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28/09/2011 - 07:47

Brasil sobe para o quarto lugar no ranking mundial de produtor de confecção

11ª edição Brasil Têxtil aponta Brasil como último grande player não asiático do setor têxtil.

No ano passado, o setor têxtil e de confecção brasileiro teve um forte crescimento, alcançando US$ 60 bilhões de dólares de faturamento. O resultado se deve, basicamente, ao mercado interno onde permaneceram mais de 92% de toda a produção. Apesar de a balança comercial estar deficitária desde 2006, a 11ª edição do Brasil Têxtil, lançada neste mês, revela que o Brasil já saltou, desde 2009, da 5ª para a 4ª posição no ranking mundial dos produtores de confecção, atrás apenas da China, índia e Paquistão, respectivamente. Isto torna o Brasil o último grande player não asiático do setor.

O Brasil Têxtil é um relatório setorial anual produzido pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), por meio do Texbrasil (Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira desenvolvido com a Apex-Brasil).

Com 9,8 bilhões de peças produzidas, o Brasil hoje representa 12,6% do volume total produzido fora da Ásia, ainda que quase tudo fique no próprio País. “Os empresários estão fazendo a sua parte. O setor nacional saltou de uma média de US$ 883 milhões de investimento anual em 2006, para US$ 1,5 bilhão em 2010. O número de empresas em atividade também pulou de 26 mil para 31 mil, nesse mesmo período” explica Marcelo Prado, diretor geral do IEMI.

O Setor Têxtil e de Confecção participa com 5,5% da receita líquida da indústria de transformação do Brasil e com 16,4% dos empregos gerados em 2010, provando ser ainda um grande amortecedor social com mais de 1,6 milhão de trabalhadores diretos. “A despeito da crise e dos mercados tradicionais em retração, no período de 2009 a 2010, o mercado interno brasileiro estava bem aquecido e, mesmo com aumento contínuo dos produtos importados, a indústria brasileira teve um expressivo faturamento” confirma Aguinaldo Diniz Filho, presidente da ABIT. “No entanto, o cenário em 2011 já se apresenta bem diferente, e de janeiro a agosto a queda na produção está em 12%, enquanto o varejo acumula alta de 6%. Resultado da crise do algodão vivenciada neste ano, desaquecimento do mercado interno e maior participação dos importados” explica Diniz Filho, já projetando que 2011 não irá repetir o crescimento do ano anterior.

Abaixo, alguns números que estão presentes no Brasil Têxtil: .O número de empresas em atividade passou de 26 mil em 2006 para quase 31 mil em 2010.

O número de pessoas ocupadas, que em 2006 era de 1,52 milhão, chegou a 1,67 milhão em 2010.

Na produção mundial de têxteis básicos (fios, tecidos malhas), o Brasil é o quinto maior produtor mundial, atrás de China, Índia, Estados Unidos e Paquistão.

A produção de têxteis básicos no Brasil passou de 1,96 milhão de toneladas para 2,25 milhões de toneladas, entre 2006 e 2010.

A produção de artigos confeccionados, que foi de 7,9 bilhões de peças em 2006 atingiu 9,8 bilhões de peças em 2010, incluindo artigos de vestuário, linha lar e artigos técnicos e industriais.

A produtividade média para os têxteis básicos, por sua vez, subiu de 5,9 para 6,6 toneladas por funcionário ano (+12% no período).

Para os artigos confeccionados não foi diferente. Para estes produtos, a produtividade média subiu de 6,6 para 7,4 mil peças por funcionário ano (+11% no período).

No período (2006 a 2010) o setor investiu nada menos que US$ 4,3 bilhões de dólares em modernização e incremento da capacidade de produção, passando de um aporte anual de US$ 883 milhões em 2006 para US$ 1,5 bilhão em 2010.

Apesar dos problemas que o setor enfrenta em 2011 (carga tributária, concorrência asiática, câmbio e juros) o Brasil continua lutando para se manter sólido e representativo em todos os elos da Cadeia Produtiva Têxtil. Para isto, segue investindo na eficiência e na ampliação da sua produção, desde as fibras naturais e químicas, até a roupa pronta, visando garantir sua plena capacidade em atender as necessidades do crescente mercado consumidor brasileiro e aumentar sua participação do mercado internacional.

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