para receber material proveniente de processos de dragagem. Esta segunda retirada de sedimentos é necessária para viabilizar os trabalhos de corte e içamento das partes do Ais Giorgis.

A retirada dos destroços-A retirada tem início com o corte dos destroços, pelos mergulhadores, com uso de eletrodos de corte. Os serviços ocorrem somente durante o dia e dependerão das condições das correntes marítimas. As partes serão içadas por um guindaste flutuante de grande capacidade e removidas por guinchos instalados no canteiro na Margem Esquerda.

A expectativa é concluir a obra até março de 2012, a fim de se atingir a profundidade de 15 metros e o alargamento do canal de navegação para 220 metros.

O Ais Giorgis, da armadora Shipmeyr, naufragou no estuário do Porto de Santos em 08 de janeiro de 1974, após incêndio a bordo, quando operava na descarga de caixas, sacos e tambores contendo leite em pó, óleo de pinho, resina e produtos químicos. Por oferecer risco a outras embarcações, na madrugada do dia 9 de janeiro de 1974, o navio foi puxado para o meio do estuário e encalhado próximo à Margem Esquerda do porto. No dia 08 de julho de 1979, violento vendaval quebrou suas amarras e o arrastou para o meio do estuário onde naufragou.

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