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13/09/2011 - 10:59

Inmetro analisa embalagens descartáveis de alumínio

Todas as 11 marcas avaliadas pelo Instituto apresentaram problemas.

O Inmetro avaliou, como parte do Programa de Análise de Produtos, embalagens descartáveis de alumínio, conhecidas popularmente como "quentinhas". Os resultados demonstraram que a tendência do setor é a de não conformidade em relação à norma técnica vigente, já que todas as 11 marcas analisadas não atenderam a pelo menos um dos requisitos técnicos.

No segmento de embalagem, o alumínio se destina, principalmente, aos mercados farmacêutico, de higiene e alimentício. Uma das aplicações do alumínio no setor alimentício se refere às atividades que exploram as chamadas "refeições rápidas" - restaurantes self-service, lanchonetes fast food e etc. A fabricação de embalagens de alumínio beneficia-se desse desenvolvimento, pois fornece um produto fundamental para essas atividades.

Na vida moderna, rapidez e praticidade são fundamentais. E nisso as embalagens descartáveis de alumínio contribuem muito. Usando uma mesma embalagem, o consumidor pode armazenar, congelar, descongelar, aquecer e servir alimentos, além da comodidade de descartá-las com 100% de reciclagem.

Com essa crescente utilização desse produto pela população – e para informá-la sobre a sua correta utilização -, o Inmetro decidiu analisar as embalagens descartáveis de alumínio a fim de verificar o volume, a espessura e as informações de identificação contidas nessas embalagens.

Os resultados encontrados demonstram que existe uma prática entre os fabricantes de não atendimento ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor – CDC, pois 90% das marcas de “quentinhas” analisadas apresentaram um volume menor do que deveriam.

Esse tipo de não conformidade lesa o consumidor e fere o que o art. 6º, III, do CDC, que dispõe que constitui direito básico do consumidor a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem.

Somado a isso está o fato de que algumas embalagens também apresentaram uma espessura menor, o que pode comprometer a segurança do consumidor. A fragilidade do produto, causada pela redução da espessura, aumenta a possibilidade de um acidente de consumo, uma vez que a embalagem pode romper e dessa forma, provocar queimaduras e cortes no usuário. Além disso, essa redução também é um indicativo de que a folha de alumínio, utilizada para fabricação das quentinhas, está sendo vendida com uma espessura menor.

A análise dessas embalagens é fundamental para informar o consumidor quanto à segurança no uso do produto. “Diante dos resultados encontrados, o Inmetro se reunirá com representantes das empresas analisadas, bem como entidades de defesa do consumidor e a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), para propor medidas de melhorias para o produto”, explica Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro.

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