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03/09/2011 - 11:21

Brasil é o país mais empreendedor do G20


No país 17,5% da população possui um tipo de negócio próprio.

O Brasil é o país mais empreendedor do G20 – grupo das 20 nações mais ricas do mundo, onde 17,5% da população está a frente de um negócio. O índice coloca os brasileiros a frente dos chineses, que ocupa a 2ª colocação, com 14%. Os dados foram divulgados ontem, dia 1º, pelo gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Ênio Pinto, durante o Seminário Gestão da Micro e Pequena Empresa – Desafios, Cenários e Perspectivas, realizado na sede do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES).

Este resultado é alcançado basicamente pelo alto número de empreendimentos de micro e pequeno porte no país, que representam 99,1% dos negócios formais. No Estado, são mais de 118 mil negócios formais que se enquadram nesta categoria, o que significa 99% dos empreendimentos legais.

“As MPEs possuem ampla participação na economia brasileira, representando 25% do PIB nacional. Elas também cumprem um papel importante econômico social, já que absorve quase 60% da força de trabalho do setor formal urbano. Além disso, o Espírito Santo possui cerca de 35.300 empreendedores individuais”, analisa o presidente do CRA-ES, Marcos Félix Loureiro.

Gargalos-Apesar de estar em plena expansão e desenvolvimento, o Brasil ainda lida com alguns gargalos, como a carência de investimentos em inovação e tecnologia, principalmente os destinados a empreendimentos de pequeno porte.

No Espírito Santo a situação é semelhante. Além disso, ainda falta capacitação para os gestores, o que contribui para aumentar a mortalidade das empresas no Estado. Atualmente, 68% dos empreendimentos fecham as portas por causa de falhas gerenciais. “A maioria dos novos empreendedores não fazem pesquisa e não possuem pensamento de crescimento e inovação. É necessário investir em gestão, qualificação e estratégias para avançarmos”, ressalta o gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Ênio Pinto.

Para Enio, as pessoas criam as empresas para suprirem necessidades financeiras, enquanto não possuem outra fonte de renda. “Elas não investem no negócio como empreendimento e, assim que arrumam um emprego, fecham a empresa por não terem visão de crescimento e gestão”, disse.

“Durante muito tempo, o desenvolvimento do Estado foi pensado a partir das grandes indústrias. Hoje, entendemos que os pequenos empreendimentos são muito bem-vindos e crescem cada vez mais. Dessa forma, queremos pensar estratégias para a recuperação e a redução da mortalidade das empresas”, afirmou o vice-governador, Givaldo Vieira.

O Espírito Santo-Os capixabas se destacam nacionalmente quando o assunto é empreendedorismo. As empresas do Estado possuem a maior taxa de sobrevivência até dois anos (85,8%) e o CRA do Espírito Santo foi o que mais registrou Pessoas Jurídicas nos primeiros seis meses de 2011, em comparação aos CRA’s de outros Estados. Foram 179 novos registros, crescimento de 12,83% em relação ao final de 2010.

No Espírito Santo, existe uma empresa de micro ou pequeno porte para cada grupo de 30 habitantes. Esta é a conclusão tirada a partir do cruzamento de dados do MpeData, com dados habitacionais do Censo 2010 do IBGE.

.[Foto: O vice-presidente do CRA-ES, Fernando Gadelha (direita), o gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Ênio Pinto (centro), e o presidente do CRA-ES, Marcos Félix Loureiro].

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