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24/08/2011 - 09:45

Etanol: produção retrocede e demanda continua crescente

Na semana retrasada a UNICA confirmou a estimativa de produção na casa de 510 milhões de toneladas de cana de açúcar moídas para a atual safra de 2011/2012, ante o número de 560 milhões divulgados no início do ano. Essas estimativas já afetam os preços do açúcar (as indústrias vão continuar a pagar preços maiores para o açúcar no mercado interno) e devem afetar diretamente os preços e a disponibilidade do etanol para os consumidores nos postos de combustível.

De acordo com a Anfavae (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a venda total de veículos leves, acumulado nos últimos 12 meses, até julho de 2011, é de aproximadamente 3,4 milhões de carros – um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado (o valor acumulado é o maior da história da indústria automobilística brasileira).

Segundo estimativas da Archer Consulting – empresa de gestão de riscos em commodities agrícolas, especializada no mercado sucroenergético –, a frota nacional de veículos leves deve chegar em 30,5 milhões de carros ao final de 2011. Seguindo o crescimento apontado pela associação, daqui a cinco anos serão 41,6 milhões de veículos, dos quais 65% serão carros flex. Isso leva a um salto gigante no consumo de combustível: dos 44,9 bilhões de litros consumidos em 2010 para 71,2 bilhões de litros em 2015. Ou seja, em apenas cinco anos, 26,3 bilhões de litros.

A questão principal é saber se o mercado terá produção suficiente para atender a essa demanda crescente. “Mesmo considerando que apenas 45% dos veículos flex optem pelo etanol como combustível, se estimarmos o crescimento da frota brasiliera em 4% ao ano (a frota cresceu mais de 8%, em média, nos últimos 10 anos) e reduzindo a mistura na gasolina para 20%, ainda assim o setor sucroenergético precisará de 16 bilhões de litros de etanol em 2016 para suprir a demanda”, avalia Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting e gestor de risco.

De acordo com o gestor, o setor terá que moer 900 milhões de toneladas só para atender esses números crescentes. "Isso significa que precisaremos de 80 novas usinas nos próximos cinco anos e investimentos da ordem de quase US$ 60 bilhões", conclui Arnaldo Corrêa.

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