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02/09/2011 - 09:25

Porto do Rio Grande trata da complementaridade com a Argentina e o Uruguai


A complementaridade entre os portos foi o tema do 1º Encontro Regional de Protagonistas Portuários realizado no dia 30 de agosto (quarta-feira), no hotel Radisson, em Montevidéu. O evento reuniu as autoridades portuárias de Rio Grande, do Uruguai e da Argentina. Durante todo o dia, a temática foi discutida em conferências, mesas redondas e networking. O presidente do Uruguai, José Mujica, realizou o encerramento com uma mensagem de integração entre os países do Mercosul.

O Porto do Rio Grande integrou o evento com uma comitiva formada por mais de 60 pessoas. Entre elas, estiveram funcionários da Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg), representantes dos trabalhadores, dos operadores, dos agentes marítimos, dos terminais privados e da Associação Gaúcha dos Terminais Retroportuários e Recintos Alfandegados.

A mesa de abertura foi composta pelo Superintendente do porto gaúcho, Dirceu Lopes, juntamente com o Presidente da Administração Nacional de Portos do Uruguai, Alberto Díaz, e do Administrador Geral dos Portos de Buenos Aires, Oscar Vecslir. Em seguida, o chefe do serviço de infraestrutura da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), Ricardo Sanchez, palestrou sobre o “Cenário Global e a Complementaridade dos nossos portos”. Após, o Presidente do Porto de Bahia Blanca, Jorge Otharán, e o Presidente do Porto de Santa Fé, Marcelo Vorobiof, apresentaram a infraestrutura de seus portos e os projetos para o futuro.

Na sequência, os administradores apresentaram suas percepções sobre a complementaridade entre os três portos. Vecslir falou sobre a situação atual do porto de Buenos Aires e mostrou-se favorável a desenvolver a complementaridade com os outros portos. Já Díaz disse que o porto de Montevidéu precisa da complementaridade, mas o país não tem a mesma escala de produção que a Argentina e o Brasil. Por isso, segundo ele, a intenção do Uruguai é aprimorar sua condição logística.

Dirceu Lopes afirmou que trabalhar os portos de forma integrada e na complementaridade elevará o grau de sucesso do negócio portuário. “Reunir aqui os protagonistas dos processos portuários dos três países nos dá uma grande expectativa de êxito. Além disso, colocar na agenda política dos três presidentes o tema porto é fundamental. Entre nós, o caminho só pode ser e certamente será o da complementaridade”, finalizou o superintendente do Porto do Rio Grande.

Após a participação de representantes dos centros de navegação e ainda os debates sobre os requisitos para a implantação da complementaridade, ficou definida a criação de um grupo de trabalho composto por integrantes dos três países para fazer um diagnóstico das potencialidades e dos gargalos do processo, que deve ser apresentado em 90 dias.

O encerramento do encontro foi realizado pelo Presidente do Uruguai, José Mujica. Em sua fala, ele ressaltou a importância histórica dos portos para as nações. “Os portos não são causa, mas sim consequência. Portanto, são determinantes para os países”. Sobre a complementaridade, ele disse que é preciso a integração entre os países do Mercosul para competir com as nações mais desenvolvidas.

O 1º Encontro Regional de Protagonistas Portuários foi organizado pela Mercosoft Consultores.

A complementaridade- A sistemática pretendida é de que os navios que partem do Uruguai e Argentina com carga incompleta, possam realizar o preenchimento da mercadoria no Porto do Rio Grande, visto que este possui um canal de acesso mais profundo que a entrada do Rio da Prata. Da mesma forma que os navios com destino aos outros países, podem desembarcar, anteriormente, parte da carga no porto-riograndino. A complementaridade poderá resultar em um crescimento de até 35% no volume de cargas movimentadas. |Lorena Barros Garibaldi.

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