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23/08/2007 - 09:25

América Latina e Ásia debatem investimentos, Doha e turbulências


Brasília (DF) - A América Latina e a Ásia debateram na quarta-feira como ampliar o comércio entre as duas regiões, em um fórum no qual manifestaram preocupação com as turbulências financeiras mundiais e defenderam a conclusão da chamada Rodada de Doha da abertura comercial global.

O 3º Fórum de Cooperação América Latina-Ásia do Leste (Focalae) reuniu 37 países, entre os quais estão algumas das economias mais dinâmicas do mundo.

"Já não basta a integração sul-americana ou latino-americana, necessitamos desta convergência, de redes entre estas duas zonas do mundo", disse o chanceler chileno, Alejandro Foxley.

No Fórum, que visa a aproximar funcionários, empresários e órgãos oficiais, o vice-chanceler da China, Li Jingzhang, disse que seu país, forte importador de matérias-primas da América Latina, "não pode se desenvolver sem estar conectado com o mundo".

Cerca de 20 chanceleres participam da reunião. O do Panamá, Samuel Lewis Navarro, disse que foram discutidas "as ações para garantir que se possam estabilizar os mercados financeiros". Na opinião dele, "já se vai vendo o final" das turbulências.

Celso Amorim, chanceler brasileiro e anfitrião da reunião, conclamou a uma rápida solução para a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), "com base em acordos que sejam equilibrados e justos e que tenham em devida conta os interesses dos países menos desenvolvidos".

Segundo Amorim, os ministros participantes discutirão com maior profundidade na quinta-feira, antes do encerramento, o estado das paralisadas negociações da OMC e mencionarão o tema na Declaração de Brasília, a ser divulgada no fim do encontro.

Amorim acrescentou que uma finalização da Rodada de Doha que atenda aos interesses dos países em desenvolvimento tornou-se mais urgente "à luz das turbulências do mercado financeiro geradas nos países ricos e que nos afetam a todos".

Nas últimas semanas, os mercados financeiros internacionais se viram contaminados por temores sobre o setor de crédito nos Estados Unidos. As preocupações se estenderam à liquidez global.

Sobre o mesmo assunto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao receber os participantes do Fórum, reivindicou o diálogo entre os países que não estão no centro das finanças e do comércio mundial, e também sua política externa, plena de ações de contato entre países do sul do mundo.

"É preciso que tenhamos uma relação mais plural e estarmos menos vulneráveis a qualquer crise que possa ocorrer no mundo", disse Lula, referindo-se às recentes turbulências financeiras nos EUA, que atingiram também o Brasil.

"É preciso criar o hábito de se reunir [para ver] como nos armamos para enfrentar crises que nem sempre dependem de nós", concluiu Lula.| Por: Guido Nejamkis/Reuters.

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